Espaço Arte do Doce encanta visitantes na Fenadoce, em Pelotas

Município: Pelotas

Local conta a história  dos povos que formaram Pelotas e  como cada um contribuiu para a tradição doceira CRÉDITO: RAFAEL TAKAKI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Local conta a história dos povos que formaram Pelotas e como cada um contribuiu para a tradição doceira CRÉDITO: RAFAEL TAKAKI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma recepção especial espera cada visitante que chega à 26ª Fenadoce, que se estende até 17 de junho. Africanos, alemães, portugueses, italianos, franceses: há etnias de todas as partes que ajudaram a consagrar Pelotas como a capital do doce. O espaço Arte do Doce, projetado pelo artista Plástico Madu Lopes, é, pelo segundo ano, a grande atração da Fenadoce. Na última quinta-feira, dia 31 de maio, centenas de pessoas aproveitaram o feriado, passearam pela feira e conferiram o espaço com os artistas que dão as boas-vindas ao público.
Entre o público, o espaço é unanimidade. A pelotense Ana Maria Vasconcellos, de 75 anos, disse estar encantada. “O espaço ficou com a característica da Fenadoce: alegre”, afirmou Ana Maria, que, todos os anos, visita a feira pelo menos três vezes por semana. “Temos que valorizar o que é nosso”, salientou. O passeio pela 26ª Fenadoce, no caso de Dario Neto e Fernanda Muller, é uma comemoração. O casal reside em Porto Alegre e sempre quis conhecer Pelotas. Fernanda contou que resolveu tirar uma semana de férias e fizeram as malas para a cidade como presente de 26 anos de casamento. “Estamos encantados não só com os doces, mas também com os pelotenses”, confidenciaram.
Durante todo o dia, as bilheterias da 26ª Fenadoce estiveram abertas, com isenção do valor do ingresso aos visitantes. A medida foi tomada pela organização da feira, solidária à situação de greve dos caminhoneiros por todo o País. O estacionamento esteve com o valor reduzido de R$ 10,00.
O Espaço Arte do Doce conta a história dos povos que formaram Pelotas e como cada um contribuiu para a tradição doceira. É uma homenagem às etnias que desenvolveram o município. Artístico, o local foi pensado por Madu Lopes para ser um ambiente lúdico e interativo, ambientado na antiga Pelotas: uma cozinha típica para a produção dos doces, uma confeitaria e muita arte e animação. É com esse ambiente que o público chega à feira. O espaço ainda valoriza os artistas da região, já que conta com profissionais locais para a representação das etnias.
Neste ano, quatro novos personagens foram adicionados ao grupo e completam o time: Joaquim e Manuel (portugueses); as doceiras Eugênia (portuguesa) e sua filha Mafalda; Bernadette (francesa); Antonella (italiana) e sua filha Giovanna; Olga (alemã) e sua filha Ema; Nadia, Jana, Dalila, Mestre Zô e Zuri (africanos); o poeta Antônio das Rosas; e a cantora pelotense Dulce.