Tarde de Campo na Fepagro encerra encontro de agricultura em Vacaria

Município: Vacaria

Evento teve a finalidade de debater os desafios e as oportunidades da agricultura na região CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Evento teve a finalidade de debater os desafios e as oportunidades da agricultura na região CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Tarde de Campo que ocorreu no dia 10 de novembro, na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) Nordeste, na cidade, encerrou o primeiro Encontro da Agricultura nos Campos de Cima da Serra e a primeira Semana Acadêmica Interinstitucional da Agronomia. Esse é o primeiro fruto da parceria entre a fundação, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), firmada durante a Expointer. O evento teve a finalidade de debater os desafios e as oportunidades da agricultura na região e reuniu estudantes, técnicos agrícolas e produtores rurais.
O diretor da Fepagro Nordeste, Mário Carbonera, deu as boas-vindas aos participantes da Tarde de Campo. “A ideia é mostrar o fruto do trabalho feito aqui e integrar ensino e pesquisa”, afirmou. Os visitantes aprenderam sobre as Diferentes épocas de semeadura de trigo em Vacaria, com o pesquisador Rogério Aires; e receberam o Prognóstico climático para a safra de verão da agrometeorologista Bernadete Radin.
Segundo Aires, na região do município, o sistema de sucessão trigo-soja vem apresentando um conflito, de ajuste fitotécnico, com a data de colheita do trigo. “Quando semeado na época recomendada, o trigo se sobrepõe à época preferencial para semeadura da soja. Um maior conhecimento da variabilidade existente nas cultivares de trigo em relação às alterações de ciclo decorrentes da antecipação da data de semeadura podem resultar em recomendações que minimizem ou até eliminem este inconveniente”, acredita.
De acordo com o pesquisador, outro aspecto relevante para a produção de trigo nos Campos de Cima da Serra são as perdas de produtividade originadas pela ocorrência de geadas no período de espigamento e de chuvas na colheita. “O cruzamento de informações meteorológicas com os dados fenológicos obtidos na avaliação de diferentes épocas de semeadura permite um melhor gerenciamento de risco, minimizando a probabilidade de ocorrência de perdas”, destaca.