Centro de Educação Profissional da Univates completa 20 anos em Lajeado

Município: Lajeado

Cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Sob a incerteza do sucesso, a Universidade do Vale do Taquari (Univates) iniciava, há 20 anos, uma nova oferta de ensino. Em 1998, o Centro de Educação Profissional (CEP) recebia os primeiros alunos, com o objetivo de atender a uma demanda ainda inexplorada no mercado de trabalho. De início, os cerca de 300 a 400 estudantes tinham entre as opções de matrículas o curso de Auxiliar de Enfermagem (qualificação) e, posteriormente, os técnicos em Química, Enfermagem e Telemática.
Hoje, duas décadas depois, já são aproximadamente 1,7 mil alunos em sala de aula e mais de 3 mil diplomados. No entanto, Edi Fassini, diretora do CEP há mais de 15 anos, garante que o número de diplomados poderia ser muito maior, pois, em algumas áreas, os profissionais nem concluem o curso em função da alta empregabilidade e aceitação do mercado. “O aluno inicia como estagiário e é absorvido inteiramente pela empresa, crescendo para funções de grande responsabilidade e demora para se formar”, explica.
Com uma formação rápida, prática e objetiva, os cursos técnicos se apresentam como uma alternativa diferente para quem busca ir além da Educação Básica – objetivo que vem mexendo cada vez mais com a cabeça dos jovens estudantes. Atualmente, 24,5% dos alunos matriculados nos cursos técnicos da Univates ainda não concluíram o Ensino Médio e cursam concomitantemente o Médio e o Técnico.
Questões políticas de governo, demandas de mercado, alterações de legislação e modernização de processos produtivos têm determinado maior procura por um ou outro curso. Entre os mais buscados, atualmente, estão os técnicos em Enfermagem, em Manutenção Automotiva e em Administração. Mas, durante os 20 anos, não apenas o campus de Lajeado sediou o ensino profissionalizante. Por tempos, ele esteve presente também nos municípios de Encantado e Taquari, e, agora, conta com uma sede na cidade de Guaporé. A abrangência se reflete nos números: hoje, o centro atrai estudantes de 53 cidades do Estado.
“O que mais me gratifica são os depoimentos de quem já passou por aqui. O relato do quão importante é e da diferença que esse aprendizado fez na vida das pessoas – o que nos é retratado em tom de agradecimento, como uma marca na vida deles. Para muitos, a Univates foi a segunda escola na vida, então sempre existiu uma expectativa muito grande”, afirma Edi.
Dois eventos estão sendo programados para a noite do dia 6 e a manhã do dia 7 de abril para comemorar os 20 anos de Ensino Técnico da Univates. Na primeira data, deve ocorrer um show, com atração a ser confirmada. Já no sábado pela manhã, a programação fica por conta da palestra com Gabriel Carneiro. As duas atividades acontecem no Teatro Univates e serão abertas à participação de alunos, de diplomados e da comunidade. Além disso, uma série de atividades deve ser realizada durante o ano dentro de cada curso integrante do CEP.
Os 17 cursos técnicos da Univates ainda recebem inscrições para o primeiro semestre de 2018. A duração média é de dois a três anos, dependendo do número de disciplinas que o estudante cursar. As aulas se iniciam no dia 15 de fevereiro, e as matrículas podem ser feitas até o início do semestre letivo no Atendimento Univates, localizado no Prédio 9 (rua Avelino Talini, nº 171, Lajeado). Mais informações podem ser obtidas no site univates.br/tecnicos.

