Programa da Univates trabalha qualificação de professores no Vale do Taquari

Município: Vale do Taquari

Intuito é atender às demandas dos municípios, no sentido de qualificar o ensino em sua totalidade CRÉDITO: TUANE EGGERS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Intuito é atender às demandas dos municípios, no sentido de qualificar o ensino em sua totalidade CRÉDITO: TUANE EGGERS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Mais do que se preocupar com a formação acadêmica, o papel de uma instituição de Ensino Superior vai além dos ambientes institucionais e se estabelece também na inserção da Educação Básica. A qualidade do ensino regional depende de uma base sólida para a formação de profissionais capacitados. Preocupada com essa problemática, a Univates realiza o Programa Institucional de Assessoria Pedagógica Externa (APE), vinculado ao Núcleo de Apoio Pedagógico da instituição.
O programa tem o intuito de atender às demandas dos municípios, no sentido de qualificar o ensino em sua totalidade. Por meio de cursos, palestras e oficinas, as atividades da APE são desenvolvidas com escolas municipais, estaduais e privadas, buscando promover melhorias com e para a comunidade escolar, por meio da formação continuada de professores. Essa é uma das iniciativas que vão ao encontro da missão da Univates de compartilhar o conhecimento produzido, visando a contribuir para o crescimento e o desenvolvimento da sociedade como um todo.
Entre as temáticas desenvolvidas nas assessorias estão planejamento, rotinas na Educação Infantil, qualificação das equipes gestoras, formação cultural do docente, avaliação, ludicidade, metodologias de aprendizagem e de ensino, ensino de jovens e adultos, interação família e escola, pesquisa e formação docente, entre outras. No modelo atual, a APE iniciou suas atividades no começo de 2014. Desde lá, milhares de pessoas já foram atendidas. Só em 2016 foram realizadas 29 assessorias pedagógicas, totalizando 245 horas contratadas e mais de 3 mil participantes, de 14 municípios da região. Este ano já está confirmada a realização de 15 assessorias pedagógicas, sendo nove cursos, três oficinas e três palestras. Em 381 horas contratadas, 1.347 participantes e nove municípios foram atendidos.
Um dos municípios a realizar atividades pela APE é Encantado. Conforme a secretária de Educação Neide Graciola, a formação continuada de professores sempre foi um dos focos da administração, pois, segundo ela, é a melhor forma de garantir a qualidade do ensino. “Já estive à frente da administração em outro momento e fui uma das incentivadoras dessa parceria com a Univates, pois acredito muito na formação pedagógica e na forma como a instituição conduz isso”, afirma.
Os professores da rede municipal participam das atividades oportunizadas pela APE de forma constante, sendo uma das assessorias realizadas na última sexta-feira, dia 26 de maio. Conforme Neide, este é um benefício aos professores que, posteriormente, é repassado também às crianças e adolescentes. “É uma forma de incentivar os alunos a irem para a escola, pois um dos principais motivos da evasão escolar é a falta de possibilidades e metodologias oferecidas a estes estudantes dentro do ensino”, explica a secretária.

 

