Setor vitivinícola gaúcho cresce 4,6% em vendas no primeiro semestre

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Somando vinhos finos e espumantes, foram comercializados 14,1 milhões de litros, um crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado CRÉDITO DAS FOTOS: MARCELO G. RIBEIRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Após um período de estabilidade nas vendas dos produtos vitivinícolas, o setor comemora a retomada do crescimento na comercialização para o mercado interno. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) mostram que, apesar do momento econômico de retratação em diversos segmentos, os vinhos, sucos, espumantes e outros produtos derivados da uva registraram um crescimento de 4,6% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014. Os vinhos de uvas viníferas (vinhos finos), por exemplo, apresentaram um crescimento de 4,3%, com a comercialização de 9,1 milhões de litros. Nos vinhos de mesa, os números se mantiveram estáveis, com a venda de 90,7 milhões ante os 90,8 milhões no ano anterior. Somando vinhos finos e espumantes, foram comercializados 14,1 milhões de litros, um crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as importações caíram 1,9%.
O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Moacir Mazzarollo, avalia que a visibilidade dos produtos vitivinícolas brasileiros com a divulgação na mídia nacional impulsionaram a comercialização no primeiro semestre. “Tivemos a divulgação em nível nacional de diversas pesquisas científicas que comprovam os benefícios dos derivados da uva para a saúde e observamos um aumento nas vendas a partir disso”, acredita. Mazzarollo também cita a alta do dólar como um fator que limitou a entrada de produtos importados e, consequentemente, uma maior procura pelo vinho nacional. Seguindo a tendência dos últimos anos, os espumantes e o suco de uva voltaram a apresentar crescimento de vendas. Nos espumantes em geral, um incremento de 22,7%, com a venda de 4,9 milhões de litros. Foram vendidos 3,8 milhões de litros de espumantes brut, demi-sec e prosecco, 23,3% a mais do que o registrado em 2014, e 1,1 milhão de litros de moscatéis, aumento de 20,9%.
O presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Oscar Ló, comemora a retomada do crescimento e credita o resultado, entre outros fatores, à qualidade cada vez maior dos produtos. “Apesar de uma certa retração na economia, o setor seguiu investindo em tecnologia, equipamentos e na remuneração da matéria-prima e o consumidor está reconhecendo este salto de qualidade”, diz. Ló destaca o aumento significativo dos espumantes e do suco de uva como um reflexo da descoberta da vocação vitivinícola da Serra gaúcha, maior região produtora do País em volume, para as uvas destinadas à elaboração destes dois produtos.
A opinião de Ló é amparada nos resultados da venda dos sucos 100% naturais prontos para o consumo, que apresentaram um crescimento de 24,8%. 49,4 milhões de litros foram comprados pelo público cada vez mais interessado em produtos saudáveis. Prova disso é que o destaque é de procura pela bebida natural/integral, com aumento de 25% e 45,3 milhões de litros vendidos.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho), Gilberto Pedrucci, enaltece a mudança de comportamento dos consumidores em relação aos produtos vitivinícolas nacionais, que resulta em números positivos mesmo em um cenário econômico pouco favorável. “O consumidor tem se mostrado cada vez mais receptivo ao vinho brasileiro e está percebendo a relação custo-benefício dos nossos produtos”, acredita. “Tenho observado uma certa seleção natural e uma acomodação no mercado de vinhos, com alguns importadores que não estavam tão preparados deixando de atuar, e da consolidação de vinícolas brasileiras com produtos cada vez melhores e mais competitivos”, complementa.

