Escolas de São Leopoldo recebem kits com artefatos da cultura indígena

Município: São Leopoldo

Entrega do material do programa, desenvolvido pelo Dnit, ocorreu no dia 2 de julho, no Museu do Rio CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Entrega do material do programa, desenvolvido pelo Dnit, ocorreu no dia 2 de julho, no Museu do Rio CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Como forma de reconhecimento e importância da cultura indígena no Brasil, a secretaria municipal de Educação (Smed), através da Assessoria Pedagógica, entregou 43 kits indígenas do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas Mbyá-Guarani à Educação Infantil das escolas municipais de Educação Infantil (Emeis) e Ensino Fundamental (Emefs). A entrega ocorreu na última segunda-feira, no Museu do Rio. O programa é desenvolvido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O prefeito Ary Vanazzi participou do ato e destacou a importância do ensino da cultura indígena. “A história indígena no Brasil sempre foi negada, renegada e continua sendo. Fala-se muito pouco sobre o assunto”, disse o prefeito, que trabalhou no Conselho Indigenista Missionário. “Quando se trabalha a cultura indígena nas escolas, podemos pensar, por exemplo, no artesanato através da cestaria, que utiliza os recursos disponíveis na natureza. Também é importante dizer para nossas crianças coisas que, de fato, são da cultura indígena, e não o que está em nosso imaginário”, destacou uma das assessoras, Rose Diaz. Para o secretário de Educação Ricardo da Luz, o fato de “não conhecermos a história indígena no Brasil é como não conhecermos a nossa própria história”.
O programa desenvolvido pelo Dnit, através da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu/Ufsc), tem o objetivo de reduzir e compensar os impactos sobre as comunidades indígenas afetadas pelas obras da BR-116 no RS, nas diversas etapas do empreendimento, promovendo geração de renda, proteção territorial, gestão de recursos naturais, entre outros. Para os indígenas, o artesanato é sua principal atividade econômica e com as obras, os pontos de venda, às margens da rodovia, foram afetados.
Para compensar as perdas, o Dnit promove a compra mensal de peças de artesanato até que sejam restabelecidas as condições de venda e geração de renda às famílias. As peças adquiridas são doadas, em sua maioria, para instituições escolares, dentro do projeto de divulgação da cultura indígena.

São Leopoldo confirma mais uma unidade de conservação ambiental

Município: São Leopoldo

Base Ecológica Rio Velho é aberta ao público, sendo que as visitas podem ser agendadas na Semmam CRÉDITO: THALES FERREIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Base Ecológica Rio Velho é aberta ao público, sendo que as visitas podem ser agendadas na Semmam CRÉDITO: THALES FERREIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Após 20 anos de persistência, o município e todos que lutam pela preservação do ambiente natural dos banhados e áreas úmidas da cidade celebram uma notícia histórica. A secretaria estadual do Meio Ambiente (Sema), através do Departamento de Unidade de Conservação (DUC), emitiu, no dia 15 de junho, o parecer favorável e o Certificado de Registro do Parque Natural Municipal Base Ecológica Rio Velho (Pnmberv) no Cadastro do Sistema Estadual de Unidade de Conservação, sob o número 603.000385/18.
A ideia se realiza após ser acalentada por sucessivos governos municipais, especialmente pelo ambientalista Henrique Prieto, que se dedicou aos cuidados com o local. O prefeito Ary Vanazzi, no início de 2005, assumiu o compromisso na defesa do meio ambiente e na preservação ambiental com o secretário Darci Zanini para transformar a Base Ecológica do Rio Velho em uma unidade de conservação municipal. O pleito havia se iniciado durante o governo do prefeito Ronaldo Ribas, cujo secretário do Meio Ambiente era Eugênio Hackbart.
O servidor João Chaves, responsável pela gestão da unidade, é um protetor do local. “Aqui, são desenvolvidas ações de educação ambiental, recreação, visitação e contato com a natureza. O parque é aberto ao público, podendo agendar as visitas na secretaria municipal do Meio Ambiente (Semmam).” O biólogo Julian Mauhs, que elaborou a documentação exigida pela Sema/DUC, explica que o parque possui um grande potencial para desenvolvimento de atividades ligadas ao meio ambiente. “O parecer aponta que deve ser elaborado um Programa de Educação Ambiental para estruturação do Pnmberv e, também, um projeto de manejo das árvores exóticas”, esclarece.
“A Base Ecológica do Rio Velho é a nossa segunda Unidade de Conservação localizada em área úmida, sendo emblemático para demonstrar a preocupação do município com o meio ambiente”, revela o secretário Zanini. O Sistema Municipal de Área Protegida (Sismap) engloba um conjunto de estratégias administrativas para dotar São Leopoldo de uma estrutura de proteção ambiental legalmente constituída, que inclui as Áreas de Especial Interesse Ambiental, Áreas de Especial Interesse Institucional e Ambiental, as Macro Zonas de Proteção Ambiental, as duas Unidades de Conservação Estadual e as atuais Unidades de Conservação Municipal.

