Balanço Social 2015 é lançado em evento na Fepagro

Município: Estado

Na ocasião, houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela fundação CRÉDITO: RAFAELA DE FELIPPE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na ocasião, houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela fundação CRÉDITO: RAFAELA DE FELIPPE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) lançou, no dia 30 de maio, o Balanço Social 2015, com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo. O evento ocorreu no auditório da fundação, em Porto Alegre, e contou com servidores, produtores rurais, bolsistas, estagiários, representantes da Emater, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e outras entidades. Houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela Fepagro, como feijão Fepagro Triunfo e feijão Fepagro Garapiá, entre outras.
O primeiro balanço social da Fepagro apresenta à sociedade, em números e informações, a contribuição da pesquisa agropecuária para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. “Demonstra o compromisso e a responsabilidade da instituição com o povo gaúcho e representa uma prestação de contas sobre as ações realizadas”, explicou o diretor-presidente Adoralvo Schio.
O produtor rural do município de Cerro Branco, Tarciso Cereta, planta feijão há mais de 40 anos e é um multiplicador de sementes de feijão Fepagro Triunfo desde 2015. “Como plantador de feijão há décadas, nunca vi nada igual a esse Triunfo. Ele tem um vigor, vem com muita força, tem um desenvolvimento maior do que outros tipos. E a colheita é rápida. Em 90 dias, estava todo colhido”, relata Cereta.
Dono de terras em Guaíba e Lavras do Sul, onde cria gado da raça Braford, o produtor Valdo Vieira também deu seu depoimento. Há 16 anos, ele aplica a pesquisa desenvolvida na Fepagro Saúde Animal/Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) – Epidemiologia e controle do carrapato em bovinos. Ele usa essa informação em seu manejo sanitário, usufruindo da aplicação prática de um resultado de pesquisa direcionada a uma demanda da cadeia produtiva da bovinocultura. Segundo Vieira, o trabalho desenvolvido pela Fepagro é fundamental para reduzir os custos do produtor. “Penso que essa e outras pesquisas devem ser mais divulgadas, para que outros produtores possam ter acesso aos benefícios gerados por elas”, destaca o produtor.
O diretor técnico da Fepagro, Carlos Oliveira, saudou a presença de todos, especialmente dos produtores rurais. “É gratificante saber que eles fazem uso e sentem o resultado da pesquisa agropecuária”, ressaltou Oliveira. Ele disse que a pesquisa é estratégica para o desenvolvimento contínuo do Rio Grande do Sul e que o balanço é uma prestação de contas para a sociedade gaúcha. “É uma avaliação, valorização e busca constante de melhorias do nosso trabalho”, completou.
O diretor administrativo da Fundação, Antonio Cesar Losso, disse que a Fepagro vem demonstrando que tem condições de continuar a fazer muito bem o seu trabalho de pesquisa para o Estado. O secretário Polo parabenizou o balanço pioneiro e destacou que a publicação foi lançada agora, mas que seu conteúdo é o reflexo de décadas de trabalho realizado pela Fepagro. “Uma instituição que presta serviço não só à sociedade gaúcha, mas também a outros estados do Brasil”, comentou o secretário. Conforme Polo, é importante unir forças e somar ações para entregar à sociedade o melhor trabalho. “Isso nos fortalece e nos faz cumprir nossa missão junto à população”, concluiu.
O evento contou ainda com a presença do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura; do presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Florindo Dalberto; do secretário adjunto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Iberê Orsi, entre outros.

