Pesquisa com butiá é desenvolvida há mais de 10 anos no Estado

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Na Fepagro Viamão, foi instalado um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na Fepagro Viamão, foi instalado um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma pesquisa com butiá, que vem sendo realizada pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) há mais de 10 anos, já mostra resultados e agrega novos parceiros. O empreendedor da área de alimentos Cláudio Dutra Ávila, de Santa Maria, passou a produzir mudas de plantas selecionadas, propagadas na Fepagro, além de se dedicar ao processamento de licores e polpa para suco e sorvete. Para tanto, tem buscado, na região, butiazeiros com maior produção e qualidade de frutos. Tudo começou com algumas avaliações preliminares envolvendo a propagação do butiazeiro (Butia odorata), que se iniciaram em 2005 na fundação e que, posteriormente, foram ampliadas para pesquisas envolvendo a caracterização produtiva dos frutos em áreas de ocorrência natural da espécie.
Em 2007, o Projeto Potencialidade e valorização de um recurso genético nativo: investigação e perspectivas do uso comercial dos frutos do butiazeiro, coordenado pelos pesquisadores da Fepagro Adilson Tonietto e Gilson Schlindwein, foi aprovado e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo era avaliar a variabilidade na produção de seus frutos e sua relação com fatores adafoclimáticos, além de desenvolver técnicas de processamento da fruta e germinação de suas sementes, bem como a implantação de pomares experimentais.
Segundo Schlindwein, as ações do projeto englobaram butiazais encontrados nos municípios de Arambaré, Tapes, Barra do Ribeiro e Santa Vitória do Palmar e tiveram parceria da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa). “A partir desse estudo, a pesquisa com butiá foi sendo ampliada para outras regiões do Estado e também passou a contar com recursos aprovados em editais da Fepagro. E, em 2010, ganhou fôlego com o Projeto Potencial de frutíferas nativas do Sul do Brasil: Estudos de bioprospecção para fins fitotécnicos, nutracêuticos e ecológicos em ambientes ripários, em colaboração com a Ufrgs e com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do CNPq”, explica.
Em setembro de 2008, foi instalado, na Fepagro Viamão, um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas de 12 acessos (matrizes) provenientes de diferentes regiões do Estado. “Essas mudas foram obtidas através da germinação das sementes, realizada no Laboratório de Tecnologia de Sementes da Fepagro Sede, após a coleta e a caracterização dos frutos em 2007, bem como do registro no campo da árvore matriz”, esclarece o pesquisador. Conforme Schlindwein, até então não havia estudos desse tipo com a espécie que avaliasse o desenvolvimento do butiazeiro através de mudas originadas de sementes coletadas de matrizes conhecidas. Essas avaliações só foram possíveis com o desenvolvimento de um método para superação da dormência das sementes, obtido no Laboratório de Sementes, e que resultou na publicação, em 2013, de um artigo na revista Seed Science and Technology. Até então, a dormência das suas sementes era um dos gargalos para obtenção de mudas.
“Essa pesquisa inédita feita na Fepagro com o butiazeiro tem apontado para os potenciais na instalação de pomares com recursos selecionados desta palmeira. Uma das plantas (matrizes) selecionada produz frutos com mais de quatro centímetros de diâmetro e alcança SST de 20° Brix, enquanto levantamentos realizados a campo mostram que amostras de frutos coletados em populações naturais da espécie possuem em média metade deste tamanho e 12° Brix, aproximadamente. Ou seja, esses frutos são maiores e mais doces que outros”, esclarece Schlindwein. O pesquisador ainda comenta que outro destaque é a precocidade produtiva, já que suas progênies iniciaram seu ciclo reprodutivo cinco anos depois da germinação das sementes e quatro do plantio das mudas no campo. “Até então, informações preliminares estimavam que o butiazeiro demorasse entre oito e 12 anos para começar a produzir os primeiros frutos. A identificação desse exemplar precoce foi possível com base em avaliações comparativas realizadas entre as progênies”, explica.
Atualmente, de acordo com Schlindwein, a pesquisa se concentra na avaliação das características produtivas e de qualidade dos frutos entre progênies, relacionando-as com suas respectivas matrizes de origem e com o tempo de produção. Com essas informações, está sendo possível determinar quando esses exemplares atingem seu ápice produtivo e quanto das características da planta matriz é mantido. “Nos últimos anos, foi acrescentado o plantio de mais 72 mudas de sete matrizes ao pomar, totalizando 215 indivíduos (progênies) de 19 acessos. Nesse período, a seleção de novas matrizes recebeu o apoio de colaboradores interessados na multiplicação de mudas provenientes de butiazeiros com características produtivas superiores”, ressalta o pesquisador.
Alguns resultados
Em suas buscas pela região de Santa Maria, o empreendedor Cláudio Dutra Ávila identificou, recentemente, um butiazeiro capaz de produzir até 10 cachos por safra, com mais de 30 quilos cada, e com frutos de excelente qualidade. Segundo o pesquisador Schlindwein, a caracterização e multiplicação desse exemplar está sendo feita na Fepagro, e sua progênie acrescentada ao pomar de Viamão para avaliação.
Assim, a pesquisa com butiá vem sendo consolidada através de novas parcerias e da aceitação da fruta no mercado. “É necessário ainda que seja regulamentado o manejo extrativista em áreas naturais da espécie e que pomares comerciais sejam instalados. Neste sentido, a pesquisa visa continuar trabalhando no aprimoramento e na divulgação de técnicas de propagação, manejo, seleção e melhoramento de progênies de butiazeiro”, conclui Schlindwein.

