Casal conquista o mercado com a produção artesanal de pães e doces em Sinimbu

Município: Sinimbu

Marceli e Osmar estão fidelizando o mercado com a padaria caseira CRÉDITO: JACSON MIGUEL STÜLP/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Marceli e Osmar estão fidelizando o mercado com a padaria caseira
CRÉDITO: JACSON MIGUEL STÜLP/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Um negócio que se iniciou na cozinha de casa, cresceu, ganhou espaço próprio e tem uma clientela que é conquistada pelo paladar. Os produtos de panificação caseira da família de Osmar e Marceli Henn, de Linha São João, caíram no gosto dos consumidores e ganham cada vez mais adeptos. Atualmente, as vendas chegam a superar mil produtos por mês, entre pães, bolachas, doces de amendoim, cucas, entre outros, em vários locais de Sinimbu e também de Santa Cruz do Sul.

A ideia de produzir artigos de panificação surgiu há sete anos, quando o casal começou a fazer o tradicional cricri – doce de amendoim – aproveitando a matéria-prima dos pais de Marceli, Anildo e Reni, que moram em Rio Pardinho. Osmar Henn conta que durante dois ou três anos o casal trabalhou apenas com a venda de cricri, quando identificaram um novo filão de mercado, na área de panificação caseira. “Começamos a ir atrás de receitas de pão caseiro, pão de aipim, integrais, bolachas, cucas e, há cerca de três anos, nosso rol de produtos aumentou e, de lá para cá, a clientela também foi crescendo”, salienta.
Em março do ano passado, o casal registrou a empresa Kidoce, quando se habilitou para a comercialização de produtos fora de Sinimbu. Hoje, participam com os artigos de eventos em Santa Cruz do Sul, como o Briqueda Praça, Festa das Cucas, Festa das Flores, entre outros. “Nossos produtos são muito procurados pelo fato de trabalharmos com artigos caseiros e integrais”, citou.
Em Sinimbu, Henn e a esposa Marceli vendem seus produtos de forma itinerante e participam de eventos, como por exemplo, a Exposin. “Hoje, é preciso moldar nossos produtos ao paladar do cliente, ter o cuidado para sempre ir trocando as ofertas para que nossos clientes não enjoem dos nossos produtos e buscar coisas novas”, explica Henn.
O gosto do paladar vem sendo conquistado com produtos sem glúten e sem glicose, além de integrais. “Hoje, a procura é muito grande por bolachas de polvilho”, aponta. Apesar disso, o carro-chefe ainda é o cricri, produto que começou o empreendimento. Henn explica que já fizeram experimentos com produção de bolos, mas que não caiu no gosto do cliente.
A experiência para tocar o negócio – que ganhou uma padaria nos fundos de casa em um investimento em torno de R$ 50 mil na aquisição de máquinas, construção do prédio e implantação da estrutura – vem do período de seis anos em que esteve trabalhando em uma padaria em Sinimbu. Atualmente, a esposa já não trabalha mais fora e se dedica à produção, junto com outras duas pessoas que ajudam em dias alternados.

 

Conselho agropecuário debate lei que incentiva a fruticultura em Sinimbu

Município: Sinimbu

Relevo do município possibilita o cultivo de espécies frutíferas tropicais e variedades de clima temperado, como o pêssego e a uva CRÉDITO: ANTONIO PAZ/DIVULGAÇÃO/CIDADES


CRÉDITO: IMPRENSA EMATER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário realizou recentemente uma reunião da entidade com foco na discussão sobre a criação de uma lei para incentivar a implantação de projetos de fruticultura para os agricultores familiares de Sinimbu. A fruticultura é uma boa alternativa para a diversificação das propriedades agrícolas familiares com o objetivo de geração de oportunidades de trabalho e de renda.