Univates desenvolve trabalho social com a Fundef em Lajeado

Município: Lajeado

Móveis produzidos por estudantes foram doados à Casa de Acolhida da fundação CRÉDITO: ANA AMÉLIA RITT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Móveis produzidos por estudantes foram doados à Casa de Acolhida da fundação CRÉDITO: ANA AMÉLIA RITT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Pequenas ações podem impactar de forma grandiosa. A leitura aproxima locais e o que parecia impossível conhecer. Personagens nos mostram novas formas de viver, e um ambiente acolhedor e confortável tem influência na satisfação que esse momento proporciona. A Universidade do Vale do Taquari (Univates), por meio do projeto de extensão Veredas da Linguagem e do curso de Design, buscou justamente isso: incentivar a leitura e tornar esse momento ainda mais prazeroso.
No dia 21 de dezembro, móveis produzidos por 24 estudantes da disciplina de Design Mobiliário, orientados pelos professores Raquel Barcelos Souza e Bruno Teixeira, foram entregues à Casa de Acolhida da Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais (Fundef). Os acadêmicos tiveram o desafio de criar mobiliários com o tema leitura, sugerido nas oficinas do eixo artístico-literário do projeto de extensão, coordenadas pela professora Rosiene Haetinger.
O estudante do curso de Design Lucas Cristiano Baldissera explica que, no início do semestre, a turma recebeu a proposta de desenvolver algo direcionado à fundação, e que a sensibilidade dos alunos com o assunto trouxe resultados espetaculares. “A disposição que tivemos em realizar o trabalho é reflexo da alegria em saber que estaríamos oportunizando bons momentos para os usuários, principalmente sendo executado em uma fundação de tamanha expressão social como a Fundef”, afirma.
A gerente administrativa da Casa de Acolhida da Fundef, Dorli Diehl, conta que o trabalho desenvolvido pelo projeto de extensão é muito positivo, pois desperta a curiosidade pela leitura. “Agregando isso a um espaço organizado, com os móveis criados e doados pelos estudantes, que traz mais prazer para esse momento e dá um ar diferente para o ambiente”, conta.
A provocação de criar mobiliários multifuncionais, ou seja, que servissem como local de repouso e também como espaço para acomodar livros, surgiu por meio da área de Artes da universidade. Os professores Rosiene e Teixeira, que integram a área, viram uma oportunidade de associar o incentivo à leitura com a produção de mobiliários multifuncionais, otimizando possibilidades de leitura. “Em uma das reuniões que tivemos, a professora Rosiene comentou sobre o Veredas da Linguagem, sobre o atendimento à Fundef e a necessidade de tornar mais agradável a passagem das pessoas pela casa”, afirma Teixeira.
A Casa de Acolhida foi instalada com o objetivo de atender os pacientes e seus familiares quando vêm para consultas e outros procedimentos na Fundef. Assim, ela serve de apoio para os usuários aguardarem os atendimentos ou o transporte para casa.

Potencial de casca de árvore é tema de estudo na Univates, em Lajeado

Município: Lajeado

Paineira pode conter elemento para o tratamento de doenças gastrointestinais, como úlcera e gastrite CRÉDITO: ARTUR DULLIUS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Paineira pode conter elemento para o tratamento de doenças gastrointestinais, como úlcera e gastrite CRÉDITO: ARTUR DULLIUS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

