Mão de obra familiar garante êxito no cultivo da uva em Dom Feliciano

Município: Dom Feliciano

Previsão de produção no município ficará em torno  de 75 toneladas neste ano CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE DOM FELICIANO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Previsão de produção no município ficará em torno
de 75 toneladas neste ano CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE DOM FELICIANO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A mão de obra familiar é um fator importante no cultivo de uvas na propriedade do agricultor e presidente da Cooperativa Agropecuária Centro-Sul (Coopacs), Alex Gavlinski. Os sogros Geraldo e Carmem e a companheira Patrícia Studzinski também participam do trabalho, que ainda é feito com o apoio dos vizinhos e de pessoas contratadas. Para a IV Festa da Uva de Dom Feliciano, que acontece neste domingo, no salão paroquial, a partir das 8h, a ideia é levar 600 quilos para comercialização. No ano passado, eles venderam na festa 500 quilos das 12 toneladas colhidas. Para este ano, a expectativa de colheita é de 15 toneladas.
“Este ano foi melhor, embora muitos tenham sido prejudicados, devido ao clima”, diz Gavlinski. Ele tem no parreiral uvas da variedade concor, bordô, isabel e cerca de 300 pés de niágara. A família iniciou a produção em 2009, com 2.250 pés da fruta. Além da uva, são cultivados fumo e arroz cachinho. Boa parte da produção é destinada aos estabelecimentos comerciais de Camaquã. Já o suco natural e as geleias são vendidas diretamente ao consumidor. Parte da produção ainda é destinada para indústrias de sucos de Farroupilha. “A uva daqui tem excelente qualidade”, diz o secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, Marco Tyska. Desde 27 de dezembro de 2017, a secretaria tem realizado o transporte da produção do município para as indústrias de sucos de Farroupilha, para onde já foram mais de 60 toneladas de uva.
A colheita de uvas no município, das variedades concord clone 30 e bordô, iniciou-se cedo neste ano, cerca de 10 dias antes, comparado ao ano passado. No dia 3 de janeiro, a função começou cedo da manhã na propriedade de David e Bernadete Stelmaszczyk, que, durante a madrugada, carregaram 2,7 toneladas de uva a serem transportadas pela prefeitura para a indústria de sucos em Farroupilha. Dom Feliciano tem 22 produtores que, neste ano, colherão 40% a menos que no ano passado, devido ao pouco frio e chuvas na época do florescimento da planta. A previsão de produção do município ficará em torno de 75 toneladas. O casal Stelmaszczyk prevê a colheita de 20 toneladas, que são direcionadas para indústrias e beneficiamento artesanal de suco, vinho, sorvete e cucas, além da venda da uva diretamente na propriedade – produtos que também estarão expostos na IV Festa da Uva da cidade. A produção do casal começou em 2012, com o plantio de 5 mil pés de uva.
“A prefeitura nos apoia com o transporte, que é muito importante”, considera Stelmaszczyk. Para os resultados deste ano, a secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente também distribuiu aos produtores interessados 10 toneladas de composto orgânico – uma carga para cada produtor. Neste ano, quatro toneladas irão para Agroindústria de Sertão Santana, para produção de suco a ser destinado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “Estamos trabalhando para que a nossa agroindústria esteja funcionando em 2019, fazendo ajustes na área construída e as legalizações necessárias”, diz o secretário de Desenvolvimento Rural, Marco Tyska. No ano passado, a produção de sucos na Cooperativa de Sertão rendeu 6 mil litros, boa parte direcionada para alimentação escolar.

