Uso de agrotóxicos e saúde de agricultores é tema de pesquisa em Imigrante

Município: Imigrante

Estudo do Ppgad foi realizado com 130 trabalhadores rurais do município CRÉDITO: CLAUDETE REMPEL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Estudo do Ppgad foi realizado com 130 trabalhadores rurais do município CRÉDITO: CLAUDETE REMPEL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Apesar de conhecerem os problemas que os agrotóxicos podem gerar ao meio ambiente e à sua saúde, os agricultores não relacionam o uso inadequado dos agrotóxicos ao seu estado de saúde. Esse foi o resultado de uma pesquisa desenvolvida pela diplomada em Ciências Biológicas Mônia Wahlbrink, sob orientação da doutora Claudete Rempel, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento (Ppgad) e ao Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais Sustentáveis (Ppgsas) da Universidade do Vale do Taquari (Univates), realizada com 130 agricultores do município.
Os dados foram obtidos a partir da resposta dos participantes a um questionário que abordava temáticas como o perfil do trabalhador, a utilização de agrotóxicos, a saúde, a segurança e a higiene do trabalhador. Os dados coletados apontaram que 93,8% dos respondentes eram homens e a maioria dos entrevistados possui Ensino Fundamental incompleto. A maioria declarou que começou a trabalhar ainda na infância na propriedade, em média aos 12 anos de idade. Grande parte dos agricultores de Imigrante (89,2%) disse ter conhecimento sobre os riscos que o uso de agrotóxicos pode ocasionar e nenhum afirmou comer ou fumar durante a aplicação dos agrotóxicos.
Entre os entrevistados, 73,3% relatou ter sentido ao menos um sintoma de intoxicação por pesticida nos últimos seis meses, sendo o mais citado a dor de cabeça (70,2%), seguido por cansaço (52,1%) e dor no corpo (46,0%). Dos 73,3% dos entrevistados que mencionaram ter sentido ao menos um dos sintomas, 17 agricultores (18,1%) acreditam que esses podem ter alguma relação com o uso de agrotóxicos. Quando questionados se ao longo da vida já haviam sentido algum mal-estar por ter usado agrotóxicos, 54 agricultores (41,5%) responderam que sim, sendo a dor de cabeça novamente o sintoma de intoxicação mais citado (55,6%), seguido por enjoo (48,1%) e fraqueza (11,1%).
Dentre todos os agricultores participantes da pesquisa em Imigrante, 118 (90,8%) utilizam algum tipo de equipamento de proteção individual (EPI) no momento da aplicação do agrotóxico, enquanto 12 (9,2%) não utilizam nenhum tipo de EPI. Destes que utilizam EPIs, 95,0% usam botas, 93,3% usam roupa longa (calça e camisa de manga longa) e apenas 1,7% utiliza viseira.
De acordo com Mônia, de maneira geral, os resultados obtidos mostram que existe um quadro de exposição humana e ambiental aos agrotóxicos. “Grande parte dos agricultores afirma conhecer os riscos que essa exposição pode ocasionar. Porém, é notável o uso parcial dos EPIs, bem como a não leitura e a falta de compreensão do rótulo e da bula dos agrotóxicos pela maioria dos agricultores”, analisa ela, acrescentando que foi observado que quase metade dos entrevistados já sentiu algum sintoma de intoxicação. O descarte inadequado das embalagens também é uma preocupação constante em relação à atividade agrícola, pois contribui para a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, podendo expor parte da população aos efeitos desses compostos.
A orientadora da pesquisa, professora Claudete, destaca que os dados mostram que os estudos de percepção de riscos são importantes instrumentos para a gestão ambiental e o controle dos riscos associados ao uso de agrotóxicos no trabalho rural. “Percebe-se a importância da implementação de políticas públicas que incentivem a prática agrícola mais sustentável e que reduzam a vulnerabilidade a que os agricultores e o meio ambiente estão expostos”, explica ela. Claudete afirma ainda que é necessário também incentivar o enfoque agroecológico e o desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, “o que contribui para a manutenção da capacidade produtiva e a diminuição dos efeitos negativos que os agrotóxicos causam à saúde humana e ao meio ambiente”.

