Projeto Dança Educacional leva o balé para escolas de Caxias do Sul

Município: Caxias do Sul

Arte cênica, também considerada uma atividade física, traz benefícios à saúde CRÉDITO: KARINE ZANARDI DOS SANTOS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Arte cênica, também considerada uma atividade física, traz benefícios à saúde CRÉDITO: KARINE ZANARDI DOS SANTOS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A dança é uma atividade lúdica, uma forma de comunicação que se faz através do próprio corpo humano. Com o intuito de integrar arte e qualidade de vida no mesmo espaço, a secretaria municipal do Esporte e Lazer (Smel) criou o Projeto Dança Educacional. Desde junho, a ação tem levado o balé clássico para 74 estudantes da cidade e proporcionado momentos de expressão cultural, artística e corporal aos participantes. Além de uma forma de lazer, um dos principais objetivos do projeto é desenvolver a dança como exercício físico. Os benefícios dessa união são inúmeros: melhora na coordenação motora e postura dos praticantes, estímulo da memória, trabalho ósseo e musculatura do corpo.
As aulas do projeto são destinadas a estudantes dos cinco aos 12 anos, de escolas estaduais e municipais. Neste primeiro momento, as atividades estão sendo desenvolvidas para alunos do contraturno das escolas Melvin Jones, Professora Leonor Rosa e José Venzon Eberle. As aulas são divididas em três partes: iniciam-se com aquecimento por meio de exercícios variados; após, os participantes desenvolvem os movimentos e coreografias do balé clássico; e, por fim, os últimos minutos da aula são destinados ao relaxamento e alongamento. Todas as etapas fazem parte de um processo de construção, realizado no espaço escolar, com meios dinâmicos e materiais adaptados.
Bruna de Souza Borges começou a praticar o balé clássico há 14 anos em um projeto social. Desde então, tornou-se especialista na dança e nunca mais parou. Hoje, tudo o que aprendeu é repassado na iniciativa da secretaria. “Quando iniciamos as atividades nas escolas, a principal barreira encontrada foi explicar para pais e alunos que o balé também pode ser praticado por meninos. As meninas têm o encanto pela dança despertado desde cedo, com os garotos a abordagem é um pouco diferente”, explica Bruna. Um mês após o início das aulas, mudanças no pensamento e comportamento dos alunos já podem ser observadas pela especialista. “Os meninos começaram a participar das atividades, demonstrando muito interesse e concentração. Eu sempre digo que o balé é feito para quem ama dançar, independente de idade ou sexo”, complementa.