Reunião debate o ingresso do Vale do Rio Pardo no roteiro turístico no próximo ano

Município: Vale do Rio Pardo

Na ocasião, os dados compilados da pesquisa realizada na Oktoberfest também foram apresentados CRÉDITO: JACSON MIGUEL STÜLP-CASEMKT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo (Aturvarp) realizou a última reunião ordinária da entidade no último dia 3, no Tobacco Country, em Vera Cruz. Na pauta, estiveram vários assuntos relacionados aos municípios e empreendimentos associados à entidade. Entre os principais, esteve a apresentação do roteiro turístico estadual, montado por uma empresa local, para a venda em todo o Brasil, e que vai atrair turistas para a região. Outro ponto em destaque foi a apresentação da compilação dos dados da pesquisa realizada pela entidade com os visitantes do estande na 30ª Oktoberfest.

A diretora da unidade educacional do Senac de Santa Cruz do Sul, Daniela Rohers Laner, realizou uma explanação sobre cursos que podem contribuir para o desenvolvimento da atividade turística na região. Daniela falou sobre a importância da educação continuada para todas as pessoas e, especificamente, para a área do turismo, e destacou a abertura no próximo semestre de turmas para os cursos de formação inicial e continuada na área de gastronomia.

A Unisc fez um relato do andamento do inventário turístico dos municípios da região e destacou que apenas faltam ser executados os de Pantano Grande e Santa Cruz do Sul. O primeiro ainda será inventariado neste mês, enquanto que, em Santa Cruz do Sul, o levantamento deve iniciar em janeiro de 2015.

A técnica da secretaria de Turismo do Estado (Setur), Márcia Melo, participou da reunião e mencionou que o inventário será um documento importante para os municípios estabelecerem suas políticas para o setor. “Não adianta fazer o inventário e deixa-lo guardado em uma gaveta. Irei cobrar de cada município ações para melhoria dentro de cada um”, diz.

A diretora da Pantur Turismo, Leoni Cristina Kessler Vila, falou sobre o roteiro turístico que será apresentado em março do ano que vem e passará a ser comercializado por agências de todo o País. No pacote de 12 noites e 11 dias, o Vale do Rio Pardo está incluído. “Fizemos um experimento na Páscoa de 2014, atraindo turistas de outras cidades do nosso Estado, como Bagé, Caxias do Sul e Porto Alegre, e deu tudo tão certo que pensamos em algo maior”, diz.

Um pacote foi montado incluindo a estada em várias cidades gaúchas, como Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Gramado, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis e Caxias do Sul, e que vai passar a ser comercializado a partir do ano que vem, sendo que o primeiro grupo deverá aportar no final de março de 2015, conforme cronograma. “Em uma apresentação em um evento com a participação de agentes de turismo em Curitiba, a aprovação foi total, e acabaram elogiando a tal ponto de dizerem que é algo inédito”, observou Leoni. O lançamento oficial ocorre em março, em uma convenção do Grupo Schultz, em Gramado. Segundo ela, esse roteiro vai beneficiar significativamente o turismo receptivo da região, sendo que, posteriormente, um roteiro englobando outros municípios também poderá ser viabilizado.

No último item da pauta da reunião, o presidente da Aturvarp, Carlos Corrêa da Rosa, apresentou a compilação de dados da pesquisa realizada durante a 30ª Oktoberfest, com os visitantes. No total, foram 510 questionários preenchidos, sendo 25,4% por homens e 74,6% por mulheres. A maioria da faixa etária se concentrou entre 21 e 60 anos, foi oriunda da região do Vale do Rio Pardo e diz que pretende conhecer, além da própria cidade de Santa Cruz do Sul, todas as outras cidades da região.

Rosa destacou ainda que pretende fazer uma análise mais criteriosa dos dados na reunião da diretoria, a ser realizado em fevereiro de 2015, servindo de parâmetro para estabelecer algumas metas no planejamento para o próximo ano. “Foi uma pesquisa que nos deu alguns subsídios importantes e essas opiniões pretendemos usar em ações no futuro”, comentou.

Raleio garante qualidade aos citros e renda para os produtores do Vale do Rio Pardo

Município: Vale do Rio Pardo

Parte das frutas verdes retirada no início do crescimento é comercializada para indústrias, que extraem o óleo da casca para fabricar perfumes, produtos de higiene e limpeza, alimentos e refrigerantes CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Importante produtor de citros do Rio Grande do Sul, o Vale do Rio Pardo mantém o raleio das frutinhas verdes como a principal atividade nesta época. De acordo com o informativo conjuntural da Emater, o raleio das frutinhas verdes é fundamental para dar qualidade às bergamotas. Como as variedades de bergamotas do grupo das comuns têm maturação escalonada, seu desenvolvimento também é diferente, e a sequência do raleio segue a da maturação, ou seja, das variedades Caí, Pareci e Montenegrina. Atualmente, o raleio da bergamota Caí está finalizado e o da variedade Pareci está pela metade. Já o raleio da Montenegrina é intensificado e atinge 30% das plantas na região.

O raleio significa a retirada de parte das frutas verdes no início do crescimento, permitindo um melhor desenvolvimento das frutas, atingindo um diâmetro maior e com melhor qualidade. A maior parte dos produtores de citros realiza uma poda junto com o raleio, abrindo a planta e permitindo a entrada de luz na copa.  As bergamotinhas verdes retiradas no raleio são comercializadas para indústrias localizadas no Vale do Caí, que extraem o óleo da casca, utilizado na indústria de perfumes, produtos de higiene e limpeza e por indústrias de alimentos e refrigerantes. O óleo essencial extraído da bergamota é um produto único no mundo, exclusivo da região do Vale do Caí.

O preço médio recebido pelos citricultores para a caixa de 25 kg de bergamotinha verde está em ascensão. Os citricultores recebiam em média R$ 5,20 no início do período de raleio e agora estão recebendo a média R$ 5,50. O preço pago neste ano está bem maior do que o preço pago na mesma época em 2013, que era de R$ 3,75. Um dos motivos da elevação do preço da bergamotinha verde é a entrada no mercado da Coofrutaf (Cooperativa dos Fruticultores da Agricultura Familiar), com abrangência no Vale do Taquari, que pelo terceiro ano está realizando o processamento da bergamotinha verde dos associados, pagando valores superiores aos das demais indústrias. O preço pago aos associados nesta safra pela Coofrutaf é de R$ 6,25 para a caixa de 25 kg. Além deste valor, os cooperados receberão um adicional conforme os valores apurados com a venda do óleo essencial.