 

Safra de citros toma impulso e colheita da soja é finalizada no Estado

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Abertura oficial da colheita no Estado acontece nesta quarta-feira, em Montenegro CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Abertura oficial da colheita no Estado acontece nesta quarta-feira, em Montenegro CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Com o encerramento da colheita da Satsuma, bergamota de origem japonesa e sem sementes, inicia a safra da bergamota Caí, do grupo das comuns, já com 5% das frutas colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater, a comercialização de frutas cítricas provenientes do Vale do Caí toma impulso e a caixa de 25 quilos é vendida ao preço médio de R$ 25,00, considerado muito bom pelos citricultores. Com o aumento do volume colhido, a tendência é de redução do preço. A abertura oficial da safra de citros do Rio Grande do Sul acontece nesta quarta-feira, dia 25 de maio, em Montenegro, tradicional município produtor de citros do Estado.
As chuvas ocorridas na primavera e no verão, fase de crescimento das frutas, resultaram na disseminação da pinta preta, doença fúngica que afeta as bergamotas Caí e Montenegrina, mais tardia, que está com as frutas em desenvolvimento. Já a Ponkan recém iniciou a colheita, com 1% das frutas colhidas, com os citricultores recebendo R$ 29,00 por caixa.
Entre as laranjas, começou a colheita do Umbigo Bahia e da Shamouti. A laranja Céu Precoce, em colheita desde a segunda quinzena de abril, é uma fruta cítrica com pouca acidez; a laranja de umbigo Bahia é a laranja para consumo ao natural por excelência; e a Shamouti tem duplo propósito, para suco e para o consumo ao natural. A Shamouti, de origem israelense, apresenta alto percentual de suco e é muito saborosa, além de ser resistente ao cancro cítrico. Por essas características, a área de cultivo no Vale do Caí tem aumentado.
Primeiras áreas de trigo começam a ser plantadas
Produção de milho foi marcada pela alta qualidade CRÉDITO: KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC

Produção de milho foi marcada pela alta qualidade CRÉDITO: KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC

 

Tem início o plantio das primeiras áreas de trigo na região das Missões e Fronteira Noroeste, fato que irá se intensificar assim que as condições de umidade adequada do solo permitirem. A disponibilidade de semente no comércio é bastante limitada devido aos problemas climáticos enfrentados na safra passada. O número de produtores tem diminuído, permanecendo os mais estruturados com equipamentos e máquinas para plantio de áreas de médio e grande porte.
Na soja, a colheita foi finalizada inclusive nos Campos de Cima da Serra, região que tradicionalmente encerra a colheita no Estado. Nas áreas arrendadas, os produtores fazem a semeadura de pastagens para pecuária de corte no inverno, prática comum em contratos de arrendamento.
A colheita do milho também está praticamente finalizada, com altas produtividades e boa qualidade. As áreas de safrinha, semeadas após a colheita de silagem do cedo, estão sendo colhidas novamente para silagem de planta inteira.
Pastagens de inverno já estão se desenvolvendo
No outono, o campo nativo tem aspecto mais fibroso, pois a queda das temperaturas provoca o crestamento das pastagens. A partir desta época, é importante o fornecimento de sal proteinado para suprir a deficiência de proteína aos animais. Em várias regiões, os produtores concluíram a implantação das pastagens cultivadas de inverno, principalmente de aveia e azevém, e também de trevo e cornichão em alguns locais. Nas áreas implantadas, o retorno de tempo mais seco e com radiação solar deverá proporcionar um melhor desempenho das pastagens.
Os produtores que realizam a integração lavoura-pecuária já estão com aveia e azevém em desenvolvimento. Algumas áreas semeadas mais cedo deverão proporcionar início de pastoreio em breve. No entanto, a maioria das pastagens anuais de inverno está no início de desenvolvimento vegetativo, favorecido pelo tempo frio e prejudicado pela reduzida radiação solar da semana. Em vários municípios, as pastagens de braquiárias ainda apresentam bom aporte de massa verde.
No rebanho bovino, o estado sanitário é bom e, a fase, de diagnóstico de gestação. Até o momento, há bons índices de prenhez, variando de 60% até 85%. Realizam-se práticas de desmame e final de castração, visando à comercialização nas feiras especializadas de terneiros de corte.
Apicultores relatam mortandade de abelhas
Diminuição na produção poderá se refletir nos preços CRÉDITO: VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC

Diminuição na produção poderá se refletir nos preços CRÉDITO: VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC

Na região de Bagé, os produtores começam a entrar no período de entressafra e a expectativa é de que esta safra seja melhor do que a anterior. Há registros de apicultores que estão colhendo mel proveniente das floradas de primavera e verão, e que o produto é de excelente qualidade, límpido, translúcido e sabor marcante pela presença das flores do Pampa. Vários apicultores relatam mortandade das abelhas, redução dos enxames e consequente diminuição na produção, que irá se refletir nos preços do produto.
Na região de Erechim, as condições climáticas (temperaturas amenas, alta umidade, pouca insolação) foram desfavoráveis ao trabalho das abelhas. Nesta época do ano, há pouca oferta de floradas. Os produtores continuam realizando o manejo das colmeias. Estima-se uma produção de seis quilos de mel por colmeia, tendo por base as informações dos apicultores que participaram de seminários sobre o assunto realizados na região. Na venda direta ao consumidor, o mel é comercializado por valores que variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00/kg, com pequena disponibilidade do produto.

 

 

Pesquisa planeja antecipar idade ao primeiro serviço em novilhas no Estado

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Rebanho vem sendo selecionado há quatro anos CRÉDITO: ADRIANA TAROUCO /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Rebanho vem sendo selecionado há quatro anos CRÉDITO: ADRIANA TAROUCO /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Um projeto de pesquisa conduzido pela Fepagro Campanha, em Hulha Negra, está selecionando e avaliando novilhas da raça Brangus com o objetivo de antecipar a idade ao primeiro parto para os dois anos de idade. Para possibilitar a realização do projeto, o rebanho de bovinos de corte da Fepagro Campanha vem sendo selecionado há quatro anos para precocidade sexual e de terminação. Para este fim, incrementou-se a utilização de inseminação artificial a tempo fixo (IATF), utilizando-se reprodutores com diferença esperada na progênie (DEP) positiva para gordura intramuscular, peso ao nascer e ao desmame. “Com essa seleção, em associação à adoção de estratégias de manejo sanitário, nutricional e reprodutivo, foi possível antecipar, em um primeiro momento, a idade das fêmeas ao primeiro acasalamento de três a quatro anos para os dois anos”, detalha a pesquisadora Adriana Kroef Tarouco, coordenadora do projeto e do Programa de Pesquisa em Produção Animal da Fepagro.
O manejo adequado destes animais em épocas estratégicas, como utilização de pastagens cultivadas de inverno e/ou arraçoamento no primeiro inverno após o desmame, reduziu o período necessário para que as terneiras atingissem o peso adequado para serem inseminadas com uma idade média de 12 a 13 meses nesta última estação reprodutiva. “A grande vantagem em antecipar a puberdade e, consequentemente, o primeiro parto aos dois anos, está em reduzir o número de animais improdutivos no sistema, produzir uma cria a mais na vida útil das fêmeas, exercer forte pressão de seleção para precocidade e reduzir o intervalo entre gerações”, enumera a pesquisadora.
No entanto, uma das grandes preocupações ao adotar este sistema é o de garantir a repetição de cria na estação de monta subsequente, ou seja, esta fêmea que ainda está em crescimento tem que ter condições de amamentar a sua cria e gestar um novo produto. De acordo com Adriana, os impactos do estresse fisiológico no desenvolvimento das novilhas serão avaliados neste projeto, que pretende acompanhá-las até os dois anos – momento em que acontecer a parição -, assim como o desempenho de suas crias, avaliando-se parâmetros como peso ao nascer e peso ao desmame. “Estas fêmeas vêm sendo monitoradas desde o nascimento e pesadas sistematicamente. Também estamos realizando medições de área pélvica, avaliações do desenvolvimento do trato reprodutivo e da composição corporal, todos por ultrassonografia, sendo a última com o apoio do departamento de Zootecnia da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, conta a pesquisadora.
Outro monitoramento que o projeto de pesquisa vem fazendo é da saúde reprodutiva das fêmeas, através da investigação de doenças reprodutivas como a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), junto com o Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF – Fepagro Saúde Animal). “Como os resultados para a IBR nesta categoria animal vêm sendo negativos na pré-estação de monta e o rebanho não é vacinado, estamos trabalhando para formar um rebanho livre desta doença. As fêmeas são mantidas no mesmo grupo de manejo e inseminadas artificialmente, sem repasse com touros”, conclui Adriana.