Venda de espumantes cresce 15% em janeiro e fevereiro no Estado

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Destaque fica por conta dos moscatéis, com elevação de 31%, além disso, qualidade, diminuição da sazonalidade e competitividade são apontados como decisivos para o resultado CRÉDITO: GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cada vez mais é frequente a associação de verão, praia, piscina e descontração, próprias da estação, com as borbulhas dos espumantes brasileiros. É o que mostram os números de comercialização do produto nos meses de janeiro e fevereiro. Na esteira da campanha promocional lançada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), e de ações das próprias empresas, foram comercializados 1,2 milhão de litros da bebida, o que significa um aumento de 15,2% em relação aos primeiros dois meses de 2014. O destaque é para os moscatéis, com aumento de 31% e a venda de mais de 310 mil litros. Na comparação com a média dos últimos cinco anos (2010 a 2014), o índice de crescimento é ainda mais significativo: 35,7% para os espumantes de forma geral e mais de 50% na venda de moscatéis.
Para o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, o resultado mostra a tendência de expansão das vendas dos vinhos espumantes para além das festas de final de ano. Bertolini destaca o aumento da comercialização de moscatéis como uma amostra de que novos consumidores estão sendo atingidos com as campanhas promocionais desenvolvidas pelo Ibravin e reforçadas pelas empresas com outras ações de marketing como venda em taças, distribuição de ice bags (sacola térmica que possibilita consumo na praia ou piscina) entre outras. “Enxergamos os moscatéis como a porta de entrada para o mundo do vinho. Por isso, o foco em rádios com perfil jovem e outras iniciativas em parceria com as empresas surtiram efeito”, acredita.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, elenca três aspectos que considera decisivos para os bons resultados alcançados pelo setor na venda de espumantes. O empresário destaca o custo benefício da bebida em relação aos produtos importados, a quebra da sazonalidade no consumo e o reconhecimento de publicações como o Guia Descorchados 2015. “O fato de as pessoas estarem consumindo o produto em diferentes períodos do ano e o reforço na imagem dos espumantes brasileiros com avaliações excelentes em publicações e concursos internacionais contribuem para consolidar essa posição do Brasil e a competitividade dos produtos”, avalia.
O diretor de vendas Cléber Slaifer concorda com a avaliação do presidente do Sindivinho de que está ocorrendo uma diluição do consumo do produto mais uniformemente durante o ano. Slaifer afirma que tanto a empresa como as demais vinícolas que trabalham de forma mais direcionada com espumantes estão colhendo os frutos de um trabalho iniciado há alguns anos. Para ele, é necessário dar continuidade com ações mais pontuais, em outras regiões do País. “Precisamos associar o ganho de imagem enorme que estamos tendo com o espumante com a parte comercial. Fazer com que as campanhas cheguem na ponta, que é o consumidor”, propõe.
Daniel Panizzi, gerente comercial de uma vinícola de pequeno porte, afirma que, apesar de ainda existir uma concentração maior de vendas nos meses de novembro e dezembro, nos últimos anos tem crescido o faturamento da empresa também nos meses seguintes. “Mesmo com uma certa retração que estamos observando no mercado, o mês de fevereiro foi excelente em vendas”, informa. A vinícola também trabalha com enoturismo e, segundo o gerente, o fluxo tem se mantido estável.
Franco Perini enfatiza que a Campanha Espumantes do Brasil – Esse é o Clima do Verão – teve relação direta com os resultados de vendas da empresa em que ocupa o cargo de diretor comercial. Segundo ele, a decisão de focar num novo perfil de consumidor surtiu efeito desejado, e a iniciativa deve se repetir em outras ações.

Evento faz desafio para uma grande roda virtual de chimarrão no Estado

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Ação virtual é comemorativa ao Dia do Chimarrão, realizada conjuntamente por entidades voltadas à história, tradição e folclore do Rio Grande do Sul CRÉDITO: CHRISTIAN FREIRE ALBRECHTC/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O Movimento Tradicionalista Gaúcho, a Estância da Poesia Crioula, o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, a Comissão Gaúcha de Folclore e o Instituto Escola do Chimarrão de Venâncio Aires realizam, de 21 a 24 de abril, o desafio virtual Vem pro Mate. A iniciativa tem por objetivo realizar a maior roda de chimarrão virtual do mundo, tendo como tema a paz mundial. O evento é direcionado para todas as pessoas que cultivam o hábito de tomar chimarrão, bebida símbolo do Rio Grande do Sul, sendo ou não tradicionalista.
As entidades promotoras publicaram a chamada em seus sites e mídias sociais, desafiando amigos com as hashtags #vempromate #pelapazmundial. Cada convidado deve publicar fotografia tomando chimarrão e desafiar mais três amigos e assim sucessivamente, prevendo-se as publicações entre os dias 21 e 24 de abril. O evento culminará às 20h do dia 24, quando os organizadores sugerem que fisicamente as pessoas se reúnam, conforme a disponibilidade, para tomar um chimarrão, com a leitura do poema Pela Paz Mundial, de Wilson Tubino. As fotografias do encontro também devem ser publicadas no Facebook.
Segundo os organizadores, a comemoração pelo Dia do Chimarrão é um momento de união das pessoas, celebrando a amizade e a hospitalidade, marcas do povo gaúcho onde quer que resida. De antemão eles avisam que independente de convite, quem se interessar pode “se convidar” para o mate e desafiar mais três amigos quantas vezes desejar (o texto padrão a ser utilizado está disponível nas páginas dos organizadores). O Dia do Chimarrão foi instituído pela Lei Estadual 11.929, de junho de 2003. O dia 24 de abril foi escolhido por ser aniversário do primeiro Centro de Tradições Gaúchas fundado, o 35 CTG.