Oficina debate ações focadas para combater a tuberculose em São Leopoldo

Município: São Leopoldo

Atividade ocorreu no auditório principal da Escola de Gestão Pública, no centro administrativo CRÉDITO: THALES FERREIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Atividade ocorreu no auditório principal da Escola de Gestão Pública, no centro administrativo CRÉDITO: THALES FERREIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Servidores da saúde participaram, no dia 28 de março, da III Oficina Tuberculose na Atenção Básica, no auditório principal da Escola de Gestão Pública, no segundo andar do centro administrativo. A atividade faz parte das ações propostas pela Secretaria da Saúde dentro da programação do Dia Mundial da Tuberculose (24 de março). Na abertura, a diretora de Vigilância em Saúde Vivian Benneman falou sobre a importância do diagnóstico rápido e correto sobre a doença. “Temos que identificar quem são as pessoas, idade, cor, sexo, escolaridade, suas vulnerabilidades, se são moradores de rua, população prisional e a questão do HIV. A partir disso, elaboramos as ações”, ressaltou. De acordo com os dados apresentados, a população negra tem o dobro de chance de ser atingida pela enfermidade. A indígena, quatro vezes. O risco de contaminação se multiplica por 25 na população prisional e por 67 para moradores de rua, o que justifica os cuidados diferenciados para cada público.
Ao longo do encontro, os temas foram detalhados por especialistas, sempre seguido por debates abertos para troca de ideias entre os servidores e painelistas. O novo teste rápido molecular também foi apresentado. O tempo de espera para o resultado foi reduzido de dois meses para apenas duas horas. O exame é automatizado, simples, rápido, de fácil execução pelo laboratório do SAE. Ele detecta simultaneamente o Mycobacterium tuberculosis e a resistência à rifampisina (RIF), diretamente no escarro, em aproximadamente duas horas.
O secretário da Saúde Ricardo Charão valorizou a participação dos servidores. “Nessa oficina reunimos profissionais da enfermagem, da odontologia, medicina, técnicos, agentes de saúde. Enfim, todos que trabalham na ponta, na atenção básica. A oficina proporcionará um melhor diagnóstico e uma melhor orientação da população sobre a tuberculose”, salientou. Para fazer o exame do escarro, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que ofereça Estratégia da Saúde da Família (ESF). Não é preciso encaminhamento médico. As principais medidas de controle são o diagnóstico e o tratamento corretos. O exame dos contatos (familiares, por exemplo) para prevenção do desenvolvimento de novos casos também é um fator imprescindível no controle da doença.

Arco cirúrgico é oficialmente entregue ao Hospital Centenário de São Leopoldo

Município: São Leopoldo

Solenidade teve a presença do prefeito, representantes do Lions e da prefeitura, e profissionais do hospital CRÉDITO: CHARLES DIAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Solenidade teve a presença do prefeito, representantes do Lions e da prefeitura, e profissionais do hospital CRÉDITO: CHARLES DIAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Fundação Hospital Centenário recebeu um arco cirúrgico, por meio de doação da Associação Internacional de Lions Clubes (Lcif). A entrega oficial do equipamento ocorreu no fim de janeiro, em solenidade com a presença do prefeito Ary Vanazzi, representantes do Lions e da prefeitura, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e funcionários do Centenário. O intensificador de imagens, que já vem sendo utilizado em intervenções cirúrgicas desde o fim do ano passado, teve custo total de R$ 262 mil, sendo 75% custeados pela Lcif, 12,5% pelo Lions Clube São Leopoldo Padre Reus e 12,5% de contrapartida do Hospital Centenário.
Para o presidente da Fundação Hospital Centenário Nelson Piovesan, ao contribuir com o hospital o Lions demonstra, mais uma vez, seu compromisso com a comunidade leopoldense, que é quem verdadeiramente se beneficia com o atendimento cada vez mais qualificado. A enfermeira coordenadora do Bloco Cirúrgico, Ana Cláudia Fritzen, confirmou a opinião, ao citar alguns benefícios do aparelho, como o auxílio para cirurgias mais seguras, por propiciar incisões mais curtas, o que confere segurança aos profissionais. “Sem dúvida, os maiores beneficiados são os pacientes e a população de São Leopoldo”, salientou Ana.
A qualidade que o novo equipamento doado pelo Lions agrega aos procedimentos cirúrgicos do Centenário também foi enfatizada pelo secretário de Gestão e Governo e secretário de Saúde Marcel Frison. Segundo ele, a área da Saúde em São Leopoldo se encontra em uma situação muito delicada e somente com a parceria de setores da comunidade será possível sair da crise atual. “Precisamos unificar a comunidade para alcançarmos a solução para o problema”, destaca. O presidente do Lions Clube São Leopoldo Padre Reus, Leandro Klein, disse que este é um dos momentos mais importantes vividos pelo Lions em seus 34 anos de história na cidade. “Sempre tivemos vontade de trazer recurso da fundação para o hospital, que atende não só a comunidade local como também as cidades vizinhas”, comemorou.
O prefeito Ary Vanazzi disse que falaria como usuário do Sistema Único de Saúde e do Hospital Centenário, instituição que representa um pilar da qualidade de vida de toda a população. Lembrou a dívida que os cidadãos têm com a saúde pública porque todos, de alguma forma, algum dia, precisarão do hospital. “Por isso, parcerias como esta que temos com o Lions são tão importantes e devem ser incentivadas. O hospital precisa de atenção contínua e com isso nós estamos comprometidos. Faremos investimentos fortes também na prevenção à saúde”, anunciou.
O projeto em desenvolvimento com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), que tornará o Centenário um Hospital de Ensino, foi mencionado por Vanazzi com uma grande perspectiva de qualificação para a instituição. “Faremos o possível para viabilizar este grande projeto”, concluiu.

