Aula inaugural em Esteio apresenta curso em petroquímica inédito no Estado

Município: Esteio

foto esteio

Capacitação tem duração de dois anos e formará mão de obra especializada CRÉDITO: DUDU LEAL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O primeiro curso técnico em Petroquímica no Estado teve sua aula inaugural na noite da última quarta-feira, dia 3 de maio. Autoridades e lideranças da região acompanharam a apresentação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Esteio, onde ocorre a capacitação de 44 alunos. Realizado através de parceria com o Comitê de Fomento Industrial do Polo Petroquímico (Cofip), o curso tem duração de dois anos e formará mão de obra especializada para atuação nas plantas do complexo em Triunfo e em indústrias ligadas ao segmento.
Um dos principais apoiadores do projeto, a Braskem contribuiu para o desenvolvimento do conteúdo das aulas a partir de seu know how. Desde 2010, a empresa realizava um curso de formação de operador para seus integrantes que atuam nas plantas de todo o País. Com o aumento na demanda por profissionais capacitados na área, o Senai nacional firmou parceria com a Braskem em 2012 para a elaboração do programa do curso técnico, construindo o conteúdo teórico e prático que aproximasse os alunos à realidade das empresas.
Durante a cerimônia em Esteio, os participantes conheceram parte da estrutura voltada para realização das aulas. Um dos destaques foi o Laboratório de Válvulas e Combustão, onde os alunos poderão entender, na prática, parte do conteúdo teórico do programa. Alguns dos materiais e equipamentos disponíveis neste ambiente foram fornecidos pela fabricante de válvulas industriais Micromazza, de Vila Flores. Um dos apoiadores de projeto, o prefeito de Triunfo, Valdair Gabriel Kuhn, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento regional. “É uma oportunidade de qualificar a mão de obra local, atendendo à real demanda das empresas da região.” Para o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, o curso reforça a educação como ferramenta para promoção social, valorizando e aprimorando os talentos locais.
Segundo o gerente de operações do Senai de Esteio Clovis Reichert, o curso é o caminho natural de entrada para que jovens possam se habilitar como profissionais especialistas em processos no setor químico e petroquímico do Rio Grande do Sul. “Um dos grandes diferenciais deste programa é o envolvimento e o compromisso direto das empresas integrantes do Cofip, como a Braskem, que viabilizam a realização do curso.” Conforme Emílio Rossi Neto, coordenador da área de Educação Industrial da Braskem no Estado, a iniciativa irá promover a troca de experiências, levando para os alunos questões reais da rotina industrial. “Queremos estimular o lado prático através da experiência das empresas envolvidas, sem esquecer o conteúdo teórico. Assim, capacitaremos novos profissionais capazes de atender às necessidades do mercado.”
Morador de Esteio, Bruno Lisieski Steinbrück, de 18 anos, é um dos 44 alunos que integram a primeira turma do curso. Ele vê no programa a oportunidade de dar continuidade à carreira trilhada pelo pai, que atua como operador no Polo Petroquímico há mais de 30 anos. “Sempre admirei a profissão, desde pequeno. Sonho em seguir carreira na área, pois há grandes possibilidades de crescimento e valorização.” Katiuscia Franco de Castro, de 34 anos, moradora de Triunfo, já tem o curso técnico em química e alguns estágios realizados na área. Mas é através do técnico em petroquímica que ela espera consolidar sua carreira profissional. “Quero focar no conteúdo e alcançar bons resultados para garantir um bom emprego. É a chance de atuar fazendo o que gosto.”