É comum encontrarmos, no território gaúcho, a presença da espécie arbórea Ceiba speciosa, também conhecida como paineira. O que poucos sabem é que a casca dessa árvore pode esconder um poderoso elemento para o tratamento de doenças gastrointestinais, como úlcera e gastrite. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Univates. O estudo teve início em 2014, a partir de uma proposta da mestranda Juliana Dorr. Na época, a estudante ainda era graduanda do curso de Farmácia e teve na família a inspiração para produzir seu trabalho de conclusão de curso. “Sempre gostei da área de fitoterapia, e tinha, na minha família, o caso de um parente que utilizava essa planta para tratar a úlcera”, explica Juliana.
Conforme explica a coordenadora do grupo de pesquisa Biotecnologia e farmacologia de produtos naturais, professora Márcia Goettert, o uso caseiro da planta consiste na extração da casca do caule, que, posteriormente, é imersa em água e levada à geladeira. “A água, no papel de solvente, tem a capacidade de extrair alguns dos compostos presentes na casca responsáveis pelo efeito”, afirma Márcia. Em busca de metodologias que permitissem avaliar esse potencial antiulcerogênico, foram também preparados diferentes extratos, como o etanólico, o aquoso e o etnofarmacológico (caseiro).
Segundo a pesquisadora, um dos extratos, preparado de forma diferente do modelo etnofarmacológico, tem apresentado resultados ainda melhores. Para investigar o efeito mencionado pela população local que faz uso da planta, o grupo de pesquisa vem realizando diferentes análises por meio de atividades in vitro (com células humanas) e in vivo (com ratos e camundongos) para auxiliar na elucidação do mecanismo envolvido.
“Para a nossa surpresa, um dos extratos preparados com a planta reverteu a situação (úlcera induzida). O animal tratado com o extrato da planta teve uma resposta positiva comparável com os animais que foram tratados com omeprazol, um medicamento utilizado para o tratamento de gastrite e úlcera”, conta a coordenadora. Durante o segundo semestre de 2017, Juliana permaneceu por 15 dias desenvolvendo pesquisas com um grupo parceiro, no laboratório de farmacologia da Universidade de Vila Velha, e realizando experimentos adicionais para confirmar e complementar os resultados já encontrados.
Para os próximos passos, a pesquisadora garante que é necessário confirmar esse potencial, além de identificar quais fitoconstituintes presentes são responsáveis pelo efeito benéfico, ou seja, qual o mecanismo farmacológico. Posteriormente, se confirmados os resultados, os dados poderão ser repassados a uma indústria farmacêutica. “Temos grandes perspectivas de desenvolver algum produto, um fitoterápico ou até algum fármaco inovador oriundo dessa planta”, conclui Márcia.
O uso de medicamentos oriundos de produtos naturais tem crescido consideravelmente no mundo, conta Márcia. No Brasil, diversas plantas são utilizadas pela população, mesmo sem estudos científicos. Atualmente, das 71 plantas que fazem parte da relação nacional de plantas medicinais de interesse ao Sistema Único de Saúde (Renisus), 12 delas já são distribuídas pelo próprio Sistema Único de Saúde (SUS). “Os fitoterápicos, muitas vezes, apresentam menos efeitos colaterais do que os medicamentos sintéticos”, diz Márcia. Em 2015, a universidade entrou com pedido de patente para a utilização da planta medicinal. A concessão foi outorgada em 2016, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Aplicativo facilita aprendizado de estudantes de Fisioterapia em Lajeado

Município: Lajeado

Ferramenta foi desenvolvida por acadêmico do curso de Engenharia da Computação da Univates CRÉDITO: ARTUR DULLIUS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ferramenta foi desenvolvida por acadêmico do curso de Engenharia da Computação da Univates CRÉDITO: ARTUR DULLIUS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A anatomia, como ciência básica, é uma das primeiras disciplinas cursadas por estudantes da área da saúde. O estudo dos ossos marca o contato inicial do acadêmico com essa nova área da ciência, e, por isso, é comum que apresentem dificuldades na aprendizagem. Pensando nisso, o estudante do curso de Engenharia da Computação da Universidade do Vale do Taquari (Univates) Cassiano Weissheimer desenvolveu um aplicativo com o objetivo de mudar essa realidade. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ele fez uso da realidade virtual para representar a estrutura óssea do corpo humano de uma forma diferente.
Com o uso do app e de um óculos de realidade virtual, é possível visualizar três estruturas ósseas: o crânio, a caixa torácica e o braço. Guiado por um cursor central no cenário, o programa garante ao usuário a identificação do nome de cada osso, rotacionando os elementos livremente. “Para desenvolver algo voltado à estrutura óssea, tive que buscar livros sobre o assunto e encontrar objetos 3D em formato compatível com o projeto, integrando os conhecimentos de informática a uma área que até então pouco conhecia”, explica o acadêmico.
A ideia de trabalhar com a relação entre o homem e a máquina veio do orientador Fabrício Pretto. Recentemente, o acadêmico realizou o processo de validação do aplicativo com 20 estudantes do curso de Fisioterapia da universidade e obteve resultados positivos. “Existem lacunas dentro dessa área que podem ser preenchidas por soluções tecnológicas, como a realidade virtual e aumentada. Esses alunos já passaram pela aprendizagem desses elementos, então têm condições de dizer se o app está condizente com a literatura para posteriormente ser utilizado como auxílio nos processos de ensino”, conta Pretto.
Para o professor do curso de Fisioterapia da Univates Eduardo Sehnem, o estudo da anatomia pela realidade virtual pode contribuir para a aprendizagem de várias formas. Segundo ele, a imersão do estudante em um ambiente simulado contribui diretamente para que este foque o objeto de estudo. “Nossos estudantes são diferentes daqueles de uma década atrás. Estimulá-los pelas novas tecnologias em ambiente de aula contribui para a formação de um vínculo mais forte com suas realidades, dando significado à aprendizagem. No caso dos ossos, a possibilidade de rotacionar o objeto permite que o estudante visualize a estrutura em vários planos”, afirma Sehnem.
O estudo durou cerca de um ano e meio. Segundo Weissheimer, a ideia é que agora o aplicativo seja disponibilizado ao estudantes. “Achei muito legal e interessante ver o app que eu desenvolvi auxiliar outras pessoas, fiquei muito feliz com isso. Nem tudo que imaginei no começo do projeto consegui implementar na prática, mas fiquei satisfeito com o resultado final”, garante.
Conforme explica Sehnem, atualmente avanços significativos na ciência ocorrem somente mediante a integração entre diferentes áreas. Para ele, a área da saúde como um todo depende muito das áreas tecnológicas para progredir em alguns campos. “É fundamental a iniciativa da comunidade acadêmica na busca da aproximação. É uma grande satisfação toda vez que podemos ver nossos estudantes tornando isso uma realidade. Todos são beneficiados com a aproximação interdisciplinar: a comunidade acadêmica em um primeiro momento, e posteriormente a sociedade como um todo”, conclui.

