Bando de Brincantes promove turnê do espetáculo Quaquarela no interior do Estado

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Em novembro, projeto passará pelas cidades de Rolante, Santana do Livramento e Bagé CRÉDITO: CHRISTIAN BENVENUTI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Em novembro, projeto passará pelas cidades de Rolante, Santana do Livramento e Bagé CRÉDITO: CHRISTIAN BENVENUTI/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Após a turnê do Bando de Brincantes pela região Norte, o grupo fará uma circulação pela região Sul com o espetáculo Quaquarela no mês de novembro, além de realizar duas atividades conjuntas: um encontro formativo e uma oficina. O projeto passará pelas cidades de Rolante (7 e 8 de novembro), Santana do Livramento (18 e 19 de novembro) e Bagé (25 e 26 de novembro).
Quaquarela, espetáculo que dialoga com o pensamento infantil e com a cultura popular, já foi apresentado mais de 110 vezes em diversas cidades brasileiras, recebendo inúmeras distinções, como os Prêmios Tibicuera de Melhor Dramaturgia, Trilha Sonora e Ator. A montagem tem direção de Viviane Juguero, que também atua na peça. O elenco se completa com Éder Rosa (responsável pelos figurinos, adereços e preparação corporal) e Toneco da Costa, que assina a direção musical e os arranjos. O projeto engloba apresentações com tradução em libras, oportunizando que a comunidade plural reconheça sua força e sua beleza na diversidade presente em cada indivíduo que compõe o conjunto.
O espetáculo Quaquarela foi criado a partir de brincadeiras folclóricas, quadrinhas, parlendas e adivinhas populares. Há situações lúdicas, transformadas constantemente, com música ao vivo, acrobacias e materiais cenográficos. A intenção não é descrever cenas do folclore, mas sim, vivenciar a beleza da cultura popular, a cada encontro, mostrando que ele é vivo e pulsante, no exato momento em que é vivenciado, unindo diversas gerações, alegremente. Em cena, estão o pirata da perna de pau, a bruxa da manteiga, o pintor de Jundiaí, soldados e muito mais. Há uma íntima ligação entre falas e canções, compondo uma dramaturgia performativa baseada na lógica lúdica do pensamento infantil, mobilizando os sentidos e instigando a imaginação.
A partir de brincadeiras cantadas e movimentações acrobáticas, serão apresentadas reflexões sobre jogos, canções e folguedos populares nas criações cênicas destinadas às crianças e em atividades de desenvolvimento infantil. E, no encontro sobre Teatro e Desenvolvimento Infantil, será abordada a importância da arte teatral no desenvolvimento humano como um todo (sensorial, perceptivo, emocional, social e cognitivo). Serão apresentadas reflexões sobre a lógica lúdica do pensamento infantil e sobre a importância da brincadeira e da arte nas elaborações subjetivas da criança.
A iniciativa tem financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), por meio do Sistema Pró-cultura-RS, da secretaria de Estado da Cultura, e apoio do Sesc, da prefeitura de Rolante, do Sindec/RS e da TVE e FM Cultura. A entrada para todas as atividades é franca. Mais informações pelo e-mail bando@bandodebrincantes.com.br.
O Bando de Brincantes é um coletivo de arte que tem a convicção de que o mundo lúdico é fundamental ao ser humano em todas as fases da vida. O gosto da descoberta, o encantamento do teatro, da música, da literatura, da ilustração, o desafio da criação e a adrenalina do jogo são fontes de sabedoria e de prazer. Com mais de uma década de trajetória, o grupo realiza espetáculos, livros, CDs e promove oficinas, cursos e palestras. Dentre os principais trabalhos do Bando de Brincantes, estão os espetáculos Canto de cravo e rosa, Jogos de inventar, Cantar e dançar e Quaquarela. Todos os trabalhos receberam prêmios e reconhecimento de público e crítica.

 