Feira do Livro de Imigrante é prestigiada por grande público

Município: Imigrante

Alunos e a comunidade em geral visitaram o evento e participaram das atividades culturais propostas CRÉDITO: LUISE TOMBINI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Alunos e a comunidade em geral visitaram o evento e participaram das atividades culturais propostas CRÉDITO: LUISE TOMBINI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Nos dias 10 e 11 de novembro, o ginásio municipal de esportes foi visitado por cerca de 2 mil pessoas durante a Feira do Livro. Tanto alunos quanto a comunidade em geral visitaram a feira e participaram das atividades culturais propostas. Durante a abertura, os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental das escolas da cidade, participantes do concurso para a criação do slogan da Feira do Livro, e selecionados pelas escolas receberam R$ 20,00 em vale livro como forma de premiação. A frase vencedora foi A magia da leitura nos leva à sabedoria do mundo, do aluno Nícolas Porsche, que recebeu R$ 30,00. Também foram divulgadas as fotografias vencedoras do VI Concurso de Fotografias de Imigrante, com o tema O trabalho e a produção trazendo dignidade e prosperidade.
Após, ocorreram as apresentações das escolas de Educação Infantil Ciranda de Sonhos e Pequeno Mundo. Os pequeninos cantaram e encenaram a música Rosa Juvenil. Para finalizar a noite do primeiro dia de evento, os Canarinhos Cantores de Garibaldi apresentaram clássicos da jovem guarda e do rock n’ roll.
Durante o dia 11, o escritor Celso Sisto e o contador de histórias Roger Castro foram as atrações para os estudantes. Castro, membro do grupo de contadores de histórias Vivandeiros da Alegria, interpretou Tertulino Brandão, que contou histórias. Entre elas, estavam clássicos da literatura de cordel. Segundo ele, os contadores buscam de diferentes maneiras e linguagens envolver o público com a literatura de forma interativa. Os alunos participaram, representando os personagens da história que estava sendo contada.
Durante os meses que antecederam a feira, os alunos das escolas de Imigrante trabalharam livros do escritor Celso Sisto. Na oportunidade, o autor conversou com os alunos sobre seus livros, respondeu perguntas e também contou histórias. Sisto apreciou os trabalhos dos alunos, feitos com base em seus livros, e citou que foi perceptível o envolvimento dos estudantes para a criação dos mesmos. Durante a noite, a Orquestra Jovem de Imigrante abriu as apresentações culturais, sob a regência de Ederson Drebes.
Após, a Escola Arco-Íris apresentou a música When I’m gone, com o Som dos Copos. A Ernesto Alves interpretou a música Uni duni te. Já a escola 25 de Maio foi representada por um trio composto por uma professora, uma aluna e uma mãe de aluno, que cantou a música Dancing Queen do ABBA. Por fim, a Escola Santo Antônio apresentou a peça A cultura das gerações.
Neste ano, a comissão organizadora da Feira do Livro foi composta pelas professoras Jaqueline Dorst da Escola 25 de Maio, Deise Schaffer da Escola Santo Antônio, e Daniela Kohl Duarte da Escola Arco-Íris. Estiveram presentes três livrarias. Segundo o secretário municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, Charles Porsche, a comunidade abraçou a proposta da feira de que investir em livros é algo positivo. Além da comercialização de livros, a feira propõe o contato entre escritores e alunos.

 

Concurso fotográfico retrata as raízes, a cultura e o modo de viver dos moradores de Imigrante

Município: Imigrante

Foto que ficou em segundo lugar no concurso realizado em 2014 CRÉDITO: CARLOS ROANI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O município, por meio da secretaria de Educação e Cultura, está promovendo o 5º Concurso de Fotografias de imigrante – Um olhar sobre nosso povo, sua história, sua cultura e seu trabalho. O concurso busca mostrar as características dos moradores, suas raízes, seu modo de ser e viver, sua gente e seu trabalho.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 25 de setembro, e a seleção irá ocorrer no dia 8 de outubro, com premiação marcada para dia 5 de novembro. Podem participar a comunidade em geral, fotógrafos profissionais ou amadores, residentes ou não em Imigrante, mediante a remessa de trabalhos dentro do tema proposto e acompanhados da inscrição devidamente preenchida. Cada participante poderá inscrever até cinco trabalhos, devidamente identificados na ficha de inscrição, sendo que no máximo dois trabalhos poderão ser selecionados. Não há taxa de inscrição. As fotos devem ter sido feitas nos últimos 12 meses, anteriores ao dia 25 de setembro de 2015. O tamanho padrão para a entrega das fotografias é de 20×30 cm.
Os trabalhos, acompanhados da ficha de inscrição, devem ser entregues na secretaria de

Escolas lançam projeto com temática ambiental em Imigrante

Município: Imigrante

Estudantes participaram de uma palestra com o professor da disciplina de solos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Bento Gonçalves, Luis Henrique Gularte Ferreira, na escola Arco Íris CRÉDITO: LUISE TOMBINI/DIVULGAÇÃO/JC

As escolas municipais de ensino fundamental Santo Antônio e Arco Íris lançaram seus projetos ambientais de 2014. A iniciativa faz parte do Projeto Escola Amiga da Natureza, promovido pela secretaria municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo. A Escola Santo Antônio irá desenvolver o projeto, com base nas profissões que cuidam do meio ambiente. No lançamento, ocorrido em abril, os alunos participaram de uma caminhada ecológica até a Lagoa do Barili.
“Entre as atividades propostas estão concurso para escolha do nome e mascote do projeto, saídas de campo, trilhas ecológicas, ciclo de palestras e concurso fotográfico. O objetivo é que os alunos conheçam mais sobre as diversas profissões chamadas verdes, propondo uma reflexão sobre o futuro profissional, e também, do meio ambiente”, explica a vice-diretora Garine Keller.
A Escola Arco Íris lançou seu projeto neste mês de maio, desenvolvendo o tema solo. Os alunos participaram de uma palestra com o professor da disciplina de solos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Bento Gonçalves, Luis Henrique Gularte Ferreira. Entre as atividades que serão desenvolvidas estão conversas com diferentes profissionais da área, trabalhos sobre a legislação, visita a propriedades agrícolas, com o intuito de buscar informações sobre adubação, cultivo, cuidado com o solo e controle de dejetos. Os alunos também terão que pesquisar sobre o tratamento de resíduos das empresas de Imigrante.
Segundo o secretário da pasta, Charles Porsche, o Projeto Escola Amiga da Natureza objetiva motivar os alunos a estudarem, pesquisarem e se conscientizarem com relação ao meio ambiente, além de ser uma forma de registrar as ações que as escolas promovem, relacionadas ao meio ambiente.