 

UPA de São Leopoldo completa seis meses com 30 mil atendimentos

Município: São Leopoldo

Apenas no primeiro mês, o local registrou mais de 4 mil assistências CRÉDITO: NILSON WINTER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Apenas no primeiro mês, o local registrou mais de 4 mil assistências CRÉDITO: NILSON WINTER/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Inaugurada em abril deste ano, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Zona Norte completa seis meses de funcionamento com 30 mil atendimentos e uma média diária de 240 pacientes atendidos. Sendo que, só no primeiro mês, foram registradas 4.291 assistências. Para a enfermeira administrativa Schaiane Tessmann, esse número é significativo para o tempo que a unidade está aberta. “Mesmo o local tendo capacidade para receber por dia 450 pacientes, estamos com uma demanda grande e as pessoas estão começando a ter consciência de quando procurar atendimento na UPA”, afirmou.
De acordo com o diretor da UPA, Pedro Ormonde, o público maior de pacientes é formado por adultos, mas a pediatria também é bastante procurada. Cerca de 40% dos atendidos são crianças. “Do total de 21 leitos de observação que possuímos, os cinco reservados para a pediatria normalmente estão lotados”, ressaltou. Para melhorar e agilizar os atendimentos no local, foi inaugurado, no dia 13 de outubro, o aparelho de raio-x. “Foi algo essencial para nós e, principalmente, para os pacientes, para diagnosticar doenças agudas e traumas. Antes, as pessoas tinham que ir para o Hospital Centenário e retornar. Agora, isso não é mais necessário”, contou Ormonde.
No dia 20 de outubro, a sala de espera da unidade estava lotada. Lá dentro, muitos leitos de observação estavam ocupados. A estudante Franciane Ribeiro de Oliveira, de 17 anos, estava na pediatria junto com a filha Isabelle, de um ano. “Cheguei de manhã e, em questão de meia hora, fui atendida, e minha filha, medicada”, contou Franciane. “Antes eu procuraria o Hospital Centenário, mas aqui é mais tranquilo e o atendimento é mais rápido”, concluiu.
A enfermeira administrativa Schaiane, porém, alerta que a UPA é somente para urgências e emergências. “Enquanto pudermos, vamos atender aos casos menores, também. Mas a prioridade sempre vão ser os casos mais graves”, explicou. Para isso, existe o sistema de classificação por cores: vermelha (atendimento imediato), amarela (espera de até 10 minutos), verde (espera de no máximo duas horas) e azul (espera de até quatro horas).
Governo federal anuncia repasses para Unidade
Recentemente, o ministro da Saúde Ricardo Barros anunciou a liberação dos repasses federais para a UPA, em solenidade que ocorreu no salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini. “Com a habilitação, o Ministério repassará R$ 250 mil por mês. Valor que subirá para R$ 500 mil quando o processo de qualificação estiver concluído”, afirma a secretária da Saúde, Miriam Bavoso.
“O custeio da UPA é tripartite e nosso compromisso seria de R$ 150 mil. Porém, há seis meses o custeio deste mini-hospital vem sendo feito integralmente com recursos do município, garantindo o atendimento à comunidade 24 horas por dia”, relata o prefeito Anibal Moacir. Segundo a assessora de Planejamento da secretaria da Saúde, Maria Salete Macedo, a expectativa é de que os recursos federais comecem a ser liberados a partir de dezembro.
A UPA Zona Norte/Scharlau tem uma estrutura pronta para receber de maneira emergencial cerca de 450 pessoas. Ao todo, são 164 profissionais, entre médicos clínicos, pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de radiologia e assistentes sociais atendendo a comunidade 24 horas por dia. A unidade é de modelo III, sendo que, de maior complexidade e iguais a ela, existem apenas outras três no Estado e ficam nas cidades de Santa Maria, Bento Gonçalves e Porto Alegre.