Colheita do trigo tem início em grande parte das lavouras do Estado

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Perspectiva de vários dias chuvosos para a segunda quinzena de outubro preocupa produtores CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Perspectiva de vários dias chuvosos para a segunda quinzena de outubro preocupa produtores CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A colheita do trigo se iniciou e estima-se que 20% das lavouras se encontram aptas para tanto. Outras 60% estão em fase final de formação de grão. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater, os produtores estão ansiosos e preocupados com a falta de homogeneidade das lavouras em seu estádio final, pois muitas espigas se encaminham para a maturação enquanto que outras ainda estão em enchimento de grãos. A perspectiva de vários dias chuvosos para a segunda quinzena de outubro preocupa os produtores que contam com uma lavoura que deve apresentar produtividade variável, entre 40 a 70 sacos por hectare (sc./ha). As empresas compradoras de trigo estão sem preço para o produto e, portanto, sem comercialização para os grãos em depósito, o que deixa os produtores desmotivados quanto aos investimentos realizados na cultura na safra 2016.
Também está em andamento a colheita da canola nas regiões produtoras do Estado, com as primeiras áreas colhidas variando quanto ao aspecto produtivo. Enquanto em algumas áreas a produtividade está alcançando até 45 sc./ha, como nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, em outras, que se ressentiram de uma umidade de solo mais adequada na floração e enchimento de grãos, varia entre 20 e 30 sc./ha.
Das culturas de verão, o milho segue em plantio e alcança 65% do total estimado para este ano. Algumas áreas, sem irrigação, ressentem-se da falta de umidade para alavancar a fase de desenvolvimento vegetativo da cultura. Já nas áreas irrigadas, segue de forma normal o manejo da adubação de cobertura. Com a proximidade do plantio da soja, os produtores tentam finalizar os trabalhos com o milho para se dedicar à oleaginosa com tranquilidade. No Estado, grande parte dos produtores de soja já encaminharam seus financiamentos e a compra de insumos, o que reduziu a procura pelo custeio da lavoura junto aos agentes financeiros e a elaboração de projetos. O plantio das primeiras lavouras de soja de ciclo precoce já se iniciou nos municípios de Porto Lucena e Senador Salgado Filho, mesmo que esteja fora da época recomendada oficialmente.
Cultivo de frutas tem boas expectativas
Na Serra, segue a colheita de variedades superprecoces de pêssego, como a Kampai e o PS precoce, cultivadas nos vales de rios. As frutas estão com boa coloração e sabor e com calibre médio. As plantas se apresentam com bom vigor e muito boa sanidade, apenas com alguns sinais de bacteriose nas folhas nos pomares mais expostos ao vento frio. Os constantes frios que perduram desde o outono, se por um lado retardam o desenvolvimento das plantas, por outro trazem benefícios, principalmente quanto às pragas.
No Alto Uruguai, o Comitê Técnico da Citricultura avaliou a safra de laranjas 2016, fechando a região com produtividade média de 25 a 30 toneladas por hectare (t/ha). Naquela região, os produtores estão satisfeitos com os preços recebidos, que giraram em torno de R$ 0,35 a R$ 0,40/kg para suco. Os pomares com floração excelente e bom estado fitossanitário indicam uma safra 2017 no mínimo igual à de 2016.
Em relação a melancia, a expectativa inicial de plantio nesta safra no município de Cacequi, na região Central, é de 700 hectares, a mesma da safra anterior. Aqueles produtores que produziram mudas já transplantaram as mesmas. Os produtores que semeiam diretamente as sementes na terra estão preparando o solo.
Bovinocultura, piscicultura e apicultura
Na bovinocultura de leite, as pastagens cultivadas de inverno estão em final de período reprodutivo. Apenas os azevém tardios, destacando-se os tetraploides, apresentam boa oferta de pasto. As pastagens perenes de verão apresentam bom volume de rebrote e algumas já são utilizadas para pastejo. Para alimentar os animais, além das pastagens, os produtores utilizam silagem e ração, o que poderá causar problemas com acidez metabólica, que interfere na qualidade do leite.
Em relação à piscicultura e pesca artesanal, na região de Pelotas, chegou ao fim o período de defeso na Lagoa dos Patos e os ventos começam a favorecer a captura da Tainha e Corvina. Na Lagoa Mirim, o alto nível das águas facilita a captura de peixes; no entanto, os ventos fortes das últimas semanas têm dificultado a navegação dos pescadores.
Na apicultura, o clima favorece o crescimento dos enxames, fazendo com que as colmeias se tornem mais ativas. A época é de floradas abundantes de espécies nativas e exóticas e a expectativa é de boa safra, com rendimento de 12 a 15 quilos de mel por colmeia. Nas feiras municipais, inicia-se a comercialização de produto novo, comercializado entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg, na venda direta ao consumidor.