Nova Unidade Móvel de Saúde de Osório atende trabalhadores da Calixo

Município: Osório

Unidade Móvel retornará ao aterro sanitário na primeira terça-feira de fevereiro CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE OSÓRIO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Unidade Móvel retornará ao aterro sanitário na primeira terça-feira de fevereiro CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE OSÓRIO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Unidade Móvel de Saúde de Osório disponibilizou, na manhã da última terça-feira, dia 9, atendimento clínico, odontológico, assistência em enfermagem e orientação através de Agente Comunitário de Saúde para os 32 trabalhadores que atuam no aterro sanitário da cidade, por intermédio da Cooperativa Calixo. O prefeito, Eduardo Abrahão; o vice-prefeito, Eduardo Renda; e o secretário da Saúde, Emerson Magni, foram ao local acompanhar a equipe de profissionais da saúde. O serviço marca a estreia dos trabalhos da nova Unidade Móvel de Saúde, entregue em dezembro de 2017.
O prefeito Abrahão explicou que a unidade iniciou o roteiro de atendimento no aterro sanitário devido à realidade do local. “A situação enfrentada pelos trabalhadores do aterro, que executam uma atividade louvável e de grande importância para o município, é complicada. São mais de 30 pessoas que atuam na separação de todo o lixo recolhido na cidade, e é gratificante, através do poder público, oportunizar esse atendimento, facilitando a vida dos que integram a equipe da Calixo”, destaca. O vice-prefeito disse aos trabalhadores que o sucesso das ações diárias na Calixo depende da boa saúde de cada um. “Vocês contam com esse importante serviço e devem aproveitar. Todos estão de parabéns por receber o atendimento sem ter que se deslocar para as Unidades de Saúde”, comenta Renda.
Segundo o secretário Magni, esse tipo de atendimento que integra a promoção e a prevenção em saúde é atribuição do município. “Felizmente, estamos conseguindo avançar nesta área, e a assistência junto à Calixo é um exemplo. Agradecemos ao prefeito pela indicação de recomeçar as ações com a Unidade Móvel de Saúde no Aterro e, após, nas demais comunidades que não contam com unidades de saúde”, diz. Uma das profissionais, Vanilda da Silva, demonstrou-se muito contente com o atendimento: “Fiquei muito feliz, a equipe da saúde me atendeu com muita atenção. Elas são carinhosas, e isso facilita muito a vida de quem trabalha aqui. Agradeço de coração”.
O cidadão Carlos dos Santos, que foi atendido na Unidade Móvel, afirmou estar satisfeito em poder contar com o atendimento no local de trabalho. “Achei muito interessante essa decisão. É bom para mim e para todos os colegas, facilita a vida. Consultei, e foram encaminhados exames para verificar o estado da minha saúde. Estou satisfeito”, afirmou.
A presidente da Calixo, Erdariza Maria Ferreira da Silva, explicou que a presença da Unidade Móvel no local tem grande significado para a cooperativa. “Além dos nossos colaboradores contarem com atendimento e encaminhamentos, isso evita que fiquem fora do trabalho durante o dia todo, enquanto se deslocam até uma Unidade de Saúde. Contamos com atendimento aqui e estamos felizes”, relata. A Unidade Móvel retornará ao aterro na primeira terça-feira de fevereiro, quando a equipe de profissionais da saúde fará atendimento médico-clínico, coleta de preventivo, vacina, requisições de exames, encaminhamento para especialistas, atendimento ambulatorial e os procedimentos odontológicos disponibilizados na saúde pública de Osório.

Centro de Educação Profissional da Univates completa 20 anos em Lajeado

Município: Lajeado

Cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Sob a incerteza do sucesso, a Universidade do Vale do Taquari (Univates) iniciava, há 20 anos, uma nova oferta de ensino. Em 1998, o Centro de Educação Profissional (CEP) recebia os primeiros alunos, com o objetivo de atender a uma demanda ainda inexplorada no mercado de trabalho. De início, os cerca de 300 a 400 estudantes tinham entre as opções de matrículas o curso de Auxiliar de Enfermagem (qualificação) e, posteriormente, os técnicos em Química, Enfermagem e Telemática.
Hoje, duas décadas depois, já são aproximadamente 1,7 mil alunos em sala de aula e mais de 3 mil diplomados. No entanto, Edi Fassini, diretora do CEP há mais de 15 anos, garante que o número de diplomados poderia ser muito maior, pois, em algumas áreas, os profissionais nem concluem o curso em função da alta empregabilidade e aceitação do mercado. “O aluno inicia como estagiário e é absorvido inteiramente pela empresa, crescendo para funções de grande responsabilidade e demora para se formar”, explica.
Com uma formação rápida, prática e objetiva, os cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica – objetivo que vem mexendo cada vez mais com a cabeça dos jovens estudantes. Atualmente, 24,5% dos alunos matriculados nos cursos técnicos da Univates ainda não concluíram o Ensino Médio e cursam concomitantemente o Médio e o Técnico.
Questões políticas de governo, demandas de mercado, alterações de legislação e modernização de processos produtivos têm determinado maior procura por um ou outro curso. Entre os mais buscados, atualmente, estão os técnicos em Enfermagem, em Manutenção Automotiva e em Administração. Mas, durante os 20 anos, não apenas o campus de Lajeado sediou o ensino profissionalizante. Por tempos, ele esteve presente também nos municípios de Encantado e Taquari, e, agora, conta com uma sede na cidade de Guaporé. A abrangência se reflete nos números: hoje, o centro atrai estudantes de 53 cidades do Estado.
“O que mais me gratifica são os depoimentos de quem já passou por aqui. O relato do quão importante é e da diferença que esse aprendizado fez na vida das pessoas – o que nos é retratado em tom de agradecimento, como uma marca na vida deles. Para muitos, a Univates foi a segunda escola na vida, então sempre existiu uma expectativa muito grande”, afirma Edi.
Dois eventos estão sendo programados para a noite do dia 6 e a manhã do dia 7 de abril para comemorar os 20 anos de Ensino Técnico da Univates. Na primeira data, deve ocorrer um show, com atração a ser confirmada. Já no sábado pela manhã, a programação fica por conta da palestra com Gabriel Carneiro. As duas atividades acontecem no Teatro Univates e serão abertas à participação de alunos, de diplomados e da comunidade. Além disso, uma série de atividades deve ser realizada durante o ano dentro de cada curso integrante do CEP.
Os 17 cursos técnicos da Univates ainda recebem inscrições para o primeiro semestre de 2018. A duração média é de dois a três anos, dependendo do número de disciplinas que o estudante cursar. As aulas se iniciam no dia 15 de fevereiro, e as matrículas podem ser feitas até o início do semestre letivo no Atendimento Univates, localizado no Prédio 9 (rua Avelino Talini, nº 171, Lajeado). Mais informações podem ser obtidas no site univates.br/tecnicos.