 

Pesquisa com butiá é desenvolvida há mais de 10 anos no Estado

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Na Fepagro Viamão, foi instalado um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na Fepagro Viamão, foi instalado um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas CRÉDITO: DARLENE SILVEIRA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma pesquisa com butiá, que vem sendo realizada pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) há mais de 10 anos, já mostra resultados e agrega novos parceiros. O empreendedor da área de alimentos Cláudio Dutra Ávila, de Santa Maria, passou a produzir mudas de plantas selecionadas, propagadas na Fepagro, além de se dedicar ao processamento de licores e polpa para suco e sorvete. Para tanto, tem buscado, na região, butiazeiros com maior produção e qualidade de frutos. Tudo começou com algumas avaliações preliminares envolvendo a propagação do butiazeiro (Butia odorata), que se iniciaram em 2005 na fundação e que, posteriormente, foram ampliadas para pesquisas envolvendo a caracterização produtiva dos frutos em áreas de ocorrência natural da espécie.
Em 2007, o Projeto Potencialidade e valorização de um recurso genético nativo: investigação e perspectivas do uso comercial dos frutos do butiazeiro, coordenado pelos pesquisadores da Fepagro Adilson Tonietto e Gilson Schlindwein, foi aprovado e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo era avaliar a variabilidade na produção de seus frutos e sua relação com fatores adafoclimáticos, além de desenvolver técnicas de processamento da fruta e germinação de suas sementes, bem como a implantação de pomares experimentais.
Segundo Schlindwein, as ações do projeto englobaram butiazais encontrados nos municípios de Arambaré, Tapes, Barra do Ribeiro e Santa Vitória do Palmar e tiveram parceria da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa). “A partir desse estudo, a pesquisa com butiá foi sendo ampliada para outras regiões do Estado e também passou a contar com recursos aprovados em editais da Fepagro. E, em 2010, ganhou fôlego com o Projeto Potencial de frutíferas nativas do Sul do Brasil: Estudos de bioprospecção para fins fitotécnicos, nutracêuticos e ecológicos em ambientes ripários, em colaboração com a Ufrgs e com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do CNPq”, explica.
Em setembro de 2008, foi instalado, na Fepagro Viamão, um ensaio de progênies com o plantio de 143 mudas de 12 acessos (matrizes) provenientes de diferentes regiões do Estado. “Essas mudas foram obtidas através da germinação das sementes, realizada no Laboratório de Tecnologia de Sementes da Fepagro Sede, após a coleta e a caracterização dos frutos em 2007, bem como do registro no campo da árvore matriz”, esclarece o pesquisador. Conforme Schlindwein, até então não havia estudos desse tipo com a espécie que avaliasse o desenvolvimento do butiazeiro através de mudas originadas de sementes coletadas de matrizes conhecidas. Essas avaliações só foram possíveis com o desenvolvimento de um método para superação da dormência das sementes, obtido no Laboratório de Sementes, e que resultou na publicação, em 2013, de um artigo na revista Seed Science and Technology. Até então, a dormência das suas sementes era um dos gargalos para obtenção de mudas.
“Essa pesquisa inédita feita na Fepagro com o butiazeiro tem apontado para os potenciais na instalação de pomares com recursos selecionados desta palmeira. Uma das plantas (matrizes) selecionada produz frutos com mais de quatro centímetros de diâmetro e alcança SST de 20° Brix, enquanto levantamentos realizados a campo mostram que amostras de frutos coletados em populações naturais da espécie possuem em média metade deste tamanho e 12° Brix, aproximadamente. Ou seja, esses frutos são maiores e mais doces que outros”, esclarece Schlindwein. O pesquisador ainda comenta que outro destaque é a precocidade produtiva, já que suas progênies iniciaram seu ciclo reprodutivo cinco anos depois da germinação das sementes e quatro do plantio das mudas no campo. “Até então, informações preliminares estimavam que o butiazeiro demorasse entre oito e 12 anos para começar a produzir os primeiros frutos. A identificação desse exemplar precoce foi possível com base em avaliações comparativas realizadas entre as progênies”, explica.
Atualmente, de acordo com Schlindwein, a pesquisa se concentra na avaliação das características produtivas e de qualidade dos frutos entre progênies, relacionando-as com suas respectivas matrizes de origem e com o tempo de produção. Com essas informações, está sendo possível determinar quando esses exemplares atingem seu ápice produtivo e quanto das características da planta matriz é mantido. “Nos últimos anos, foi acrescentado o plantio de mais 72 mudas de sete matrizes ao pomar, totalizando 215 indivíduos (progênies) de 19 acessos. Nesse período, a seleção de novas matrizes recebeu o apoio de colaboradores interessados na multiplicação de mudas provenientes de butiazeiros com características produtivas superiores”, ressalta o pesquisador.
Alguns resultados
Em suas buscas pela região de Santa Maria, o empreendedor Cláudio Dutra Ávila identificou, recentemente, um butiazeiro capaz de produzir até 10 cachos por safra, com mais de 30 quilos cada, e com frutos de excelente qualidade. Segundo o pesquisador Schlindwein, a caracterização e multiplicação desse exemplar está sendo feita na Fepagro, e sua progênie acrescentada ao pomar de Viamão para avaliação.
Assim, a pesquisa com butiá vem sendo consolidada através de novas parcerias e da aceitação da fruta no mercado. “É necessário ainda que seja regulamentado o manejo extrativista em áreas naturais da espécie e que pomares comerciais sejam instalados. Neste sentido, a pesquisa visa continuar trabalhando no aprimoramento e na divulgação de técnicas de propagação, manejo, seleção e melhoramento de progênies de butiazeiro”, conclui Schlindwein.