 

Feira de Oportunidades oferece empregos e capacitações em Esteio

Município: Esteio

Evento contou com estandes das entidades parceiras divulgando vagas, cursos de capacitação e serviços CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ESTEIO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Evento contou com estandes das entidades parceiras divulgando vagas, cursos de capacitação e serviços CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ESTEIO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Rua Coberta (rua Garibaldi), no Centro, ficou movimentada ao longo de toda última terça-feira, dia 2 de maio, durante a Feira de Oportunidades realizada pela prefeitura, Rihan Consultoria, Agas e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (Fgtas). O evento contou com estandes das entidades parceiras divulgando vagas, cursos de capacitação e serviços, assim como teve a presença da unidade móvel do Sine e da carreta da Agas, onde foram promovidas diferentes palestras. Segundo os organizadores, cerca de 800 pessoas passaram pela feira, que disponibilizou aproximadamente 300 vagas de empregos.
No início da tarde, uma rápida solenidade foi realizada na Rua Coberta, marcando a abertura da feira. “Temos dois sentimentos neste dia. Estamos felizes de organizar este evento e oferecer vagas e capacitações e tristes com os dados da economia e o total de desempregados que a crise produziu. O bom é que sabemos que o pior da crise já passou e, em breve, a retomada da economia vai significar o aumento do número de empregos também”, destacou o prefeito Leonardo Pascoal. “O poder público não gera riquezas, mas pode trabalhar para que os empreendedores tenham mais agilidade na hora de abrir suas empresas e isso a gente faz aqui em Esteio”, afirmou. Pascoal terminou sua fala citando uma frase de Ronald Reagan, que governou os Estados Unidos de 1981 a 1989. “Reagan dizia que o melhor programa social que existe é o emprego. Nós acreditamos nisso, que é preciso trabalhar para criar empregos”, disse.
Também participaram da solenidade os secretários municipais de Cidadania e Desenvolvimento Social, Tatiana Tanara, e de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Gustavo Bortolini; o presidente da câmara de vereadores, Felipe Costella; e a delegada regional do trabalho da Grande Porto Alegre, Juliane Pereira. Uma das pessoas que aproveitou a Feira de Oportunidades foi a caldeireira Maria Luíza Camargo, de 21 anos. Desempregada há três meses, ela foi à Rua Coberta procurar uma nova colocação. Maria Luíza destacou que um evento como este é importante, pois aproxima as pessoas à procura de trabalho das vagas de emprego oferecidas pelas empresas. “Deixei currículo para várias empresas que estavam anunciando as oportunidades aqui através do Sine Móvel. Espero, com isso, conseguir logo uma vaga para retornar ao mercado de trabalho”, comentou.

 