 

Produtores de trigo do Estado iniciam preparativos para próxima safra

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Expectativa é de redução de até 30% da área para 2016 CRÉDITO: KÁTIA MARCON /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Expectativa é de redução de até 30% da área para 2016 CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os produtores de trigo estão começando os encaminhamentos de custeio e aquisição de insumos para a próxima safra. De acordo com o informativo conjuntural divulgado pela Emater no último dia 14, a expectativa é de redução na área a ser cultivada com o cereal para a safra 2016. Os percentuais apontados pela instituição variam entre 15% e 30%, principalmente entre os agricultores familiares. Médios e grandes produtores ainda cultivarão o grão, com a intenção de utilizar a cultura como cobertura de inverno e possibilidade de renda. “Custos elevados para a implantação das lavouras de trigo e preços pouco atrativos para o grão desestimulam os produtores a investirem na atividade, com muitos deles questionando a rentabilidade da cultura”, comenta o diretor técnico da Emater, Lino Moura.
A Emater deverá finalizar, até o fim deste mês, o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio para a safra de 2016, quando será possível ter uma ideia mais precisa sobre a variação em relação à safra passada.
Produtividade do milho continua elevada
O percentual colhido das lavouras de milho do Rio Grande do Sul alcança 80%, mantendo a produtividade em patamar elevado. O restante da área, que está em formação de grão (5%) e em maturação (15%), também apresenta bom potencial e deverá manter os rendimentos em níveis elevados. Nesse final de ciclo, apesar do tempo úmido e de temperaturas mais elevadas para a época do ano, não são reportadas maiores incidências de pragas ou moléstias.
Colheita de soja avança
Apesar da chuva registrada nos últimos dias, a colheita avançou no Estado, chegando a 55% da área, tendo ainda 30% maduros e por colher. A produtividade tem variado bastante, com colheitas entre 40 e 80 sacas de 60 kg/ha, dependendo do nível tecnológico adotado. No momento, os produtores estão bastante apreensivos, pois a partir deste ponto praticamente todas as áreas que estão em fase de maturação e passíveis de serem colhidas correm o risco de perdas na produção, caso persista a instabilidade climática.
Lavouras com plantas de ciclo tardio apresentam grande presença de percevejos, e as estimativas de produção indicam rendimentos menores com relação ao ciclo precoce, mesmo assim ainda em níveis satisfatórios, conforme apontam os técnicos da Emater.

 

Dia do Chimarrão será comemorado com desafio no Estado

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Atividades acontecem entre os dias 16 e 24 de abril CRÉDITO: ANTONIO PAZ/JC

Atividades acontecem entre os dias 16 e 24 de abril CRÉDITO: ANTONIO PAZ/JC

O Dia do Chimarrão, comemorado em 24 de abril, será celebrado com o desafio virtual #vempromate. Os organizadores da iniciativa, que teve sua primeira edição em 2015, são o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, o Instituto Escola do Chimarrão, a Comissão Gaúcha de Folclore e a Estância da Poesia Crioula.
Na prática, o internauta publica uma foto tomando chimarrão, com as hashtags #vempromate #pelapazmundial na mídia social de sua escolha e chama seus amigos a se juntarem à roda virtual de chimarrão. No ano passado, o desafio teve mais de 15 mil participantes, a maioria do Rio Grande do Sul, mas alguns do exterior, onde as iniciativas foram capitaneadas principalmente pelos Centros de Tradições Gaúcha.
O chimarrão é um dos símbolos do Rio Grande do Sul. Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, pode-se matear sozinho, acompanhado, em momentos de lazer, no trabalho, enfim, não existe hora nem lugar. “O mate é um símbolo de nossa amizade, de nossa hospitalidade”, afirma.
O chimarrão ou mate é um legado das culturas indígenas caingangue, guarani, aimará e quíchua. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água a aproximadamente 80 graus centígrados. O termo mate (oriundo do quíchua mati) como sinônimo de chimarrão é mais utilizado nos países de língua castelhana. O termo chimarrão é o mais adotado no Brasil, sendo um termo oriundo da palavra castelhana rioplatense cimarrón.
Estudos detectaram na bebida a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D, e de sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. Alguns de seus benefícios são o combate os radicais livres, auxílio na digestão, e produção de efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante.
Segundo estimativas do Instituto Escola do Chimarrão, existem no Brasil aproximadamente 1,6 mil ervateiras, das quais 800 estão no Rio Grande do Sul. Dados da Federação da Indústria do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Sindicato Patronal da Erva-Mate (Sindimate), atestam que existem pelo menos 77.630 hectares de área plantada e produção anual de 602 mil toneladas. Cerca de 45% da produção está concentrada no Rio Grande do Sul, destacando-se também Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
No Rio Grande do Sul, o Dia do Chimarrão foi institucionalizado pela Lei nº 11.929, de 20 de junho de 2003, quando se comemora também o Dia do Churrasco e a fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas no mundo, o 35 CTG, localizado em Porto Alegre. O #vempromate será realizado de 16 a 24 de abril. Para o dia 24, domingo, os CTGs estão organizando mateadas presenciais.

