Qualidade da safra de cítricos garante boa comercialização no Vale do Caí

Município: Vale do Caí

Com a chegada dos meses de inverno, aumenta gradativamente o volume de frutas cítricas colhidas e ofertadas no mercado CRÉDITO: DIEGO BENEMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na medida em que se aproximam os meses de inverno, aumenta gradativamente o volume de frutas cítricas colhidas e ofertadas no mercado. Na região do Vale do Caí, a bergamota Caí, do grupo das comuns, já tem 25% das frutas colhidas, com preço médio de R$ 18,00 a caixa de 25 kg. Já a bergamota Ponkan, cuja colheita recém foi iniciada, está com 8% das frutas colhidas, e os citricultores estão recebendo em média R$ 16,00 por caixa. Conforme o previsto, à medida que aumenta o volume de frutas colhidas, ocorre a redução do preço recebido pelos citricultores. Entretanto, neste ano, a redução não é tão intensa como em anos anteriores. Isso ocorre porque a bergamota Caí está com excelente qualidade, graças ao raleio bem feito, que proporcionou bom desenvolvimento das frutas.
No restante do Brasil, a colheita de frutas cítricas inicia-se antes do que no Rio Grande do Sul, dificultando a exportação das frutas para outros estados. Mesmo com esta dificuldade, os citricultores da região do Vale do Caí, organizados na Associação Montenegrina de Fruticultores e em empresas de classificação e embalagem de frutas, conhecidas como packing-house, têm conseguido exportar para outros estados a bergamota Caí, graças à qualidade das frutas, obtendo preços melhores que os do mercado local.
Na região de Santa Rosa está ocorrendo a colheita das bergamotas Ponkan e comum, mas a produção está menor que a dos anos anteriores. Na região próxima a Frederico Westphalen, a Ponkan é comercializada entre R$ 12,00 e R$ 15,00 a caixa, e a Caí a R$ 1,00 o quilo. As frutas nessa região são de boa qualidade, mas um pouco ácidas, ainda voltadas ao mercado de mesa.

Safra de morango terá aumento de áreas plantadas no Vale do Caí

Município: Vale do Caí

Aumento se dará tanto em ambiente protegido quanto em relação ao plantio convencional, no solo. Até o momento, as áreas plantadas estão com excelente desenvolvimento CRÉDITO: IMPRENSA EMATER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na região do Vale do Caí, a previsão é de aumento de área para a safra atual de morango, com percentual ainda não definido. Neste momento, estão sendo realizados o plantio e a construção de novas estufas, como aponta o informativo conjuntural da Emater divulgado na semana passada. O aumento se dará tanto em ambiente protegido quanto em relação ao plantio convencional, no solo. Até o momento, as áreas plantadas estão com excelente desenvolvimento e com baixo índice de aplicação fitossanitária, prometendo safra precoce devido ao bom desenvolvimento da cultura. Estima-se que o plantio tenha sido realizado em 80% da área total a ser cultivada.
Ainda há produção nos cultivos instalados em 2014, e estas frutas estão com alta procura, já que a época é de entressafra, e a reduzida quantidade de morangos disponível não consegue atender à demanda. O preço atual está em crescimento, por conta da baixa oferta do produto. Os produtores recebem, em média, R$ 5,00 pela bandeja de 250 gramas, informa a Emater. No Sul do Estado, os produtores de morango que já estão com os canteiros prontos para o início do transplante encomendaram mudas importadas do Chile e da Argentina para a safra 2015/2016, mas também plantarão mudas produzidas por viveiristas do Rio Grande do Sul. A muda importada está sendo negociada entre R$ 0,68 a R$ 0,70 por unidade para o produtor rural, e a previsão é que as encomendas cheguem em breve.

Rota Sabores mostra a produção agroecológica pioneira de frutas cítricas no Vale do Caí

Município: Vale do Caí

Uma parte dos sucos de fruta, doces, geleias e frutas orgânicas, apreciadas por um número crescente de brasileiros e cada vez mais presentes à mesa, talvez venha das regiões pioneiras do País no cultivo agroecológico – o Vale do Caí, na porção nordeste do Rio Grande do Sul. Com 20 cidades integrantes, a região, com forte presença da colonização germânica, açoriana e italiana, tornou um dos principais polos estaduais da produção de frutas cítricas, como a laranja e a tangerina.

O predomínio do cultivo orgânico, impulsionado há cerca de 15 anos pela cooperativa de produtores Ecocitrus, de Montenegro, despertou a curiosidade de estudiosos e outros trabalhadores do meio rural, dispostos a conhecer as propriedades, seus responsáveis, e saber mais sobre o que torna esses alimentos mais saudáveis, saborosos e financeiramente atrativos. O interesse motivou a própria cooperativa, além de outros produtores, a formar, em 2007, o roteiro turístico Sabores e Saberes do Vale do Caí, reunindo empreendedores rurais dos municípios de Montenegro, Bom Princípio, Harmonia e Tupandi.