Final do 3º Esteio da Poesia Gaúcha acontece em março

Município: Esteio

Evento será na da Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, na noite do dia 11 CRÉDITO: ADRIANO ROSA DA ROCHA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Evento será na da Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya, na noite do dia 11 CRÉDITO: ADRIANO ROSA DA ROCHA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Um dos maiores festivais de poemas inéditos do Rio Grande do Sul, o 3º Esteio da Poesia já tem a nominata de todos os declamadores (intérpretes) e amadrinhadores (músicos que acompanham os declamadores) que defenderão os 10 trabalhos classificados e concorrerão aos prêmios do festival. Entre os participantes que se apresentarão na da Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya na noite do dia 11 de março, estão alguns dos nomes mais conhecidos em festivais do gênero e duas estreias.
As declamadoras Kassiana Oliveira, de Imbé, e Thaís Weber, de Lajeado, participam pela primeira vez defendendo poemas inéditos. “Participar do Esteio da Poesia é uma honra, e estrear nesse evento, mais ainda. Era um grande sonho entrar nos festivais de poesia. Minha expectativa é de conseguir transmitir a todos a emoção e a sensibilidade com a obra que a grande amiga Joseti Gomes nos presenteou. Estamos nos dedicando muito a este trabalho, que é um filho que vemos crescer a cada encontro”, comenta Kassiana. “Estrear em um festival de poesia gaúcha, podendo estar no palco com grandes nomes da poesia, em um festival de nome e responsabilidade como o Esteio da Poesia, é um regalo, o sonho realizado”, destaca Thaís.
Entre os já consagrados, a terceira edição do festival de Esteio, promovido pela prefeitura, contará com talentos como Romeu Weber, Jair Silveira (melhor intérprete da segunda edição), Chico Azambuja e Pedro Júnior da Fontoura, entre outros tantos. O festival receberá, ainda, um dos mais conceituados declamadores do Estado. Depois de anos afastados, Patrocínio Vaz Ávila, de 78 anos, volta aos palcos da declamação, interpretando o poema Serafim, Ponto Final, de Adão Quevedo, de São Lourenço do Sul. No amadrinhamento, o Esteio da Poesia também contará com grandes talentos, como Geraldo Trindade, Zulmar Benites (melhor em 2016), Kayke Mello e Vinicius de Freitas.
Além das 10 poesias que concorrem aos prêmios, o festival terá a apresentação do declamador esteiense Gustavo Oliveira, que interpretará a poesia Penas, de Heitor Gabriel Hartmann, um senhor de 80 anos que há mais de uma década reside em Esteio. Oliveira, que fez show de abertura como cantor na primeira edição e defendeu uma obra na segunda, será amadrinhado pelo violonista Henrique Sholz, de Campo Bom.
O evento, com entrada gratuita e apresentação do poeta e pajador Paulo de Freitas Mendonça, terá, ainda, show de abertura do músico esteiense Vladimir Guará e de encerramento com Elton Saldanha, autor de músicas gaúchas conhecidas, como Eu Sou do Sul, Castelhana, Entrando no M’bororé, Cardeais e Bailanta do Tio Flor. Ao todo, são mais de 800 obras gravadas por diversos cantores gaúchos.
As 10 poesias concorrentes receberão ajuda de custo de R$ 700. O melhor trabalho em palco, os três melhores poemas, declamadores e amadrinhadores receberão prêmios em dinheiro. Os campeões vão ganhar, ainda, duas diárias para casal na Hospedaria Provençal (www.hospedariaprovencal.com.br), de Canela, apoiadora do festival. O 3º Esteio da Poesia recebeu trabalhos enviados por 119 poetas de 66 cidades diferentes de cinco estados brasileiros e do Distrito Federal. Além do Rio Grande do Sul e da Capital Federal, as obras vieram de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Roraima.

 

Mostras aproximam universidade e escolas no ensino científico no Vale do Taquari

Município: Esteio

Até o mês de novembro, cinco municípios da região receberão o projeto CRÉDITO: UNIVATES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Até o mês de novembro, cinco municípios da região receberão o projeto CRÉDITO: UNIVATES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com o objetivo de desenvolver atividades interativas que fomentem a curiosidade e o gosto pelas Ciências, a Unidade Integrada Vale do Taquari de Ensino Superior (Univates) realiza Mostras Científicas Itinerantes em escolas e instituições de ensino da região. As atividades começaram no primeiro semestre de 2014 e, neste ano, tiveram suas ações impulsionadas com o projeto de extensão Redes Interdisciplinares – desvendando as ciências exatas e tecnológicas.
Até novembro, serão cinco mostras em municípios da região. No último dia 31 de agosto, os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) João Batista de Mello, de Forquetinha, tiveram contato com as atividades, que envolvem o planetário móvel e oficinas nas áreas de física, química, matemática e astronomia. Durante um dia inteiro, nos três turnos – manhã, tarde e noite -, os estudantes são estimulados à aprendizagem, ao questionamento e à curiosidade científica. Para a coordenadora do Projeto Redes Interdisciplinares, professora Sônia Gonzatti, a iniciativa “coloca os alunos para pensar sobre assuntos trabalhados em aula, de uma forma instigante e interativa”.
De acordo com ela, essa proximidade entre academia e escolas, proporcionada pela mostra, é benéfica para o ensino das ciências. “É diferente para nós, como universidade, estarmos inseridos dentro de um ambiente escolar. A partir disso, de nos conectarmos com a base escolar, nós podemos identificar demandas e expectativas e potencializar nossa atuação universitária”, entende.
Para março de 2017, está prevista a abertura de um novo período para as instituições de ensino se inscreverem para receber a Mostra Científica Itinerante. Não há custo para as escolas. Para que as instituições sejam selecionadas, devem preencher uma ficha de seleção e indicar como a Mostra Científica Itinerante se insere no plano de ensino do colégio. “Nossa intenção é disseminar o conhecimento científico nos mais diferentes contextos sociais que as escolas estão envolvidas”, ressalta a professora Sônia Gonzatti.
Confira o cronograma da atividade
26/10 – Escola Municipal de Ensino Fundamental São Caetano, em Arroio do Meio
08/11 – Escola Estadual de Ensino Médio de Capitão, em Capitão
17/11 – Escola Estadual de Educação Básica São Francisco,
em Progresso
22, 23 e 24/11 – Instituto Estadual de Educação Estrela da Manhã,
em Estrela

