Venda de espumantes cresce 15% em janeiro e fevereiro no Estado

Município: Estado

Destaque fica por conta dos moscatéis, com elevação de 31%, além disso, qualidade, diminuição da sazonalidade e competitividade são apontados como decisivos para o resultado CRÉDITO: GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cada vez mais é frequente a associação de verão, praia, piscina e descontração, próprias da estação, com as borbulhas dos espumantes brasileiros. É o que mostram os números de comercialização do produto nos meses de janeiro e fevereiro. Na esteira da campanha promocional lançada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), e de ações das próprias empresas, foram comercializados 1,2 milhão de litros da bebida, o que significa um aumento de 15,2% em relação aos primeiros dois meses de 2014. O destaque é para os moscatéis, com aumento de 31% e a venda de mais de 310 mil litros. Na comparação com a média dos últimos cinco anos (2010 a 2014), o índice de crescimento é ainda mais significativo: 35,7% para os espumantes de forma geral e mais de 50% na venda de moscatéis.
Para o gerente de Promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, o resultado mostra a tendência de expansão das vendas dos vinhos espumantes para além das festas de final de ano. Bertolini destaca o aumento da comercialização de moscatéis como uma amostra de que novos consumidores estão sendo atingidos com as campanhas promocionais desenvolvidas pelo Ibravin e reforçadas pelas empresas com outras ações de marketing como venda em taças, distribuição de ice bags (sacola térmica que possibilita consumo na praia ou piscina) entre outras. “Enxergamos os moscatéis como a porta de entrada para o mundo do vinho. Por isso, o foco em rádios com perfil jovem e outras iniciativas em parceria com as empresas surtiram efeito”, acredita.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, elenca três aspectos que considera decisivos para os bons resultados alcançados pelo setor na venda de espumantes. O empresário destaca o custo benefício da bebida em relação aos produtos importados, a quebra da sazonalidade no consumo e o reconhecimento de publicações como o Guia Descorchados 2015. “O fato de as pessoas estarem consumindo o produto em diferentes períodos do ano e o reforço na imagem dos espumantes brasileiros com avaliações excelentes em publicações e concursos internacionais contribuem para consolidar essa posição do Brasil e a competitividade dos produtos”, avalia.
O diretor de vendas Cléber Slaifer concorda com a avaliação do presidente do Sindivinho de que está ocorrendo uma diluição do consumo do produto mais uniformemente durante o ano. Slaifer afirma que tanto a empresa como as demais vinícolas que trabalham de forma mais direcionada com espumantes estão colhendo os frutos de um trabalho iniciado há alguns anos. Para ele, é necessário dar continuidade com ações mais pontuais, em outras regiões do País. “Precisamos associar o ganho de imagem enorme que estamos tendo com o espumante com a parte comercial. Fazer com que as campanhas cheguem na ponta, que é o consumidor”, propõe.
Daniel Panizzi, gerente comercial de uma vinícola de pequeno porte, afirma que, apesar de ainda existir uma concentração maior de vendas nos meses de novembro e dezembro, nos últimos anos tem crescido o faturamento da empresa também nos meses seguintes. “Mesmo com uma certa retração que estamos observando no mercado, o mês de fevereiro foi excelente em vendas”, informa. A vinícola também trabalha com enoturismo e, segundo o gerente, o fluxo tem se mantido estável.
Franco Perini enfatiza que a Campanha Espumantes do Brasil – Esse é o Clima do Verão – teve relação direta com os resultados de vendas da empresa em que ocupa o cargo de diretor comercial. Segundo ele, a decisão de focar num novo perfil de consumidor surtiu efeito desejado, e a iniciativa deve se repetir em outras ações.

