Colheita de culturas de verão está praticamente concluída no Estado

Município: Estado

Milho e soja já estão com 96% da área total semeada colhida e, o arroz, com 95% CRÉDITO: JOSÉ SCHAFER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Milho e soja já estão com 96% da área total semeada colhida e, o arroz, com 95% CRÉDITO: JOSÉ SCHAFER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

As principais culturas de verão estão praticamente todas colhidas no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), divulgado na última quinta-feira, dia 10, o milho e a soja já estão com 96% da área total semeada colhida e o arroz com 95%. Com o encerramento da safra de soja na maioria das lavouras e regiões, a tendência é que seja acelerada a colheita das lavouras maduras de milho grão e de milho silagem, contando com as condições meteorológicas atuais de tempo seco.
Com a colheita do milho em finalização, as atenções se voltam especialmente à comercialização, que atinge mais de dois terços da produção colhida. Os preços esboçam leves aumentos, fundamentados nas dificuldades climáticas que a safrinha vem enfrentando, estoques pequenos e importação quase que proibitiva em razão das altas nas cotações do dólar. Os produtores detentores de estoques estão cautelosos aguardando melhores oportunidades para ofertar.
Restando no Estado apenas 4% da área de mais de 5,7 milhões de hectares de soja a ser colhida, ela deverá avançar rapidamente ao seu término, com os produtores e suas máquinas aproveitando as condições de clima seco que vem ocorrendo nesses últimos períodos. Grande parte das lavouras colhidas foi com solo seco e umidade dos grãos abaixo de 13%. Basicamente não necessitando secagem nos locais de recebimento. A qualidade geral dos grãos é muito boa e a produtividade está na casa das três toneladas por hectare na média do Estado. O produto colhido apresentou baixa impureza, mas com alguma quebra de grãos.
O mercado continua extremamente volátil, influenciado pelas fortes exportações de aproximadamente 30 milhões de toneladas, entre janeiro a abril, e também pela demanda interna pelo grão, principalmente pelas indústrias de biodiesel. Alguns produtores estão se beneficiando do bom preço atual, para faturar parte da produção. Outros estão usando a produção como poupança – preferindo vender outros grãos – esperando o melhor momento para realizar seus negócios com a soja.
A comercialização do arroz continua com menores volumes de negócios e com preços abaixo do esperado pelos produtores. Dificulta as vendas internas a contínua importação de arroz do Paraguai, pressionando os preços para baixo. A preocupação maior é a impossibilidade de os agricultores poderem realizar investimentos nas lavouras em decorrência dessa situação.
Já a grande maioria dos produtores gaúchos da principal cultura de inverno, o trigo, continuam mobilizados em busca de crédito de custeio, reserva de sementes e no planejamento para então definir o tamanho da área que irão cultivar com o trigo. A tendência, que era de redução de áreas de cultivo no Estado, poderá ser revertida em razão do aquecimento dos preços, ora sustentados pelos baixos estoques, altos valores de importações e demanda aquecida. Fatores esses que poderão alterar o rumo anterior da implantação dessa principal cultura de inverno no Estado. Alguns produtores já iniciando os preparativos para a implantação da cultura, com início do manejo químico das lavouras para a semeadura.