Encontro sobre plantas bioativas reúne mais de 600 pessoas em Lajeado

Município: Lajeado

Atividades aconteceram nos dias 27 e 28 de julho, na Univates CRÉDITO: NICOLE MORÁS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Atividades aconteceram nos dias 27 e 28 de julho, na Univates CRÉDITO: NICOLE MORÁS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A 12ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas e o 1º Encontro Regional de Agrobiodiversidade dos Vales contou com dois eixos principais de atividades, sendo eles plantas bioativas na saúde e na alimentação humana e plantas bioativas na sanidade ambiental. Ao todo, mais de 600 pessoas de mais de 100 municípios participaram das atividades na última semana, na Universidade do Vale do Taquari (Univates).
Na última sexta-feira, 27 de julho, o evento recebeu a engenheira-agrônoma, professora doutora Cláudia Petry. Com a palestra (Re)Conhecendo as irmãs plantas: respeito e sensibilização à vida, a coordenadora do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA) da Universidade de Passo Fundo (UPF) provocou os presentes ao incentivar a desconstrução do antropocentrismo e abordar a inteligência vegetal. “A partir do momento em que estimularmos quintais e agricultores, voltaremos a viver bem”, afirmou. Durante sua fala, Cláudia criticou a “parafernália eletrônica” e o seu domínio sobre os humanos e voltou os olhares ao natural, ao “ser” e ao momento. “O mais valioso é o agora, compreender que tudo merece estar aí. O agora é a nossa única certeza”, salientou.
No painel Potencialidades das espécies nativas, realizado pela manhã, a doutora Elisete de Freitas abordou a importância das plantas originárias do Rio Grande do Sul, explicando que as espécies exóticas podem oferecer risco às espécies nativas. Elisete também falou sobre o potencial alelopático de algumas plantas, ou seja, a capacidade que essas espécies têm em inibir o crescimento e a germinação de outras plantas, agindo naturalmente como herbicidas naturais.
Já o doutor Eduardo Ethur iniciou sua fala sobre a relação histórica entre o homem e as plantas, e estudos que apontam que, entre 1981 e 2014, mais de 75% dos fármacos tiveram suas estruturas descritas com base em algum componente natural. “Essa aplicação se deu a partir do uso tradicional das espécies vegetais, o que geralmente se inicia pelo consumo de chás”, afirmou ele. Ethur afirmou, ainda, que muitas espécies são “canivetes suíços” devido à grande variação de ativos que podem ser utilizados.
O evento também teve um espaço dedicado para que escolas apresentassem trabalhos desenvolvidos sobre a temática do evento, e o Museu de Ciências da Univates (MCN) realizou a exposição O caminho das especiarias. Também foram realizadas 25 oficinas, palestras, conferências e apresentação de pôsteres de trabalhos científicos.
Trilhas ecológicas e interpretativas, pancaminhadas, oficinas temáticas, relatos de experiências, exposição de projetos escolares, espaço da erva-mate, apresentação de trabalhos científicos, espaço do cuidado, hora do chá e feira de produtos orgânicos – em parceria com a Articulação em Agroecologia do Vale do Taquari (AAVT) – foram outras atividades que ocorreram paralelamente ao evento principal. A programação da 12ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas foi realizada nos prédios 7 e 9 da Univates.
O evento é uma promoção da secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Univates. O apoio é do Sicredi, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Languiru, da prefeitura de Lajeado, da 3ª Coordenadoria Regional de Educação, do Centro de Orientação Holística Vida Saudável (Cohvisa), da Associação Brasileira de Homeopatia Popular, da AAVT, do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), da Certel, da Itaipu Binacional, da Pastoral da Saúde e da 16ª Coordenadoria Regional da Saúde.