Público lota auditório para debater sobre trabalho infantil em Palmeira das Missões

Município: Palmeira das Missões

Evento abordou a temática do trabalho intersetorial na prevenção e erradicação do trabalho infantil CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Evento abordou a temática do trabalho intersetorial na prevenção e erradicação do trabalho infantil CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com lotação máxima, o Centro Cultural recebeu durante a última quinta-feira, dia 29 de junho, o II Fórum Regional de Saúde do Trabalhador, abordando a temática do trabalho intersetorial na prevenção e erradicação do trabalho infantil. A atividade foi uma promoção do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Macronorte, responsável por atender questões relativas à saúde do trabalhador com demandas ligadas aos prejuízos à saúde mental e física. Representantes da saúde, educação e assistência social da cidade e da região estiveram presentes, bem como os Cerests de Pelotas e Ijuí.
A erradicação do trabalho infantil ainda é um dos grandes desafios, sendo que a definição de uma idade mínima para o trabalho leva em consideração aspectos biológicos e psicossociais. Apenas recentemente a exploração do trabalho infanto-juvenil foi reconhecida como um problema de saúde pública. Sua prevenção e erradicação exigem a formulação de políticas específicas e a organização da Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente. De acordo com a legislação, é proibido o trabalho para crianças e adolescentes até 16 anos, salvo em condições de aprendiz a partir dos 14 anos. Contudo, o trabalho penoso, em locais insalubres e perigosos é proibido a menores de 18 anos.
No Brasil, existem 3,5 milhões de crianças e adolescentes que trabalham, segundo o Censo 2010. Estes dados revelam também que na região de abrangência do Cerest Macronorte existem 8.145 crianças e adolescentes em situação de trabalho. Em Palmeira das Missões, há o registro de 492 casos de trabalho infantil entre crianças e adolescentes até 15 anos, sendo que entre as 2.150 famílias inscritas no Cadastro Único, foi encontrado apenas um caso de trabalho infantil.
A cerimônia de abertura do fórum contou com a presença do juiz de Direito e diretor do Foro Luis Clovis Machado da Rocha Junior; o prefeito Eduardo Russomano Freire; a secretária de Saúde adjunta Paula Dutra Ramgrab; o presidente da câmara de vereadores Antônio Zottis Padilha; a presidente do Conselho Gestor do Cerest Noêmia Roweder; o coordenador da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde Fernando Panosso; a coordenadora adjunta da 15ª Coordenadoria Regional de Saúde; e a coordenadora do Cerest Macronorte Cleusa Belmonte Flor.
Durante todo o dia, várias palestras abordaram questões sobre o trabalho infantil. A manhã começou com a palavra do Doutor Yrany Bernardes de Souza, que falou sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as responsabilidades da família e da escola. Em seguida, ocorreu o painel intersetorial mediado pela assistente social Fabiana Milesi. A assistente social Flávia Berres abordou a relação entre as vulnerabilidades sociais e o trabalho infantil. Já a psicóloga Claudia Beux apresentou os prejuízos à saúde física e mental do trabalho infantil, uma vez que crianças e adolescentes são mais vulneráveis, pois seu corpo e mente estão em desenvolvimento. Ainda, a Mestre em Educação Ana Duso salientou a respeito das políticas públicas de educação no combate ao trabalho infantil, dentre elas as estratégias com o Projeto Mais Educação.
No turno da tarde, o público prestigiou a apresentação cultural com os alunos da Escola Municipal Antônio Carlos Borges, que dançaram ao som da música vencedora do Prêmio MPT na Escola, elaborada por alunos de uma escola do Ceará, sobre trabalho precoce. Em seguida, a procuradora do Ministério Público do Trabalho – RS Patrícia de Mello Sanfelici falou sobre os mitos do trabalho infantil e a atuação do MPT. Para finalizar o evento, o juiz Luis Clovis Machado da Rocha Junior que abordou sobre o que a Constituição Federal aponta como proibições e permissões no que diz respeito ao trabalho infantil.

 