 

Colheita de grãos de verão avança no Rio Grande do Sul

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Produtividade do milho tem surpreendido positivamente CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Produtividade do milho tem surpreendido positivamente CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A colheita do milho evolui em todas as regiões produtoras do Estado, beneficiada pelo clima. O percentual de área colhida chega a 75% do total, tendo ainda 18% em condições para tanto. As produtividades têm surpreendido em muitos casos, com os produtores colhendo quantidades acima do esperado, fazendo com que a média estadual, que agora se situa ao redor dos 6,3 mil kg/ha, seja revisada para cima. De acordo com o informativo conjuntural da Emater, as áreas de milho implantadas fora do período recomendado ou mesmo as sobressemeadas estão em enchimento de grãos e apresentam muito bom aspecto visual. O milho destinado à produção de silagem alcança 80% de área já colhida, com as produtividades chegando, em média, a 36,6 mil kg/ha de massa verde.
Na soja, a colheita também evolui e o percentual de área colhida chega a 45% do total, sendo que outros 38% já se encontram prontos para serem ceifados. As produtividades obtidas até o momento apresentam grande amplitude, podendo variar de 30 a 70 sacas de soja por hectare em um mesmo município. Entretanto, a média estadual mantém as estimativas de 3 mil kg/ha.
A primeira safra de feijão do Rio Grande do Sul está em final de colheita, restando apenas parte dos Campos de Cima da Serra. A safrinha ou segunda safra, em evolução, apresenta bom desenvolvimento e potencial produtivo favorável. No final de março, as lavouras se encontravam em fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (33%) e formação de vagem (29%). No momento, os agricultores seguem realizando preventivamente tratamentos fúngicos, pois, em algumas regiões, as manhãs com neblina favorecem a incidência de doenças.
Os agricultores aceleraram a colheita do arroz, especialmente no Centro-Leste do Estado. No momento, o percentual de área colhida no RS alcança 45% do total semeado, sendo que o produto colhido até aqui apresenta qualidade satisfatória, com os grãos obtendo bom rendimento no engenho. As produtividades alcançadas seguem dentro do esperado, em torno dos 7,6 mil kg/ha. Em muitas situações, as produtividades do arroz ultrapassam os 8 mil kg/ha.
Continua a carência de olerícolas nesta época do ano nas regiões do Alto Jacuí, Noroeste Colonial e Celeiro. Com a baixa oferta de alface, repolho, cenoura e beterraba e o declínio da produção do tomate, é intensificado o preparo das áreas para implantação das variedades de inverno e de morangueiro. Até o momento é baixa a procura por mudas de hortaliças.
Frutas cítricas começam a ser colhidas
Condições do tempo são favoráveis ao desenvolvimento das frutas CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Condições do tempo são favoráveis ao desenvolvimento das frutas CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