Segundo o escritório da Emater, as características de relevo, solo e clima do município apontam para um grande potencial para o desenvolvimento da cadeia produtiva da fruticultura. “O relevo do município é bastante acentuado, exigindo o menor revolvimento possível do solo, sendo mais recomendado o cultivo de espécies perenes, como, por exemplo, a fruticultura”, explica o engenheiro agrônomo Gustavo Ayres.
Além disso, o relevo do município também varia, e desce cerca de 60 metros na sede, chegando a mais de 600 metros de altitude na região da Serra. Isso possibilita o cultivo de espécies frutíferas tropicais, como de banana, e variedades de espécies de clima temperado, como o pêssego, uva e outras.
A proposta de criação do Programa Municipal de Incentivo a Fruticultura tem como objetivo a implantação de unidades demonstrativas em fruticultura, através do subsídio de 50% dos custos gerais de implantação e manejo inicial de pomares, além de proporcionar momentos de formação aos agricultores beneficiários do projeto. Em breve, o projeto de lei será finalizado e encaminhado à câmara de vereadores para apreciação e votação.
Segundo o secretário de Administração, Vanderlei Fredrich, o projeto será um incentivo para os interessados em aderir à produção de frutas. “Na gestão passada, quando estive à frente da secretaria da Agricultura, incentivamos e implantamos diversas áreas demonstrativas no município, em parceria com associações e com técnicos do setor e a Emater. Ficou provado que o município mostrou ter condições para investir no setor. Mas faltava uma lei para oportunizar a viabilidade do programa”, observou. “Agora, a decisão da administração municipal em discutir em conjunto com o Conselho Municipal da Agricultura irá contribuir para a consolidação do programa de fruticultura no município”, citou.
O prefeito Clairton Wegmann destaca a grande oportunidade que está se criando para os agricultores. “Tenho um compromisso forte com o setor da agricultura. E com esta lei que encaminharemos para aprovação na câmara de vereadores, os produtores interessados em investir nesta área terão o apoio da nossa administração”, observou.

Obreiro especializado em pontes pênseis domina a técnica há 70 anos em Sinimbu

Município: Sinimbu

Getúlio Waechter já perdeu as contas de quantas pontes construiu CRÉDITO: JACSON MIGUEL STÜLP/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Em um município dominado por pontes pênseis – quase 100 – por causa do seu relevo em de morros e cortado por rios e riachos, dominar a técnica da construção deste tipo de edificação é conhecimento para poucos. Pois o agricultor Getúlio Waechter, de 78 anos, domina esta prática há quase sete décadas, e atualmente detém raro conhecimento na recuperação ou edificação de novas pontes pênseis.
Morador de Rio Pequeno, onde possui uma propriedade rural, Waechter conta que foi seu pai Walter que lhe ensinou os segredos da construção das pontes pênseis. Este, por sua vez, recebeu o ensinamento da técnica do vô Otto. “Eu ainda era um guri quando passei a acompanhar meu pai e o avô e deveria ter uns 10 anos. Eu aprendi na lida do cotidiano a erguer essas pontes e já perdi a conta de quantas construí ao longo da minha vida”, observa.
Getúlio cita que quando os primeiros colonizadores vieram para a região encontraram terras com um relevo bastante acidentado e se viram obrigados erguer este tipo de ponte para conseguir alcançar suas propriedades, que muitas vezes eram cortadas pelos rios. Muitas vezes as pontes nem têm uma extensão muito grande, mas acabam sendo muito úteis, pois, por terra, o caminho até a travessia do rio se torna bem mais extenso. Outra função da ponte pênsil é a de ser a única travessia dos rios em época de cheia. Assim, é um importante modo para as pessoas poderem deixar suas residências em busca de mantimentos.
O segredo, segundo Getúlio, para a construção é firmar bem os postes que serão a base que vai sustentar os arames. “Grande parte da sustentação das pontes pênseis fica nestes postes, onde depois são firmados os arames”, comenta. Não são poucos casos em que, caso não haja uma rocha, é necessário cavar um buraco para ser enterrada uma pedra onde serão firmados os cabos nas pontas de cada ponte. Getúlio nem sabe mais em quais locais ele já construiu ou recuperou pontes pênseis, só sabe que são muitas. “No município, conheço praticamente todas. Mas também já construí em outros lugares, como emMonte Alverne, Candelária, Passa Sete, principalmente na encosta do Rio Pardo. Mas hoje fico por Sinimbu mesmo”, salienta. O obreiro sente um orgulho a cada nova obra entregue. Sabe que conseguiu ajudar novamente uma família, mesmo que isso tenha lhe custado muito sacrifício, suor e trabalho. Afinal, detém um conhecimento raro, mas de muita importância para grande parte da população.

