Inauguração do Casarão dos Veronese já tem data definida em Flores da Cunha

Município: Flores da Cunha

Local é o principal símbolo arquitetônico da imigração italiana na cidade CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORES DA CUNHA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Local é o principal símbolo arquitetônico da imigração italiana na cidade CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORES DA CUNHA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A obra do Casarão dos Veronese, que se iniciou em 2015, tem data para a entrega oficial: será no dia 15 de dezembro, às 10h, na comunidade de Otávio Rocha. A casa, construída em 1898, está com a última etapa de restauração e construção em andamento, com a colocação de vidros, finalização da instalação de iluminação, dos acabamentos em madeiras e das esquadrias restauradas, além do ajardinamento, da construção da rampa de acesso e do estacionamento.
O principal símbolo arquitetônico da imigração italiana na cidade e um dos únicos do Rio Grande do Sul está sendo restaurado com recursos provenientes da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC), com patrocínio das empresas Florense e Keko, além da prefeitura, com investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. O prefeito Lídio Scortegagna e o diretor de Cultura, Michael Molon, vistaram a obra na última quinta-feira, dia 5. O ato de inauguração deverá contar com a presença do governador do Estado, José Ivo Sartori; de integrantes das famílias que residiram no local; de patrocinadores; além de representantes da comunidade e entidades.
O projeto em execução, do arquiteto Edegar Bittencourt da Luz, propôs adequações ao projeto original, elaborado em 2008, que, pela defasagem do tempo e com o aumento da degradação, era tecnicamente inadequado. Foram buscadas soluções para o avançado processo de deterioração das alvenarias de pedra e barro, que estavam em péssimo estado e com perigo de desmoronamento, entre outros dados técnicos obtidos a partir da atualização dos levantamentos e diagnóstico das patologias da construção, bem como das normas edilícias e de prevenção que passaram a vigorar nos últimos anos, como aquelas vinculadas à acessibilidade e prevenção de incêndio. A nova proposta foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).
A nova solução estrutural conta com coberturas metálicas e também a utilização de vidros, evitando a sobrecarga de um telhamento em telha de barro. Também foi analisado que, como a edificação não continha mais o telhado, não deveria se fazer uma imitação das telhas de barro, e sim construir uma nova cobertura contemporânea, atendendo às cartas patrimoniais no âmbito internacional.