Evento faz desafio para uma grande roda virtual de chimarrão no Estado

Município: Estado

Ação virtual é comemorativa ao Dia do Chimarrão, realizada conjuntamente por entidades voltadas à história, tradição e folclore do Rio Grande do Sul CRÉDITO: CHRISTIAN FREIRE ALBRECHTC/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O Movimento Tradicionalista Gaúcho, a Estância da Poesia Crioula, o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, a Comissão Gaúcha de Folclore e o Instituto Escola do Chimarrão de Venâncio Aires realizam, de 21 a 24 de abril, o desafio virtual Vem pro Mate. A iniciativa tem por objetivo realizar a maior roda de chimarrão virtual do mundo, tendo como tema a paz mundial. O evento é direcionado para todas as pessoas que cultivam o hábito de tomar chimarrão, bebida símbolo do Rio Grande do Sul, sendo ou não tradicionalista.
As entidades promotoras publicaram a chamada em seus sites e mídias sociais, desafiando amigos com as hashtags #vempromate #pelapazmundial. Cada convidado deve publicar fotografia tomando chimarrão e desafiar mais três amigos e assim sucessivamente, prevendo-se as publicações entre os dias 21 e 24 de abril. O evento culminará às 20h do dia 24, quando os organizadores sugerem que fisicamente as pessoas se reúnam, conforme a disponibilidade, para tomar um chimarrão, com a leitura do poema Pela Paz Mundial, de Wilson Tubino. As fotografias do encontro também devem ser publicadas no Facebook.
Segundo os organizadores, a comemoração pelo Dia do Chimarrão é um momento de união das pessoas, celebrando a amizade e a hospitalidade, marcas do povo gaúcho onde quer que resida. De antemão eles avisam que independente de convite, quem se interessar pode “se convidar” para o mate e desafiar mais três amigos quantas vezes desejar (o texto padrão a ser utilizado está disponível nas páginas dos organizadores). O Dia do Chimarrão foi instituído pela Lei Estadual 11.929, de junho de 2003. O dia 24 de abril foi escolhido por ser aniversário do primeiro Centro de Tradições Gaúchas fundado, o 35 CTG.

Nova estação garante bons passeios pela Rota Romântica

Município: Estado

Visual das estradas da Rota Romântica é um convite a mais para o passeio CRÉDITO: SABRINA SCHUSTER.jpg

Quando o colorido das flores começa a se misturar com os tons terrosos das folhas das árvores, um novo espetáculo de cores inicia na Rota Romântica. É o outono chegando para deixar o roteiro ainda mais romântico e proporcionar, a cada curva, uma nova emoção. Localizada entre a planície do Vale dos Sinos e o planalto da Serra Gaúcha, a Rota Romântica é composta por cidades com arquitetura alemã, ruas e jardins sempre floridos, paisagens encantadoras, culinária farta, rede hoteleira aconchegante e rodeada por plátanos, árvore símbolo do roteiro e que proporciona um colorido especial nesta época.
A partir de agora, todos os caminhos que levam às cidades da Rota Romântica serão ainda mais encantadores. As estradas, emolduradas por plátanos, agora estarão recheadas de folhas amareladas, alaranjadas e avermelhadas formando tapetes coloridos que proporcionam verdadeiros espetáculos a cada passar de carro ou com o vento frio que começa a soprar, anunciando a chegada do inverno.
As 14 cidades que compõem o roteiro – São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Linha Nova, Picada Café, Nova Petrópolis, Gramado, Canela e São Francisco de Paula – preparam eventos e atrações especiais visando proporcionar aos visitantes momentos únicos. A rede hoteleira equipada com lareiras e os restaurantes com cardápios especiais para o frio estão prontos para o início da temporada.
Os atrativos começam a receber centenas e milhares de turistas que buscam as agradáveis sensações e experiências do friozinho do outono e, logo mais, do inverno. Informações sobre eventos, rede hoteleira e gastronômica no site www.rotaromantica.com.br ou no facebook.com/rotaromantica.rs.