 

Produtores de trigo do Estado iniciam preparativos para próxima safra

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Expectativa é de redução de até 30% da área para 2016 CRÉDITO: KÁTIA MARCON /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Expectativa é de redução de até 30% da área para 2016 CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os produtores de trigo estão começando os encaminhamentos de custeio e aquisição de insumos para a próxima safra. De acordo com o informativo conjuntural divulgado pela Emater no último dia 14, a expectativa é de redução na área a ser cultivada com o cereal para a safra 2016. Os percentuais apontados pela instituição variam entre 15% e 30%, principalmente entre os agricultores familiares. Médios e grandes produtores ainda cultivarão o grão, com a intenção de utilizar a cultura como cobertura de inverno e possibilidade de renda. “Custos elevados para a implantação das lavouras de trigo e preços pouco atrativos para o grão desestimulam os produtores a investirem na atividade, com muitos deles questionando a rentabilidade da cultura”, comenta o diretor técnico da Emater, Lino Moura.
A Emater deverá finalizar, até o fim deste mês, o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio para a safra de 2016, quando será possível ter uma ideia mais precisa sobre a variação em relação à safra passada.
Produtividade do milho continua elevada
O percentual colhido das lavouras de milho do Rio Grande do Sul alcança 80%, mantendo a produtividade em patamar elevado. O restante da área, que está em formação de grão (5%) e em maturação (15%), também apresenta bom potencial e deverá manter os rendimentos em níveis elevados. Nesse final de ciclo, apesar do tempo úmido e de temperaturas mais elevadas para a época do ano, não são reportadas maiores incidências de pragas ou moléstias.
Colheita de soja avança
Apesar da chuva registrada nos últimos dias, a colheita avançou no Estado, chegando a 55% da área, tendo ainda 30% maduros e por colher. A produtividade tem variado bastante, com colheitas entre 40 e 80 sacas de 60 kg/ha, dependendo do nível tecnológico adotado. No momento, os produtores estão bastante apreensivos, pois a partir deste ponto praticamente todas as áreas que estão em fase de maturação e passíveis de serem colhidas correm o risco de perdas na produção, caso persista a instabilidade climática.
Lavouras com plantas de ciclo tardio apresentam grande presença de percevejos, e as estimativas de produção indicam rendimentos menores com relação ao ciclo precoce, mesmo assim ainda em níveis satisfatórios, conforme apontam os técnicos da Emater.