Festa celebra o cultivo de morango e pimenta até domingo em Turuçu

Município: Turuçu

Produtor Marciano Behling (e) e o agrônomo Bruno Lüdtke durante o dia de campo especial realizado na cidade recentemente CRÉDITO: CRISTIAN IEPSEN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Turuçu se prepara para viver neste final de semana uma grande comemoração da produção de morango e de pimenta. É a 1ª edição da Festa Municipal do Morango e da Pimenta, que se inicia hoje, sexta-feira, dia 25, e segue até domingo, dia 27 de outubro, reunindo no mesmo evento a 12ª Fepimenta e a 12ª Oktoberfemorango. A pimenta estará à disposição em temperos secos, molhos e conservas, além de biscoitos, geleias e até licores. Já o morango é a base para tortas, bolos e muitas sobremesas, além dos disputados bombons e espetinhos. Unificados especialmente para a festa, estarão o morango e a pimenta na geleia que será oferecida como lembrança do evento a todos os visitantes. E á claro que o público poderá adquirir os produtos também in natura.

Promovida pela prefeitura por meio da secretaria de Educação e Cultura, a festa  começa na noite desta sexta-feira com uma atração inédita em Turuçu: lutas de MMA abrem a programação, que seguirá pela madrugada com baile animado pela SG Produções. No sábado, os portões do Parque Municipal de Eventos abrem às 11h30min. A programação conta com almoço, baile da terceira idade, comemoração dos 18 anos do município e distribuição de bolo, café colonial e apresentações de corais. A abertura oficial do evento ocorre às 18h e a programação do dia encerra com o 4º Baile do Chope, animado pelo expresso da Vanera, a partir das 22h. No domingo o parque abre às 10h, quando se inicia o torneio de Schaepskoff. Às 10h30min haverá o desfile da corte municipal, e a programação segue com apresentações artísticas, almoço, café colonial, bailes com as bandas Sul Brass e União, além do show da dupla Jukebox e Hawai Show Band. Á noite, a banda Indústria Musical faz o baile que encerra o evento.

Novas lavouras de morango são apresentadas para os produtores

A parceria entre prefeitura, Emater, Embrapa e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em prol da produção de morango não é nova, mas a cada safra resultados mais satisfatórios aparecem. Neste ano, uma nova técnica de produção, ainda em forma experimental, pode significar economia e rentabilidade aos agricultores. Trata-se da lavoura cultivada em bancada. A nova técnica foi apresentada para cerca de 170 produtores de vários municípios da Metade Sul do Estado recentemente, em um dia de campo. Palestrantes abordaram diferentes técnicas de produção da fruta, e o morango orgânico foi um dos temas, assim como irrigação e formas de obter financiamentos para garantir boa água na lavoura.

Encerrada a etapa de palestras, os produtores partiram para o objetivo principal de conhecer as duas lavouras experimentais. Uma delas é do jovem Marciano Behling que investiu cerca de R$ 3 mil para construir uma estufa e as bancadas em que o morango é plantado. São 2 mil pés que já dão frutos. Sobre as bancadas, sacolas plásticas com casca de arroz e uma mistura de materiais orgânicos fazem o papel de canteiro. “Reduz muito a utilização de fungicida. Enquanto que na lavoura convencional em aplico uma vez por semana, nesta apliquei apenas três vezes desde a plantação em maio”, conta o produtor, que ainda mostra satisfação com o manejo da planta na altura do corpo.

Mas o grande objetivo da nova técnica é ampliar o tempo de safra e reduzir gastos. Engenheiro da Emater de Turuçu, Bruno Lüdtke explica que estes pés de morango podem produzir três, até quatro anos, enquanto que na lavoura de solo os pés produzem apenas em uma safra. “O custo é maior só no primeiro ano, para montar a estufa, as bancadas e o sistema de irrigação. Na segunda safra já está pago e gerando lucro, nem mesmo novos pés precisam ser plantados. Além disso, o objetivo principal é possibilitar uma safra prolongada, quem sabe até o ano inteiro, por que na cultura de solo, o período de colheita do morango é entre outubro e dezembro”, justifica Lüdtke.

Com a ação do clima, Turuçu deve colher uma safra dentro da média, sem grandes crescimentos neste ano. Muita chuva e frio prolongado atrasaram o início da colheita. A Emater informa que a produção deve ser de 1,2 quilos por pé, o que representa uma colheita de 40 quilos por hectare. “A colheita iniciou tardia em função do clima, mas agora esta intensa, com frutos grandes, bonitos e muito saborosos”, conta o agrônomo Lüdtke.