Celebração do vinho ganha mais tempo em junho no Estado

Município: Estado

Pela primeira vez em seis edições, o Dia do Vinho terá duas semanas de programação intensa na Serra, na Campanha e em Porto Alegre - de 22 de maio a 7 de junho CRÉDITO: GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Pelo rigor da lei, no Rio Grande do Sul, o Dia do Vinho celebra-se no primeiro domingo de junho de cada ano. Pelo rigor da tradição familiar de quem acredita que a qualidade e a fartura na elaboração dos derivados da uva, além da própria uva, de uma gastronomia rica e artesanal e da hospitalidade devem ser celebrados com ainda mais qualidade e fartura, e é preciso espaço no calendário – como nas mesas e casas – um pouquinho maior. Assim, pela primeira vez em seis edições, o Dia do Vinho terá duas semanas de programação intensa na Serra, na Campanha gaúcha e em Porto Alegre – de 22 de maio a 7 de junho de 2015.
A experiência de quem quiser aproveitar as diversas opções que 15 dias comportam para conhecer o que o Brasil produz de melhor em qualidade (e apreciação) de vida também vai crescer em alcance. A partir deste ano, Veranópolis eleva para nove o número de cidades da Região Uva e Vinho na Serra gaúcha com atrações integradas à programação. O município de pouco mais de 20 mil habitantes é conhecido pela expectativa de vida superior a 75 anos, acima da média nacional, e pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,850 (em uma escala que vai até 1,00), segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), citados pela prefeitura local.
O verdadeiro mapa do desfrute enoturístico e gastronômico na região é completado por Antônio Prado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul e Pinto Bandeira. Na Campanha gaúcha, as visitas, degustações, passeios e parrilladas espalham-se por Bagé, Dom Pedrito, Itaqui e Santana do Livramento. E Porto Alegre arremata com a Feira do Vinho. Ao todo, são mais de 150 empreendimentos das cadeias vitivinícola, gastronômica e turística engajados com atrações específicas e descontos promocionais, envolvendo empreenderes e trabalhadores, muitos deles de núcleo familiar, por centenas de quilômetros do Estado.
O Dia do Vinho é promovido pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho e pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), como resultado do Projeto Eventos Integrados e Integradores – reinterpretação da concepção de evento, fomentado pelo Ministério do Turismo. A lei que instituiu o Dia do Vinho no Rio Grande do Sul no primeiro domingo de junho de cada ano foi promulgada em 12 de dezembro de 2003. O projeto partiu do então deputado estadual Iradir Pietroski (PTB).
A edição de 2015 tem apoio do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho-RS), Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (Asprovinho), Bento Convention Bureau, Caxias do Sul Convention & Visitors Bureau, Shrbs de Garibaldi, Phoenix e Atuaserra.

Lavouras de canola e cevada seguem com bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Município: Estado

Produtores de canola estão monitorando a lavoura, trabalho fundamental para evitar perdas por pragas e doenças CRÉDITO: TEREZINHA MARIZA VILK/DIVULGAÇÃO/CIDADES

As atuais condições meteorológicas têm beneficiado as lavouras de canola e cevada no Rio Grande do Sul, conforme informações recentes divulgadas pela Emater. Os dias têm se apresentado com boa luminosidade e temperaturas adequadas, possibilitando um bom desenvolvimento das plantas. A canola está em floração, período considerado crítico, pois a cultura não tolera geada. No momento, os produtores estão realizando o monitoramento da lavoura, trabalho fundamental para evitar perdas por pragas e doenças.
Já as áreas de cevada implantadas no Norte do Estado se encontram em fase de perfilhamento, com bom stand de lavouras, decorrente das boas condições climáticas dos últimos períodos. Segundo dados do informativo conjuntural elaborado pela Emater, pela atual condição de campo, estima-se que a produtividade seja muito boa, podendo ficar acima das três toneladas por hectare.

Safra de trigo está se normalizando, beneficiada pelas baixas temperaturas

Devido à ocorrência de chuvas mais regulares, à boa radiação solar e à aplicação de adubação nitrogenada em cobertura, realizada com mais frequência pelos produtores, o aspecto geral das lavouras de trigo está se normalizando, porém ainda com atraso na evolução. Atualmente, a cultura encontra-se em pleno perfilhamento, com apenas 2% das lavouras em início de floração. Esta fase está sendo beneficiada pelas baixas temperaturas. No momento, o que está preocupando os triticultores é o preço, que continua em queda e sem liquidez, pois o mercado está sendo abastecido pelas importações e influenciado pela proximidade da colheita do Paraná. Na semana, a saca de 60 kg teve nova queda no preço médio pago ao produtor, que passou para R$ 27,62, menos 1,07% em relação ao preço anterior.