 

Técnicas para evitar pragas são debatidas na Expointer

Município: Esteio

Agricultores puderam ver como se utilizam armadilhas com feromônios que atraem as mariposas CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Agricultores puderam ver como se utilizam armadilhas com feromônios que atraem as mariposas CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Emater teve um espaço reservado na quadra nove, no Parque de Exposições Assis Brasil, ao lado do Pavilhão da Agricultura Familiar, durante a Expointer, que se encerrou ontem. Neste local, quem foi à feira pôde conhecer as técnicas disponíveis para manter as pragas e patógenos longe das lavouras de milho e soja por meio do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e reduzir o custo da lavoura.
O MIP é uma tecnologia de monitoramento da população de insetos e pragas nas lavouras agrícolas que é colocada em prática pela Emater em 53 municípios do Rio Grande do Sul e, pela primeira vez, esteve na Expointer. O trabalho tem como objetivo fazer com que os produtores do Estado adotem um manejo eficiente de pragas que atacam as lavouras, explica o agrônomo da Emater, Guilherme Martins Costa. O agrônomo ressalta, também, que o MIP é indicado porque reduz, principalmente, o uso de inseticidas e de fungicidas nas áreas monitoradas e isto resulta na diminuição do custo da lavoura, porque assim o produtor gasta menos com a compra de defensivos e ainda preserva o meio ambiente e cuida da saúde humana.
A metodologia de MIP a ser empregada nas lavouras de soja é diferente da utilizada no milho. Na Expointer 2016, havia milho plantado para que os agricultores vissem, na prática, como se utilizam armadilhas com feromônios que atraem as mariposas (forma adulta da lagarta do milho) para verificar a ocorrência e frequência de pragas na lavoura para saber quando e quanto de defensivo deve ser aplicado.
No caso da soja, o monitoramento é feito por meio de inspeções semanais para verificar o número e o tamanho das pragas existentes na lavoura, assim como o nível de danos ocasionados em relação ao estágio de desenvolvimento da planta. Para estas inspeções, usa-se o pano de batida, que consiste em um pano de 1 m x 1,5 m de largura, de cor branca, que é colocado em uma fileira de soja para coletar amostras das pragas e identificar inimigos naturais.
A quantidade de insetos que aparecem no pano de batida é contabilizada pelo produtor, e as informações são lançadas em uma ficha de controle. Assim, os agricultores sabem quando haverá a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas, os produtos recomendados, dosagem e aplicação correta. Em Palmares do Sul, por exemplo, com o monitoramento da lavoura de soja foram reduzidas em quatro as aplicações de inseticidas, reduzindo em R$ 200,00 o custo do hectare da lavoura, explica Alex Côrrea, agrônomo da Emater em Palmares do Sul.
A Emater conta com uma área de 14 mil metros quadrados onde são demonstradas as ações institucionais, desenvolvidas em formato de Dia de Campo, método desenvolvido durante todo o ano para motivar o público assistido pela entidade a adotar as tecnologias sociais, econômicas e ambientais. “Assim, além de ouvir as explicações e demonstrações, os visitantes poderão tirar dúvidas e conhecer na prática as ações desenvolvidas nas mais diversas áreas e com os públicos indígenas, quilombolas, agricultores familiares, pescadores artesanais e pecuaristas”, ressalta.
Fepagro realiza o Dia das Leguminosas na feira