Enfrentamento da violência contra a mulher é tema de evento na Univates, em Lajeado

Município: Lajeado

Atividades se iniciaram no último sábado e se encerraram na quarta-feira, dia 22 CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Atividades se iniciaram no último sábado e se encerraram na quarta-feira, dia 22 CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na manhã do último sábado, dia 18, a Universidade do Vale do Taquari (Univates) deu início ao I Congresso de Atenção Integral à Saúde da Mulher, ao IV Simpósio de Enfermagem do Vale do Taquari e ao VI Fórum Regional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Os eventos, que se encerraram na quarta-feira, dia 22, aconteceram no auditório do Prédio 7 da Univates, com foco na discussão de temáticas relacionadas à violência contra a mulher.
O debate Enfrentamento da violência contra a mulher contou com a participação da juíza Caren Leticia Castro Pereira, da delegada Tatiana Barreira Bastos, da enfermeira Cassiana Chemin e da acadêmica Dandara Luana Ulsenheimer. Foram compartilhados dados e acessos à rede de apoio à mulher. Conforme Caren, a violência contra a mulher teve um novo olhar a partir da consolidação da Lei Maria da Penha, que estabelece cinco formas de violência contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. “Estas formas de violência podem ser cometidas isoladamente ou combinadas. Geralmente, o que vemos é um comportamento violento crescente na relação”, comentou Caren.
Para Tatiana, a violência contra a mulher é um fenômeno mundial e pluricausal, sendo uma das violências mais perversas por acontecer no lugar onde deveria ser o porto seguro dessas mulheres. A delegada aponta a violência de gênero como resultado de um sistema patriarcal, instituído há mais de 7 mil anos, que preconiza uma relação assimétrica e desigual entre mulheres e homens. “Por muitos séculos, essa violência foi silenciada e invisível. Hoje, por meio da educação, já não naturalizamos alguns comportamentos que até então eram tidos como normais nas relações. Por isso, há uma divulgação maior de casos de violência contra a mulher. Hoje, o problema já é tratado na ordem da saúde pública”, ponderou a delegada. Para Tatiana, a Lei Maria da Penha teve papel fundamental no combate à violência.
Os registros de violência tiveram um crescimento muito grande com a divulgação da lei. Apesar de ainda haver um grande problema de subnotificação, hoje as mulheres já conhecem seus direitos e podem buscar ajuda mais facilmente. “Em 2016, pela primeira vez, comemoramos a baixa dos índices de violência contra a mulher no Rio Grande do Sul. No entanto, os crimes de estupro e feminicídio ainda apresentaram crescimento. Há muito trabalho ainda para fazer”, declara Tatiana. Mais informações sobre os eventos podem ser conferidas no site da Univates ou pelo telefone (0xx51) 3714-7000, ramal 5052.