Projeto avalia potencial de biomassas como fonte de energia no Vale do Taquari

Município: Vale do Taquari

Iniciativa da Univates busca apontar alternativa para reduzir a dependência da região por energia de origem externa CRÉDITO: GERMANO TIAGO WOJAHN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Iniciativa da Univates busca apontar alternativa para reduzir a dependência da região por energia de origem externa CRÉDITO: GERMANO TIAGO WOJAHN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com financiamento de quase R$ 1 milhão pelo Banco Mundial e valor global de R$ 1,3 mi, a Univates iniciará um projeto, em parceria com a Cooperativa Languiru, com foco em produção de biogás a partir de biomassas residuais. O objetivo é identificar, caracterizar e avaliar o potencial desses materiais orgânicos (dejetos suínos, bovinos, de aves e lodos de Estações de Tratamento de Esgoto – ETE) para produzir biogás e utilizá-lo como fonte alternativa de energia.
A ideia principal se fundamenta na geração de energia descentralizada com o intuito de apresentar opções para a redução da dependência do Vale do Taquari por energia proveniente de outros lugares. “Atualmente, cerca de 95% da energia consumida na região é de origem externa”, comenta Odorico Konrad, coordenador do projeto. “Então, temos que buscar alternativas a esta dependência, tentando gerar uma parcela dessa energia localmente. Nós temos potenciais locais para geração de energia descentralizada, apenas temos que aproveitá-los melhor”, afirma.
O projeto, intitulado Tratamento anaeróbio de biomassas residuais com foco na geração de energia renovável, teve seu financiamento aprovado por meio do Programa de Apoio aos Polos Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect) do Estado. O trabalho será executado em dois eixos: em escala laboratorial, com análises realizadas no Laboratório de Biorreatores da Univates, no Tecnovates, e em escala piloto em Encantado, no Centro de Estudos em Biogás e Energias Renováveis (Ceber), estrutura onde serão avaliadas as potencialidades de biomassas e biogás como fonte de geração de energia elétrica, térmica e como biocombustível. A intenção é fomentar a produção de conhecimento acerca da geração e utilização do biogás, fornecendo subsídios para a tomada de decisão em investimentos nesta área.
Reflexos ambientais e sequência de trabalho
Ao final do trabalho, que terá duração de dois anos, o conhecimento científico e tecnológico desenvolvido será compartilhado com a indústria parceira, demais indústrias do Vale do Taquari e produtores rurais detentores de biomassas residuais interessados. Além dos benefícios técnico-científicos e econômicos, a questão ambiental ganha destaque no projeto. Konrad aponta que a utilização de biomassas residuais, como uma fonte renovável de energia, contribui para um melhor tratamento de uma série de resíduos orgânicos. O efeito imediato é a redução de impactos ambientais. “Hoje, temos um excesso de lançamento de dejetos brutos em solo agrícola”, afirma.
A viabilização do biogás e da agroenergia tem relação direta com a adoção de tecnologias, pesquisas e desenvolvimento. Com esse novo projeto, novos equipamentos serão adquiridos para a melhoria das análises laboratoriais. Conforme Odorico Konrad, o trabalho é uma sequência dos estudos realizados no Laboratório de Biorreatores e no Ceber. “Nós já pesquisamos biogás há 10 anos aqui na Univates”, conta. Um desses resultados foi a elaboração do Atlas das Biomassas do Rio Grande do Sul, um conjunto de informações que contempla o mapeamento de biomassas residuais dos setores agroindustriais, incluindo dejetos de animais, frigoríficos e laticínios, além do setor vitivinícola e dos aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto doméstico.
Conheça as metas centrais do projeto
1) Caracterizar biomassas residuais (dejetos suínos, bovinos, de aves e lodos de ETE) que possam ser aproveitadas como substrato para a produção de biogás;
2) Produzir biogás em escala piloto a partir de ensaio de codigestão das biomassas disponíveis, com base nas informações obtidas na escala laboratorial, quantificando e caracterizando o biogás produzido;
3) testar a geração de energia térmica e elétrica utilizando biogás dessulfurizado e biogás purificado;
4) Utilizar o biogás purificado (biometano) como combustível veicular e realizar avaliações de emissões de CO, CO2, SO2 e NOx, além de testes de autonomia;
5) Realizar a difusão tecnológica por meio de curso teórico-prático, transferência de tecnologia e elaboração de boletim técnico sobre produção de biogás a ser disponibilizado em meio eletrônico.

 

Sesc realiza exposição fotográfica gratuita sobre a região do Vale do Taquari

Município: Vale do Taquari

Vernissage abre mostra dos fotógrafos Claudio Zagonel Neto, Jane Mazzarino, Lylian Cândido e Rafael Delfino. CRÉDITO: LYLIAN CÂNDIDO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Vernissage abre mostra dos fotógrafos Claudio Zagonel Neto, Jane Mazzarino, Lylian Cândido e Rafael Delfino.
CRÉDITO: LYLIAN CÂNDIDO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O trabalho dos fotógrafos Claudio Zagonel Neto, Jane Mazzarino, Lylian Cândido e Rafael Delfino poderá ser conferido, a partir da próxima semana, na Sala de Exposições do Sesc Lajeado (rua Silva Jardim, 135). A vernissage da mostra “4×4 – Olhares sobre o Vale do Taquari” ocorrerá hoje às 19h e é aberta ao público. A visitação é gratuita e poderá ser feita entre 19 de janeiro e 29 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 12h.

“Reflexões sobre a Água”, de Claudio Zagonel Neto, tem como objetivo mostrar, através de imagens artísticas e abstratas, a beleza da água em córregos, arroios e rios do Vale do Taquari. Pretende, também, despertar um olhar mais aguçado e consciente sobre a preservação e utilização da água e dos rios. Os retratos de Rafael Delfino visam mostram a força do trabalho e a importância da natureza no desenvolvimento regional. Para o artista, “é imprescindível a valorização e o respeito destes importantes recursos”.

Jane Mazzarino reúne no trabalho “Biopoéticas” os registros de seus devaneios e andanças em meio às paisagens naturais da região. “Olhar o Ver”, de Lylian Cândido, é o registro fotográfico das crianças indígenas Kaingang acampadas na RS 130, próximo à estação rodoviária de Lajeado, em 2007.
Para confirmar presença na vernissage de abertura é necessário enviar e-mail para culturasesclajeado@gmail.com ou pelo telefone (0xx51) 3714-2266. Mais informações podem ser obtidas junta ao Sesc Lajeado.
O programa Arte Sesc – Cultura por toda parte foi criado pelo Sistema Fecomércio-RS em 2007 e reúne todas as atividades culturais desenvolvidas pelo Sesc no Rio Grande do Sul, entre teatro, música, artes plásticas, literatura e cinema. Além de promover uma intensa troca de experiências e ampliar o acesso à produção artística, o Arte Sesc busca ser reconhecido como promotor de ações culturais no Estado.