Com direito à degustação de preparações com leguminosas, a Casa da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) na 39ª Expointer realizou, no dia 30 de agosto, o Dia das Leguminosas. O evento integrou o tema Produção Vegetal e teve o objetivo de prestigiar o Ano Internacional das Leguminosas, estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A primeira secretária da Associação Brasileira de Nutrição, Livia Bento, disse que o encontro visa resgatar o consumo de leguminosas na alimentação humana. “As leguminosas possuem um alto valor nutritivo e, quando combinadas com cereais, têm o seu valor proteico aumentado”, explicou. “Queremos incentivar que as pessoas voltem a consumir alimentos mais naturais, minimamente processados.”
O panorama das ações da Fepagro com plantas leguminosas foi apresentado pelo pesquisador da Fepagro Serra, Rafael Anzanello. Ele destacou algumas ações de pesquisas e serviços como o melhoramento genético do feijão, melhoramento genético da soja, melhoramento genético de forrageiras, avaliação de linhagens e cultivares para indicação e análise fiscal e pericial de produtos inoculantes, assim como armazenamento de estirpes de rizóbios para elaboração de produtos inoculantes para inúmeras leguminosas de interesse econômico.
O pesquisador da Fepagro Litoral Norte, Juliano Bertoldo, por sua vez, falou sobre a Contextualização do programa de melhoramento de feijão da Fepagro. Ele disse que a unidade realiza o melhoramento genético do feijão desde a década de 1970. Hoje, possui melhoramento próprio de feijão, incluindo ensaios em rede com outras instituições de pesquisa do Brasil. “No atual contexto, a principal linha de pesquisa é a de melhoramento genético de feijão com enfoque na redução do custo energético e na segurança alimentar”, pontuou.
Durante a tarde, o oficial de Programas da FAO-Unidade de Coordenação Sul, Carlos Biasi, apresentou 2016, o Ano Internacional das Leguminosas. São objetivos do ano promover o valor e a utilização das leguminosas em todo o sistema alimentar; conscientizar sobre os benefícios das leguminosas, incluindo a agricultura sustentável e a nutrição; entre outros. Conforme Biasi, as leguminosas são ricas em nutrientes; são acessíveis economicamente e contribuem para a segurança alimentar em todos os níveis. “Além disso, fomentam a agricultura sustentável e contribuem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas e promovem a biodiversidade”, afirmou.
E por que as leguminosas são importantes? Porque têm um alto valor de proteínas e fibra; suas propriedades fixadoras de nitrogênio melhoram a fertilidade do solo; possuem ampla diversidade genética, que inclui variedades resistentes ao clima; sua produção requer pouca quantidade de água e gera baixas emissões de gás de efeito estufa; e porque podem ser armazenadas durante meses sem perder o alto valor nutricional.
A pesquisadora do Laboratório de Microbiologia Agrícola (ou Laboratório de Fixação Biológica de Nitrogênio – LFBN) da Fepagro, Anelise Beneduzi, falou sobre a pesquisa e a prestação de serviços do laboratório. Ela contou que, dos trabalhos de pesquisa originados neste laboratório, foram recomendados isolados bacterianos que atualmente fazem parte da relação de estirpes autorizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a elaboração dos produtos inoculantes comercializados no território nacional.
Uma dessas estirpes é a Semia 587, uma das quatro estirpes autorizadas para a cultura da soja, cujos trabalhos de seleção alcançaram o benefício da simbiose planta-bactéria com resultados de não recomendação do fertilizante nitrogenado para o cultivo desta leguminosa. “Esse benefício representa, atualmente, uma economia de R$ 12 bilhões ao ano para o País. A prática do uso do produto inoculante acrescenta de 4% a 15% no rendimento da soja e com um custo de 0,5% do custo total de instalação da lavoura”, esclareceu.
O Dia das Leguminosas foi uma parceria entre Fepagro, Emater, FAO, Associação Brasileira de Nutrição, Conselho Regional de Nutricionistas 2ª Região, Associação Gaúcha de Nutrição, secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, Serviço Social da Indústria (Sesi), Embrapa, entre outros.