Nova estação garante bons passeios pela Rota Romântica

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Visual das estradas da Rota Romântica é um convite a mais para o passeio CRÉDITO: SABRINA SCHUSTER.jpg

Quando o colorido das flores começa a se misturar com os tons terrosos das folhas das árvores, um novo espetáculo de cores inicia na Rota Romântica. É o outono chegando para deixar o roteiro ainda mais romântico e proporcionar, a cada curva, uma nova emoção. Localizada entre a planície do Vale dos Sinos e o planalto da Serra Gaúcha, a Rota Romântica é composta por cidades com arquitetura alemã, ruas e jardins sempre floridos, paisagens encantadoras, culinária farta, rede hoteleira aconchegante e rodeada por plátanos, árvore símbolo do roteiro e que proporciona um colorido especial nesta época.
A partir de agora, todos os caminhos que levam às cidades da Rota Romântica serão ainda mais encantadores. As estradas, emolduradas por plátanos, agora estarão recheadas de folhas amareladas, alaranjadas e avermelhadas formando tapetes coloridos que proporcionam verdadeiros espetáculos a cada passar de carro ou com o vento frio que começa a soprar, anunciando a chegada do inverno.
As 14 cidades que compõem o roteiro – São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Linha Nova, Picada Café, Nova Petrópolis, Gramado, Canela e São Francisco de Paula – preparam eventos e atrações especiais visando proporcionar aos visitantes momentos únicos. A rede hoteleira equipada com lareiras e os restaurantes com cardápios especiais para o frio estão prontos para o início da temporada.
Os atrativos começam a receber centenas e milhares de turistas que buscam as agradáveis sensações e experiências do friozinho do outono e, logo mais, do inverno. Informações sobre eventos, rede hoteleira e gastronômica no site www.rotaromantica.com.br ou no facebook.com/rotaromantica.rs.

Celebração do vinho ganha mais tempo em junho no Estado

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Pela primeira vez em seis edições, o Dia do Vinho terá duas semanas de programação intensa na Serra, na Campanha e em Porto Alegre - de 22 de maio a 7 de junho CRÉDITO: GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Pelo rigor da lei, no Rio Grande do Sul, o Dia do Vinho celebra-se no primeiro domingo de junho de cada ano. Pelo rigor da tradição familiar de quem acredita que a qualidade e a fartura na elaboração dos derivados da uva, além da própria uva, de uma gastronomia rica e artesanal e da hospitalidade devem ser celebrados com ainda mais qualidade e fartura, e é preciso espaço no calendário – como nas mesas e casas – um pouquinho maior. Assim, pela primeira vez em seis edições, o Dia do Vinho terá duas semanas de programação intensa na Serra, na Campanha gaúcha e em Porto Alegre – de 22 de maio a 7 de junho de 2015.
A experiência de quem quiser aproveitar as diversas opções que 15 dias comportam para conhecer o que o Brasil produz de melhor em qualidade (e apreciação) de vida também vai crescer em alcance. A partir deste ano, Veranópolis eleva para nove o número de cidades da Região Uva e Vinho na Serra gaúcha com atrações integradas à programação. O município de pouco mais de 20 mil habitantes é conhecido pela expectativa de vida superior a 75 anos, acima da média nacional, e pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,850 (em uma escala que vai até 1,00), segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), citados pela prefeitura local.
O verdadeiro mapa do desfrute enoturístico e gastronômico na região é completado por Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Pinto Bandeira. Na Campanha gaúcha, as visitas, degustações, passeios e parrilladas espalham-se por Bagé, Dom Pedrito, Itaqui e Santana do Livramento. E Porto Alegre arremata com a Feira do Vinho. Ao todo, são mais de 150 empreendimentos das cadeias vitivinícola, gastronômica e turística engajados com atrações específicas e descontos promocionais, envolvendo empreenderes e trabalhadores, muitos deles de núcleo familiar, por centenas de quilômetros do Estado.
O Dia do Vinho é promovido pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho e pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), como resultado do Projeto Eventos Integrados e Integradores – reinterpretação da concepção de evento, fomentado pelo Ministério do Turismo. A lei que instituiu o Dia do Vinho no Rio Grande do Sul no primeiro domingo de junho de cada ano foi promulgada em 12 de dezembro de 2003. O projeto partiu do então deputado estadual Iradir Pietroski (PTB).
A edição de 2015 tem apoio do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho-RS), Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (Asprovinho), Bento Convention Bureau, Caxias do Sul Convention & Visitors Bureau, Shrbs de Garibaldi, Phoenix e Atuaserra.