Atualmente, o roteiro conta com dez empreendimentos. Um dos fornecedores da Ecocitrus, Inácio Rohr, comanda, no interior de Tupandi, a Agrofloresta do Inacinho, e encanta os visitantes com um vasto conhecimento de mais de 20 anos do cultivo em sistemas agroflorestais, alternando as árvores de laranjas e bergamotas com espécies mais altas, que fornecem sombra e luz na medida adequada ao cultivo. Ele também abriu sua casa aos visitantes, oferecendo almoço caseiro, suco e Spritzbier (bebida à base de limão) à vontade e vendendo suas frutas que podem ser levadas diretamente do pé, com a safra de inverno em franca produção. “É possível viver e ter lucro apenas com o cultivo ecológico”, garante Inacinho, “mas o mais importante é passar adiante esse conhecimento. Por isso gosto muito de receber as pessoas”, conta.

Outro ponto especial de interesse do roteiro é o resgate histórico existente em pontos como a Casa da Atafona, que fica na localidade de Santos Reis, no interior de Montenegro. Seu proprietário, o descendente de alemães Martim Maurer, restaurou e reconstruiu a atafona, moinho e roda d’água responsáveis pela produção de farinhas de mandioca, amendoim e milho, que remonta ao século XIX. Além disso, reabriu a antiga casa de sua família que, além de documentos e fotos históricas, trouxe ao uso dos próprios hóspedes objetos e utensílios de época. “Aqui se pode dormir em uma cama de 150 anos, com mais qualidade que as camas de hoje”, promete. Os roteiros integrantes da rota são operados pela agência receptiva Estação Turismo, em Montenegro. Para mais informações: www.receptivoestacaoturismo.com.br.

Sobre a Rota Sabores e Saberes do Vale do Caí

Situada entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha, a Rota Sabores e Saberes do Vale do Caí percorre os municípios de Bom Princípio, Harmonia, Tupandi e Montenegro, pertencentes ao Vale do Caí. Lá, o visitante toma contato com o paladar diferenciado dos saudáveis produtos orgânicos, presentes não só em frutas como a laranja e o morango, mas também em geleias, licores e pratos típicos das comunidades presentes na região, diretamente junto ao produtor, que é responsável por difundir importantes conhecimentos sobre a agroecologia e agricultura familiar.

A rota Sabores e Saberes (www.saboresesaberes.tur.br) faz parte de um programa de qualificação do turismo gaúcho realizado pelo Sebrae/RS desde 2012 e que compreende outros quatro destinos regionais: Lagoa do Peixe (Tavares), Alemães do Sul (Nova Petrópolis), Aventura na Serra Gaúcha (Canela, Criúva, Cambará do Sul e Três Coroas) e Quintais de Cambará (Cambará do Sul).

Empreendimentos que integram a rota:

**Tupandi

– Agrofloresta do Inacinho

– Sobrado Weber

**Harmonia

– Cachaçaria Harmonie Schnaps

– Horto das Margaridas

**Bom Princípio

– Rancho dos Bambus

– Família Mossmann

– Hotel Kleinsberg

**Montenegro

– Cooperativa Ecocitrus

– Casa da Atafona

– Sítio Steffen

Evento divulga destinos da Rota Sabores e Saberes do Vale do Caí

Município: Vale do Caí

Sítio Steffen, localizado em Montenegro, é um dos atrativos do roteiro turístico CRÉDITO: SÍTIO STEFFEN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com o slogan Esta Rota é um Golaço, o roteiro turístico Sabores e Saberes do Vale do Caí lançou ontem um vídeo promocional. O evento, voltado aos profissionais de imprensa da região, ocorreu na câmara de vereadores de Montenegro. A atividade faz parte das ações que visam divulgar as potencialidades da região, que pode ser um dos destinos turísticos durante a Copa de 2014, evento que ocorre entre os meses de junho e julho.
Situada entre a capital do Estado e a Serra Gaúcha, a Rota Sabores e Saberes está em funcionamento desde o ano de 2007 e integra cinco municípios do Vale do Caí: Bom Princípio, Capela de Santana, Harmonia, Montenegro e Tupandi. Entre os possíveis roteiros, destacam-se a gastronomia típica, as ações em agroecologia, a venda de produtos coloniais e agroindustriais.
Participam da rota os seguintes estabelecimentos: Família Mossmann, Hotel Kleinsberg, Horto das Margaridas, Casa da Atafona, Cooperativa Ecocitrus, Agrofloresta do Inacinho, Cachaçaria Harmonie Schnaps, Microcervejaria Barley, Rancho dos Bambus, Sítio Steffen, Ecomorango, Casa do Artesão e Sobrado Weber.
Todas as informações a respeito dos integrantes e de roteiros previstos podem ser encontradas no site www.rotasaboresesaberes.tur.br ou nos escritórios da Emater/RS-Ascar dos municípios envolvidos. A rota tem o apoio da Associação Rota de Turismo Rural, do Sebrae/RS, das prefeituras e da Emater/RS-Ascar.