As primeiras frutas cítricas já começam a ser colhidas na região do Vale do Caí, inaugurando a nova safra. A fruta cítrica mais precoce é a bergamota Satsuma, sem semente e com pouca acidez. Esta variedade está com 80% das frutas colhidas. As condições do tempo continuam favoráveis ao desenvolvimento das frutas, com a ocorrência de chuvas em bom volume e bem distribuídas. O preço médio recebido pelos citricultores está em R$ 18,00 pela caixa de 25 kg.
A principal prática realizada pelos citricultores nesta época é o raleio da bergamotinha verde, que consiste na retirada de parte das frutas produzidas, quando estas estão ainda pequenas, evitando que o excesso de frutas esgote a planta, característica chamada de alternância de produção. No Vale do Caí, estas bergamotas verdes raleadas são aproveitadas para a extração do óleo presente na casca, utilizado na indústria da alimentação, como aromatizante ou para dar sabor a alimentos e bebidas; e na indústria de higiene, limpeza e perfumes. As cultivares de bergamotas utilizadas para este fim são as do grupo das comuns, Caí, Pareci e Montenegrina. A primeira cultivar raleada é a Caí, e em seguida a Pareci. Nestas cultivares, o raleio já está encerrado. Atualmente o raleio ocorre na cultivar Montenegrina, e atinge 50% das plantas. O preço médio recebido pelos citricultores pela bergamotinha verde está em R$ 420,00 a tonelada.
Produção de mel pode ser comprometida
Em relação à apicultura, estima-se que ocorra uma colheita neste mês de abril, dependendo das condições de clima futuras. Caso o frio se antecipe, a produção de outono também será comprometida, principalmente na região de maior altitude, que é os Altos da Serra do Botucaraí. O preço do mel está em alta, em função da falta do produto no mercado.
Na Fronteira-Oeste e Campanha, os produtores realizam o manejo das colmeias. A produção apícola é a mais prejudicada pelo clima chuvoso dos últimos períodos e, mesmo assim, há rebrote e floração das gramíneas e dos matos nativos, resultando no aumento de produtividade e dos enxames. Já se refletem nos preços tanto a mortandade das abelhas quanto a redução dos enxames, com consequente diminuição da produção.
Espécies forrageiras
As chuvas dos últimos períodos favoreceram o campo nativo no Rio Grande do Sul. Entre as espécies forrageiras cultivadas de verão, o tifton continua a apresentar um desenvolvimento vegetativo bastante vigoroso, propiciado pela boa insolação, umidade e temperaturas amenas. As forrageiras anuais de verão, como capim italiano e sorgo forrageiro, estão em fim de ciclo e baixando de forma significativa sua capacidade nutricional. No Estado, já ocorre as primeiras semeaduras das pastagens anuais de inverno, especialmente aveia e azevém.

 

Representantes da Asbraer visitam Expoagro Afubra

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Dirigentes de associadas de 17 estados brasileiros participaram das atividades CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/JC

Dirigentes de associadas de 17 estados brasileiros participaram das atividades CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/JC

Como parte da programação da 50ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), representantes de associadas de 17 estados brasileiros visitaram, no dia 23 de março, a Expoagro Afubra, em Rio Pardo. Acompanhados pelo presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, e pelo diretor técnico da entidade, Lino Moura, os dirigentes conheceram também o espaço Casa da Emater.
O presidente da Asbraer, Argileu Martins, ressaltou a importância de se discutir as perspectivas de assistência técnica e extensão rural nacional em solo gaúcho. “Aqui podemos observar, inclusive nessa feira, muitos exemplos de experiências positivas e trabalhos exitosos, que certamente poderão ser compartilhados por outros estados”, salientou. Para Martins, também merece destaque a capacidade da extensão rural de trabalhar em parceria com outras entidades, como Embrapa e universidades, no sentido de se apropriar e levar novas tecnologias para o seu público assistido.
O presidente da Emater Clair Kuhn valorizou a presença de representantes de entidades ligadas à extensão rural e de outros setores ligados à agricultura de todos os estados do País na Expoagro Afubra. “Aqui, todos os estados podem ver na prática as ações extensionistas que realizamos junto a milhares de gaúchos”, enfatizou Kuhn. Para o presidente, a oportunidade de demonstrar ao menos um recorte de todo o serviço que é feito, é motivo de orgulho.
O encontro na Casa da Emater também contou com a presença de outras autoridades, como o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), na ocasião representando o governador José Ivo Sartori, Tarcísio Minetto; o prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke; o presidente da Afubra Benício Albano Werner; e o coordenador geral da Expoagro Afubra Marco Dornelles; além dos gerentes regional e adjunto da Emater/RS de Soledade, Lucia Souza e Carlos Corrêa da Rosa.

Sobre a Assembleia da Asbraer

Além da visita, a reunião com os representantes da Asbraer teve outras pautas, como o protagonismo da Anater e o Plano Safra 2016 para a Agricultura Familiar. “Estamos em um momento que as estratégias têm que ser muito bem consolidadas para impedirmos retrocessos para os agricultores familiares e levarmos ainda mais avanços para eles e, consequentemente, para o Brasil”, avaliou o presidente da Asbraer, Argileu Martins.
A Asbraer tem como estratégia fazer as suas assembleias em cada estado onde haja um representante, para que, nessa ocasião, o estado se torne a capital nacional da Assistência Técnica e Extensão Rural.
Na capital gaúcha, os dirigentes da Extensão Rural brasileira também conheceram um pouco da atuação da Emater/RS por meio de um vídeo e da apresentação de dados pelo presidente Kuhn.