Pesquisa acadêmica identifica espécies de matas ciliares na Univates de Lajeado

Município: Vale do Taquari

Estudo analisou 18 comunidades vegetais e número de espécies de plantas observadas se aproxima de 500  CRÉDITO: PATRÍCIA ZAMPOL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Estudo analisou 18 comunidades vegetais e número de espécies de plantas observadas se aproxima de 500
CRÉDITO: PATRÍCIA ZAMPOL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Não é novidade que as matas ciliares são importantes para o equilibro ecológico. Foi por isso que a professora Elisete Freitas e seus bolsistas de Iniciação Científica, por meio do programa de pós-graduação em Biotecnologia da Univates, realizaram um estudo com o objetivo de conhecer a estrutura das comunidades vegetais localizadas às margens do rio Taquari, entre os municípios de Muçum e Taquari. “De Muçum até Roca Sales, por exemplo, a estrutura é diferente da que encontramos nas margens desse rio no trecho de Colinas, Arroio do Meio e Lajeado – que, por sua vez, é bastante diversa da comunidade vegetal que se encontra em suas margens em Bom Retiro do Sul e Taquari”, explica Elisete.

Conhecer a estrutura dessas comunidades vegetais permite identificar quais espécies fazem parte de cada ambiente e também como elas estão organizadas. “Com isso, foram detectadas quais são as espécies nativas de cada região, bem como aquelas exóticas e invasoras e o que elas representam para a estrutura onde estão. O estudo permitiu detectar que, na bacia do rio Taquari, as espécies exóticas mais comuns são a Amora-preta (Morus nigra). Já nos afluentes do rio Taquari, a Uva Japonesa (Hovenia dulcis) tem presença mais representativa”, explica Elisete, destacando a importância das espécies nativas.
Desde a colonização, a ação do homem é a principal causa de eliminação dessas florestas, por meio de processos como a agricultura, pastagem e expansão urbana. “A consequência final é o assoreamento dos rios, ou seja, o acúmulo dos sedimentos no leito dos rios. Como consequência, ocorre o desvio do curso normal destes, gerando danos ambientais graves.”
A importância das florestas ribeirinhas se dá justamente nesse sentido, pois a vegetação evita a erosão das margens dos rios, realiza a filtragem de resíduos, inclusive resíduos químicos da agricultura, e garante áreas de sombra e temperatura mais amena. “As espécies nativas conseguem contribuir mais para o equilíbrio ecológico do que as exóticas. E a eliminação dessas florestas favorece a entrada de animais e plantas exóticas, que geralmente se sobrepõem às nativas em quantidade e geram a homogeneização da biodiversidade. Assim, outro benefício assegurado pelas florestas ribeirinhas é a diversidade de espécies de fauna e flora, o que reflete também numa melhor polinização e garante a diversidade genética”, explica Elisete.
O número de espécies registradas durante o estudo se aproxima de 500 espécies em 18 comunidades vegetais, sendo seis delas em locais onde não havia mais vegetação. Com isso, foi possível ver o processo de sucessão que ocorreu naturalmente. A pesquisa foi dividida em três tipos de áreas: onde não havia mais floresta e a vegetação encontrava-se em regeneração; áreas com faixas estreitas de mata, abaixo do recomendado para a preservação das margens; e áreas com largas extensões de mata. Como resultado, o grupo ainda trabalha com os dados coletados entre 2012 e 2014, visando à elaboração de manual sobre espécies do rio Taquari e um livro orientando sobre as espécies que devem ser plantadas em cada porção do rio. Além disso, há um grupo que trabalha com a propagação de plantas nativas.
A pesquisa desenvolvida esteve vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, com participação do Laboratório de Propagação de Plantas e financiamento do Fundo de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs). O projeto teve a participação de vários bolsistas e coordenação da professora Elisete de Freitas. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ppgbiotec@univates.br.

 

Mais quatro Roteiros integram material promocional turístico do Vale do Taquari

Município: Vale do Taquari

A Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales – Amturvales –  realizou, durante o mês de julho, mais quatro encontros para a discussão e o levantamento de informações necessárias para a elaboração do material promocional impresso de divulgação turística do Vale do Taquari.

A troca de informações ocorreu com integrantes do Caminho dos Moinhos, Roteiro Encantado e das Rotas da Erva-Mate e Germânica, na sede da entidade, em Encantado. De acordo com as turismólogas da Associação, Lizeli Bergamaschi e Samanta Regina Chiesa, os coordenadores e os empreendedores têm sido participativos. “É importante que tenhamos esse momento de discussão com cada Rota e Roteiro para elaborarmos um material completo, pois é através dessa publicação que se dará a divulgação do turismo de forma regional”, afirmam.

Após finalizado, o material promocional disponibilizará todas as informações necessárias para o turista que desejar conhecer a região, desde roteiros, serviços de hospedagem e alimentação, eventos, entre outros. O material está sendo elaborado pelas turismólogas da Amturvales em parceria com cada rota e roteiro.