Cultura e acessibilidade marcam primeiros dias do ano no Litoral

Município: Litoral

Ações do Estação Verão Sesc são gratuitas e seguem até 25 de fevereiro em 11 praias CRÉDITO: CLAITON DORNELLES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ações do Estação Verão Sesc são gratuitas e seguem até 25 de fevereiro em 11 praias CRÉDITO: CLAITON DORNELLES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

As pessoas com deficiência física que passarem pelas praias de Atlântida Sul, Balneário Pinhal, Capão da Canoa, Cidreira, Imbé, Tramandaí e Torres, no Litoral Norte, além do Cassino, Laranjal e São Lourenço do Sul, no Litoral Sul, já podem tomar banhos de mar com mais segurança. O Estação Verão Sesc 2018 já começou em 11 praias gaúchas e segue até 25 de fevereiro, disponibilizando gratuitamente cadeiras anfíbias para que cadeirantes possam entrar na água. A iniciativa do Sistema Fecomércio-RS/ Serviço Social do Comércio (Sesc) é gratuita e disponibilizada em horários específicos em cada praia, exceto em Atlântida e no Cassino, com acompanhamento de um profissional.
Entre os destaques do Litoral Norte para o primeiro fim de semana do ano, estiveram as atrações culturais deste sábado, com shows e espetáculos teatrais. Já no Litoral Sul, houve banhos acessíveis na praia do Cassino, em parceria com as secretarias municipais de Saúde, Turismo, Esporte e Lazer. O fim de semana ainda teve atividades com a Escolinha de Trânsito, também no Cassino, em parceria com a Polícia Civil, e o Torneio de Rugby, com parceria da Associação Riograndina de Rugby. No Laranjal e em São Lourenço do Sul, os veranistas já puderam aproveitar também os serviços sistemáticos como quick massagem, leitura local e ginásticas à beira-mar, entre outros.
Como novidade, o Estação Verão Sesc 2018 tem na sua programação o Concurso Cosplay, aula Mamãe Bebê, Escolinha de Trânsito, Cine Beach, Pilates em Capão e Adventure Beach (corrida de obstáculos na praia). Já entre as outras atividades, estão gincanas de integração, slackline, aulões de ginástica e dança, além da disponibilidade de quadras esportivas para a prática de vôlei de praia, futebol de areia, frescobol e futevôlei. Eventos como o Festival de Escultura em Areia, o Passeio sobre Rodas, o Passaporte da Saúde, a CãoMinhada e a Escola do Chimarrão, tradicionais do Verão Sesc, também estão confirmados.
O Estação Verão Sesc promove atividades de lazer, cultura, saúde, recreação e esporte. As atrações são gratuitas, abertas a toda comunidade e acontecem nas Casas Sesc montadas à beira-mar das praias participantes. Mais informações podem ser obtidas no site www.sesc-rs.com.br/estacaoverao.

Diretoria da Pessoa com Deficiência de Canoas promove oficina de braile

Município: Canoas

Atividade reuniu servidores públicos e convidados e abordou os aspectos práticos do funcionamento do sistema CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Atividade reuniu servidores públicos e convidados e abordou os aspectos práticos do funcionamento do sistema CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A diretoria municipal da Pessoa com Deficiência, em parceria com a secretaria municipal de Cultura e Turismo e a Associação dos Deficientes Visuais de Canoas (Adevic), promoveram, na última quinta-feira, dia 4, uma oficina em alusão ao Dia Mundial do Braille. A atividade reuniu servidores públicos e convidados e abordou os aspectos práticos do funcionamento do sistema.
Além das dificuldades na acessibilidade física, as pessoas com deficiência também enfrentam barreiras na comunicação e aprendizado. Para deficientes visuais, o problema poderia ser ainda maior. Isso porque o conhecimento, seja na educação ou na informação, em geral, se dá pela leitura. Sem enxergar, deficientes visuais jamais poderiam ter o prazer de ler um livro ou se informar. Criado há quase 200 anos por Louis Braille, na França, o braille tornou-se o meio indispensável na formação social e política de cegos, possibilitando processo de alfabetização.
A oficina consistiu em uma explanação teórica sobre a origem e estrutura do Sistema Braille, além de atividades práticas sobre o processo de leitura e escrita utilizado por pessoas cegas. Foram mostrados e experimentados materiais específicos que possibilitam a aprendizagem do Sistema Braille, tais como reglete e punção e máquina braile. A atividade contou com a presença da presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Kelly Oliveira, e de diretores da secretaria especial de Integração Institucional e da secretaria municipal da Educação.
O diretor da Pessoa com Deficiência, Jair Silveira, afirmou que a oficina “faz parte de uma das metas da diretoria para 2018: a execução do Projeto Calendário Cultural Inclusivo”. O diretor também salientou a importância do Sistema Braille para o segmento das pessoas com deficiência, pois ele atende o deficiente visual que, através da escrita e da leitura, proporciona a informação e a comunicação dentro do processo de inclusão.