Agricultores aproveitam clima para avançar plantio do milho no Estado

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Precipitações recentes amenizaram os impactos do plantio com solo úmido CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Precipitações recentes amenizaram os impactos do plantio com solo úmido CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ainda que a umidade do solo não fosse a ideal em algumas lavouras do Norte do Rio Grande do Sul, os produtores de milho aproveitaram as condições meteorológicas favoráveis para acelerar a implantação da cultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater no último dia 22 de setembro, as precipitações recentes amenizaram os impactos do plantio com solo úmido. “As áreas já plantadas apresentam bom stand inicial e estão com baixa incidência de pragas. Continua a aplicação de fertilizantes nitrogenados em cobertura e de herbicidas para o controle de ervas”, destaca o diretor técnico e presidente interino da Emater, Lino Moura.
No Noroeste do Estado, a maioria das lavouras cultivadas sob os pivôs centrais na Região Missioneira está estabelecida, e as demais áreas implantadas em condições adequadas de umidade e manejo de solo apresentam bom stand, crescimento dentro do esperado e sem ocorrência de pragas ou doenças. “Nos próximos dias, começará o plantio de lavouras de resteva de pastagem de inverno, que, normalmente, são em semeadura direta, sem muita palha na lavoura”, comenta Moura. Na região Central, boa parte dos municípios aumentou a área de lavoura de milho, como Cachoeira do Sul e Cacequi, e o plantio já atinge cerca de 30% da área estimada para a atual safra.
Produtores dão continuidade ao planejamento da soja
Mesmo com a diminuição na procura por crédito nos últimos dias, o que indica que muitos produtores já encaminharam seus projetos de custeio, os sojicultores gaúchos dão continuidade ao planejamento da cultura. No momento, a situação é de aquisição de insumos, com prioridade para fertilizantes e sementes, segundo a Emater. Há também a retomada de investimentos para aquisição de máquinas e equipamentos, mesmo que de forma ainda lenta. “Em algumas regiões, muitas áreas onde a soja será cultivada estão ocupadas com azevém ou aveia, como cobertura de solo e utilização de pastoreio. Alguns produtores estão retirando os rebanhos das áreas de pastagens para a realização da dessecação prévia, visando à implantação da cultura de soja”, pontua Moura.
Expectativa para primavera é de estação seca com noites frias
A primavera, que se iniciou no último dia 22 de setembro, às 11h21min, deve ser seca e fria no Rio Grande do Sul. A informação é do Centro Estadual de Meteorologia (Cemetrs) da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). O meteorologista da instituição, Flávio Varone, divulgou o prognóstico climático para os meses de setembro, outubro e novembro deste ano no Estado. Conforme ele, há uma tendência de ocorrer uma condição de neutralidade neste período, ou seja, sem a presença dos fenômenos El Niño e La Niña (a superfície das águas do Oceano Pacífico Equatorial fica com a temperatura mais próxima da normal).
“Em outubro e novembro, ocorre um declínio (das precipitações), com chuvas abaixo da média. O que significa que teremos uma primavera relativamente mais seca”, explica. Em relação às temperaturas, segundo Varone, as mínimas serão mais baixas do que o normal. “As noites devem ser mais frias. Até meados de outubro, as noites serão mais secas, e há a possibilidade de ocorrer geadas tardias”, acredita.
Com essa previsão, de acordo com a agrometeorologista da Fepagro, Bernadete Radin, deve haver um favorecimento das culturas de inverno, como o trigo. “Isso porque há um menor risco de ocorrer doenças fúngicas, aumentando a produtividade e uma maior qualidade do grão”, esclarece Bernadete. “No entanto, se acontecerem as geadas tardias, elas serão prejudiciais para a cultura. Mas, no geral, a expectativa para a colheita do trigo é boa”, adverte. A agrometeorologista destaca, ainda, que as frutíferas, principalmente as de clima temperado, também devem ser favorecidas pela previsão climática. “A sua brotação foi beneficiada pelo frio intenso, mas poderá, também, ser prejudicada pelas geadas tardias”, alerta a pesquisadora.
Se continuar o período neutro e mesmo se vier a ocorrer o fenômeno La Niña, o que significa precipitações abaixo da média, a Fepagro recomenda para as culturas de primavera/verão, como soja, feijão e milho, que o produtor tome precauções, como escalonar a época de semeadura, utilizar cultivares de diferentes ciclos e instalar sua lavoura na época recomendada pelo zoneamento agrícola (ferramenta que indica as áreas de menor risco climático).
Além disso, como lembra a agrometeorologista, os agricultores devem melhorar a estrutura do solo por meio de práticas conservacionistas: fazer a rotação de culturas, manter boa palhada sobre o solo e realizar o plantio em nível. “Assim, o solo vai reter mais água e poderá liberá-la para as plantas no período de estiagem”, conclui Bernadete.

 