Festas nas comunidades de Rio Pequeno e Linha Cinco mantém tradição dos imigrantes em Sinimbu

Município: Sinimbu

Igreja Evangélica de Rio Pequeno é o ponto de encontro de uma das tradicionais festas do município, marcada para esta sexta-feira, dia 25 de julho CRÉDITO: JACSON MIGUEL STÜLP/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A comemoração do Dia do Colono e do Motorista na cidade sempre é intensa, e, nos municípios onde essas duas atividades são intensas, a primeira tem uma identificação muito próxima, já que a economia é diretamente ligada à atividade rural. Em Sinimbu, as festividades ocorrem nas localidades de Rio Pequeno e Linha Cinco. Em Rio Pequeno, o Dia do Colono e Motorista ocorre nesta sexta-feira, dia 25 de julho, se iniciando às 9h30min, com culto festivo na Igreja Evangélica. Em seguida, ocorre o desfile e presença das soberanas do município, a rainha Talita Wagner e princesas Daiane Greiner e Danusa Furtado.

Ao meio-dia haverá almoço e, à tarde, jogos diversos e reunião dançante. Segundo o presidente da Paróquia Evangélica de Rio Pequeno, Dietrich Wartchow, que organiza a festa todos os anos, são aguardadas centenas de pessoas para prestigiar e festejar o dia. Já na localidade de Linha Cinco, na região serrana do município, outra festa tradicional neste dia é da Comunidade Católica São Sebastião Mártir. As atividades se iniciam às 10h, com missa. O presidente da comunidade, Antônio Werner espera a presença de grande público, a exemplo do que ocorre todos os anos.

Comitiva de Angola visita potenciais turísticos e agrícolas de Sinimbu

Município: Sinimbu

Vice-governadora de província angolana analisa produção na cidade CRÉDITO: PREFEITURA DE SINIMBU/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma comitiva da Angola visitou o município para conhecer os potenciais turísticos e também a agricultura familiar. A delegação, chefiada pela vice-governadora da província de Lunda Norte, Deolinda Vilarinho, contou com a presença de dois prefeitos – Hermenegildo Barbosa e Alcides Cazanguie – e com dois administradores municipais de Lucapa e Xa-Muteba, Isabel Pasqual Grogório e João Varinhenga. Eles foram recebidos no gabinete da prefeitura gaúcha pelo chefe do executivo Clairton Wegmann e pelo vice-prefeito, Plínio João Weigel. Em seguida, foram visitar propriedades em Linha São João e Linha Inverno para buscar informações em relação à diversificação agrícola. Segundo o assessor da secretaria da Educação e Cultura, Hiloi Knod, chamou a atenção as propriedades de Elpídio Funk – de Linha São João, que atua com a produção de vários artigos, como milho, gado, porco, fumo – e a propriedade de Milton Haag, que atua com a criação de gado leiteiro em Linha Inverno.

“Eles vieram em busca de novas tecnologias de produção para aplicação em Angola e ficaram impressionados como as propriedades locais se organizam para atender todas as áreas”, salientou o assessor. Em Linha Inverno, o grupo ainda conheceu a ponte pênsil, uma das maiores da cidade. Posteriormente, tiveram contato com os professores que participaram do Fórum de Educação na escola municipal de ensino fundamental Nossa Senhora da Glória e, ainda, visitaram as dependências da escola Adolfo Boettcher, em Alto Sinimbu, buscando detalhes do sistema de ensino primário no País. O último estágio da visita foi no Posto de Saúde Central, onde o vice-prefeito e secretário da Saúde e Bem-Estar Social, Plínio João Weigel, fez uma explanação de como funciona o atendimento via Sistema Único de Saúde em todo o Brasil.