Inclusão e artesanato ao ar livre marcam Brique da Praça em Palmeira das Missões

Município: Palmeira das Missões

Ideia é realizar a feira no primeiro domingo de cada mês a partir de julho CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ideia é realizar a feira no primeiro domingo de cada mês a partir de julho CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma tarde amena de sol e inclusão. Assim foi a primeira feira do Brique da Praça, promovido pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade, com apoio da secretaria municipal de Cultura e Turismo, no último domingo, dia 23 de abril, na Praça Nassib Nassif. A iniciativa reuniu 35 artesãos, além dos brechós da Liga Feminina de Combate ao Câncer e da Associação dos Protetores Independentes dos Animais (Apim).
A feira foi planejada pela Apae, mantenedora da Escola de Educação Especial Recanto Feliz, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos alunos e usuários. Desta forma, o Brique da Praça deseja elevar a autoestima dos alunos, garantindo seus direitos e deveres e promovendo um espaço de socialização e de desenvolvimento dos sentimentos de pertencimento.
Além dos artesãos da cidade, os alunos da Apae também expuseram suas produções, sendo que o valor arrecadado com a venda dos artesanatos será utilizado em atividades de lazer para os alunos. O brique também recebeu apresentações artísticas com o coral de alunos da Apae, que apresentou algumas canções, e a dupla String Brothers, com os artistas locais João Arthur e Pedro Amaral.
Conforme salientou a assistente social da Apae Márcia Andreia Vargas, a primeira edição do brique foi um sucesso, com a presença intensa de público do início ao fim. “Todos os artesãos ficaram muito contentes, pois, além de vendas concretizadas, foram feitas muitas encomendas”, observou. Ainda, a partir da proposta, a comunidade pode conhecer o trabalho dos diversos artesãos da cidade, bem como participar de um momento de sociabilidade e inclusão com a família Apae.
A ideia é realizar o Brique da Praça no primeiro domingo de cada mês a partir de julho, sendo que, segundo Márcia, está sendo avaliada a possibilidade de se realizar uma edição do Brique no Parque de Exposições durante o Carijo. Nas próximas edições, também está previsto o cofrinho do troco solidário para cada estande de expositores, cujo valor será revertido para a instituição.

 

Mostra evidencia cultura afro-brasileira e indígena em Palmeira das Missões

Município: Palmeira das Missões

Exposição itinerante permanece no município até o dia 24 de abril CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Exposição itinerante permanece no município até o dia 24 de abril CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A exposição itinerante Pluralidade: afro-brasileiros e indígenas no Noroeste do Rio Grande do Sul, que valoriza e enaltece a cultura afro-brasileira e indígena, segue até o próximo dia 24 de abril no município. A mostra fotográfica, que pode ser visitada no Centro Cultural Mozart Pereira Soares, apresenta a contribuição de africanos, indígenas e afrodescendentes no processo de formação socioeconômica e sociocultural da região Noroeste do Estado, onde a cidade está localizada.
A visitação é aberta para a comunidade de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h. Escolas e grupos poderão agendar previamente pelo número (0xx55) 3742-1257. O ingresso é um quilo de alimento não perecível, que será destinado às áreas indígenas da região. A exposição é autoexplicativa com banners e fotografias, contendo legendas, além de material impresso, para que a comunidade também possa multiplicar o tema junto a instituições de ensino, grupos, ONGs e projetos sociais. A abertura contou com representantes das comunidades negras e indígenas.
A abertura da exposição aconteceu na manhã do dia 11 de abril, na Videoteca do Centro Cultural, contando com apoiadores, convidados e autoridades. A professora, historiadora e pesquisadora Cristiane De Bortoli comentou que muitas pessoas possuem em casa um acervo documental e fotográfico que poderia ser aberto ao público, porém há a carência de espaço adequado e de credibilidade para estes projetos. “Só a partir da década de 1970 os historiadores passaram a pesquisar e escrever sobre as minorias”, comentou ela, incentivando que a comunidade reflita sobre isso e contribua, resgatando a história e trabalhando sobre isso nas escolas.
Também esteve presente o professor Edson Sales Claudinho, da Escola Indígena Goj-Veso, criada recentemente no município de Iraí, pertencente à 20ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Ele observou a importância do evento para mostrar a cultura e a realidade do povo indígena que passa por muitas lutas. O vereador e professor Claudio Mineiro falou em nome da comunidade negra e afrodescendente, juntamente com representantes dos remanescentes da Colônia Chupim de Palmeira. Ele salientou que, como agente político, sente a obrigação de trabalhar as questões da comunidade negra e que Palmeira das Missões tem condições de fazer um resgate histórico semelhante ao da exposição, mostrando detalhes da história do município.
Como lembrou a secretária Nirlene Boeri, que responde pela pasta de Cultura e Turismo, a secretaria não se envolve apenas com o Carijo da Canção Gaúcha, mas pretende trabalhar com outros projetos ao longo do ano. “A história do nosso município foi feita muito pela cultura negra, por isso temos que trabalhar no resgate e valorização deste legado”, comentou.
O mestre Xande, do Grupo de Capoeira Urungo e que é capoeirista há quase 30 anos, argumentou que o esporte é muito discriminado no município, encontrando dificuldade para realizar parcerias nas escolas. Representando a 20ª CRE, Laerta Gomes de Souza e a professora Marta Gomes de Souza falaram sobre a vinda da exposição e o trabalho realizado pela CRE com a comunidade negra e indígena. Logo após, o público foi convidado a conhecer a exposição, sendo recepcionado pela apresentação do grupo de Capoeira Urungo e da Escola Indígena Goj-Veso de Iraí.

