Mostra evidencia cultura afro-brasileira e indígena em Palmeira das Missões

Município: Palmeira das Missões

Exposição itinerante permanece no município até o dia 24 de abril CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Exposição itinerante permanece no município até o dia 24 de abril CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A exposição itinerante Pluralidade: afro-brasileiros e indígenas no Noroeste do Rio Grande do Sul, que valoriza e enaltece a cultura afro-brasileira e indígena, segue até o próximo dia 24 de abril no município. A mostra fotográfica, que pode ser visitada no Centro Cultural Mozart Pereira Soares, apresenta a contribuição de africanos, indígenas e afrodescendentes no processo de formação socioeconômica e sociocultural da região Noroeste do Estado, onde a cidade está localizada.
A visitação é aberta para a comunidade de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Escolas e grupos poderão agendar previamente pelo número (0xx55) 3742-1257. O ingresso é um quilo de alimento não perecível, que será destinado às áreas indígenas da região. A exposição é autoexplicativa com banners e fotografias, contendo legendas, além de material impresso, para que a comunidade também possa multiplicar o tema junto a instituições de ensino, grupos, ONGs e projetos sociais. A abertura contou com representantes das comunidades negras e indígenas.
A abertura da exposição aconteceu na manhã do dia 11 de abril, na Videoteca do Centro Cultural, contando com apoiadores, convidados e autoridades. A professora, historiadora e pesquisadora Cristiane De Bortoli comentou que muitas pessoas possuem em casa um acervo documental e fotográfico que poderia ser aberto ao público, porém há a carência de espaço adequado e de credibilidade para estes projetos. “Só a partir da década de 1970 os historiadores passaram a pesquisar e escrever sobre as minorias”, comentou ela, incentivando que a comunidade reflita sobre isso e contribua, resgatando a história e trabalhando sobre isso nas escolas.
Também esteve presente o professor Edson Sales Claudinho, da Escola Indígena Goj-Veso, criada recentemente no município de Iraí, pertencente à 20ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Ele observou a importância do evento para mostrar a cultura e a realidade do povo indígena que passa por muitas lutas. O vereador e professor Claudio Mineiro falou em nome da comunidade negra e afrodescendente, juntamente com representantes dos remanescentes da Colônia Chupim de Palmeira. Ele salientou que, como agente político, sente a obrigação de trabalhar as questões da comunidade negra e que Palmeira das Missões tem condições de fazer um resgate histórico semelhante ao da exposição, mostrando detalhes da história do município.
Como lembrou a secretária Nirlene Boeri, que responde pela pasta de Cultura e Turismo, a secretaria não se envolve apenas com o Carijo da Canção Gaúcha, mas pretende trabalhar com outros projetos ao longo do ano. “A história do nosso município foi feita muito pela cultura negra, por isso temos que trabalhar no resgate e valorização deste legado”, comentou.
O mestre Xande, do Grupo de Capoeira Urungo e que é capoeirista há quase 30 anos, argumentou que o esporte é muito discriminado no município, encontrando dificuldade para realizar parcerias nas escolas. Representando a 20ª CRE, Laerta Gomes de Souza e a professora Marta Gomes de Souza falaram sobre a vinda da exposição e o trabalho realizado pela CRE com a comunidade negra e indígena. Logo após, o público foi convidado a conhecer a exposição, sendo recepcionado pela apresentação do grupo de Capoeira Urungo e da Escola Indígena Goj-Veso de Iraí.