 

Ônibus da Rede Lilás leva encorajamento a mulheres de Palmeira das Missões

Município: Palmeira das Missões

Iniciativa levou atendimentos com psicóloga, assistente social e assessora jurídica, além de um bate-papo CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Iniciativa levou atendimentos com psicóloga, assistente social e assessora jurídica, além de um bate-papo CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O medo é um dos grandes vilões das mulheres na hora de tomar a importante decisão de denunciar os atos de violência sofridos. Romper o silêncio e procurar ajuda para interromper o ciclo da violência contra a mulher é uma atitude de coragem, e iniciativas como a visita do ônibus da Rede Lilás podem oferecer uma mão amiga de que tanto estas mulheres precisam. Como observa a delegada de polícia da cidade Cristiane Van Riel, são muitos os fatores que impedem a mulher de denunciar a agressão. Um deles pode ser a situação de dependência financeira que a vítima tem em relação ao agressor, por exemplo, o que reitera ainda mais a necessidade dos municípios terem uma casa de acolhimento para as vítimas de violência.
O assunto foi debatido na tarde do último dia 5 de abril no bairro Mutirão, durante a atividade do ônibus, que levou até o bairro importantes atendimentos com psicóloga, assistente social e assessora jurídica, além de um bate-papo com a delegada Cristiane, a responsável pelo Posto da Mulher Camila Berlesi e a bacharel em Direito Serenita Galli. Durante o encontro, as mulheres participaram de uma dinâmica com a Academia Fitness, orientações sobre a profissionalização da mulher com o Sine/Fgtas (Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social) e encaminhamentos com a equipe de saúde do posto da Estratégia de Saúde da Família. As crianças participaram de atividades recreativas com a Escola Dominical da Igreja Assembleia de Deus.
Sobre os casos de violência no município, a delegada salienta que, nos últimos anos, o número de mulheres que buscam ajuda tem aumentado gradativamente, o que não significa, muitas vezes, que a violência tenha crescido. Moradora do bairro Mutirão há 27 anos, N. S. L. comenta que presenciou muitas situações na vizinhança de homens que batiam em suas companheiras e as ofendiam, tanto dentro de casa como na rua. “Hoje em dia, a situação está mais calma, pois acredito que iniciativas como a do ônibus lilás estão encorajando as mulheres a denunciarem seus agressores”, assegura.
Violência em números
Criado em novembro de 2001, o Posto da Mulher da Delegacia de Polícia atende as mulheres vítimas de violência e também os casos de abusos sexuais envolvendo menores de idade, na abrangência de Palmeira das Missões, Novo Barreiro, São José das Missões e São Pedro das Missões. No período de janeiro de 2016 a fevereiro de 2017, foram instaurados um total de 408 procedimentos, entre inquéritos policiais, termos circunstanciados e procedimentos adolescente infrator. Dentro deste número, 174 são ameaças, 79 lesões corporais, 53 caracterizados como outros crimes, 51 vias de fato, 27 injúrias, 11 desobediências de ordem judicial, 10 estupros e três prisões em flagrante.

 

Palmeira das Missões estuda implantação de videomonitoramento

Município: Palmeira das Missões

Objetivo é executar medidas preventivas pela Brigada Militar e auxiliar a Polícia Civil nas investigações CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Objetivo é executar medidas preventivas pela Brigada Militar e auxiliar a Polícia Civil nas investigações CRÉDITO: PRISCILA DEVENS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ainda em 2016, o prefeito Eduardo Russomano Freire se reuniu com a Brigada Militar, (BM) Polícia Civil, Bombeiros e o departamento de informática do município para tratar sobre o projeto de videomonitoramento da área central da cidade. Inicialmente, o objetivo do encontro foi ouvir os órgãos de segurança para realizar o levantamento dos pontos críticos e com maior incidência de ocorrências policiais.
A intenção é que, com a observação por câmeras de videomonitoramento, seja possível executar medidas preventivas pela Brigada Militar, além de auxiliar a Polícia Civil nas investigações de crimes, com o resgate das gravações. As câmeras seriam distribuídas na área central do município, bem como na avenida Independência, e demais pontos estratégicos. A ideia é instalar câmeras do modelo OCR, que reconhecem também placas de veículos.
O próximo passo é aguardar as tratativas administrativas do convênio com a Brigada Militar para instalar a sala do comando de imagens na sede da BM. Para tanto, o setor de Engenharia da prefeitura já está trabalhando no projeto para adequação desta sala. Também está sendo elaborado um estudo de custos do serviço de monitoramento, uma vez que o município terá que abrir um processo licitatório para contratar a empresa que prestará o serviço. Neste caso, o município paga uma mensalidade para a empresa vencedora do certame, que deverá fazer toda a instalação dos postes e câmeras, manutenção e atualização do monitoramento.