Certificação garante mercado para produtos orgânicos no Estado

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Integrantes da Opac Rama fortalecem a produção orgânica com produtos certificados CRÉDITO: KÁTIA MARCON/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Produzir, consumir, integrar, confiar. Nessa relação, toda a cadeia produtiva do orgânico é beneficiada: produtor, natureza, consumidor, cultura, arte, vida, futuro. Para fortalecer essa confiança, os próprios agricultores, que têm essa visão da agroecologia e que se dedicam a essa prática de produzir alimentos em harmonia com a natureza, estão se organizando em redes participativas, cujo propósito é a certificação da produção por parte dos próprios agricultores, técnicos e consumidores, que visitam uns aos outros e compartilham ideias e conhecimento, se ajudam. É um trabalho colaborativo.
Na atualidade, o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) proporciona duas formas colaborativas de certificação: Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac) e Organizações de Controle Social (OCSs). Entre Opacs e OCSs, o Rio Grande do Sul tem vários grupos, com destaque para a Opac Rama, que integra 70 famílias de municípios da Região Metropolitana, em especial Porto Alegre e Viamão, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Mapa); e a Opac Litoral Norte, que reúne seis famílias de agricultores associados à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafit), ambas com ação direta da Emater, na prestação de orientações e Assistência Técnica e Social.
No Estado, há ainda A Rede, um núcleo da Rede Ecovida na região de Santa Rosa, “com presença marcante dos escritórios municipais da Emater”, garante Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater, que cita, também, a Ecocitros, no Vale do Caí, cooperativa duplamente certificada: pelo Instituto Brasileiro Biodinâmico (IBD), considerada uma certificação de terceira parte, para exportação de óleos essenciais; e pela Rede Ecovida de Agroecologia, para o mercado interno, que historicamente conta com a Assistência Técnica e Extensão Rural Social pública realizada pela Emater, desde sua criação, em 1998. Atualmente, a Rede Ecovida conta com 23 núcleos regionais, abrangendo cerca de 170 municípios, e congrega em torno de 200 grupos de agricultores, 20 Organizações Não Governamentais (ONGs) e 10 cooperativas de consumidores.
Já as OCSs estão organizadas com a finalidade de garantir a comercialização direta em feiras e para os programas federais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). “Há no Estado um bom número de OCSs reconhecidas”, afirma Uriartt, ao citar as organizações de agricultores ecológicos/orgânicos sediadas em Pelotas, Lajeado, Porto Alegre e Soledade. “Hoje, mais de 50% das OCSs que estão operando passaram pelas mãos dos nossos colegas da Emater”, complementa o assistente técnino, ao citar a OCS Rio Grande Ecológico, de Rio Grande, e a EcoNorte, de São José do Norte, que abrangem os pescadores da Ilha dos Marinheiros e do distrito Povo Novo, que comercializam na Feira do Produtor do Cassino, realizada todos os sábados, no canteiro central da avenida Atlântica, próximo à antiga estação rodoviária do Cassino, e cuja produção é também entregue para a merenda escolar.
Há ainda no Rio Grande do Sul as OCSs de Arroio do Meio e de Sapiranga, que mantêm visitas periódicas de avaliação de conformidade de produção orgânica, garantindo, para os agricultores e principalmente para os consumidores, alimentos com a qualidade definida pelas normativas e pelo mercado, cada vez mais exigente. “Produzir de forma ecológica requer conhecimento, dedicação e uma visão da propriedade como um todo, provocando mudanças inclusive de hábitos cotidianos de não desperdício de água e energia elétrica, até de aproveitamento integral dos alimentos”, observa Uriartt ao destacar que produzir orgânicos é uma questão de perfil e de compromisso com a qualidade de vida de todos.
A produção orgânica é registrada em 22,5% dos municípios brasileiros e vem crescendo. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2013 havia 6.700 unidades de produção orgânica. Hoje, o número chega a 14.449 unidades. Para a organização da produção orgânica brasileira, o Ministério conta com as Comissões de Produção Orgânica (CPOR) nos estados, formadas por 578 entidades públicas e privadas, entre elas a Emater, que coordenam ações de fomento à essa agricultura, sugerindo a adequação das normas de produção e o controle da qualidade, ajudando na fiscalização e propondo políticas públicas para o desenvolvimento do setor.

 

3ª edição do Prêmio Empreendedor Cultural tem inscrições abertas no Estado

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Objetivo é estimular produtores que fazem a diferença em suas comunidades CRÉDITO: MARIANA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Objetivo é estimular produtores que fazem a diferença em suas comunidades CRÉDITO: MARIANA RIBEIRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

O Prêmio Empreendedor Cultural, patrocinado pela AES Sul, busca estimular produtores que fazem a diferença em suas comunidades. Na terceira edição, serão destinados R$ 200 mil para projetos culturais de quaisquer segmentos ou linguagens artísticas. Os projetos deverão ser realizados por produtores em quaisquer dos 118 municípios da área de abrangência da AES Sul. As inscrições serão feitas pelo site www.empreendedorcultural.com.br, até o dia 21 de outubro. Para participar, é preciso ser produtor pessoa jurídica com fins lucrativos, habilitado no Sistema Pró-Cultura/RS e estar sediado na área de abrangência do prêmio. O projeto não precisa estar inscrito na Lei de Incentivo à Cultura (LIC/RS).
A seleção e a premiação acontecem em duas fases. Na primeira, os projetos serão analisados por uma comissão curadora, integrada por pessoas de notório saber e reconhecimento. Serão indicados 20 finalistas, que farão parte de uma imersão de três dias na Residência Sociocriativa, orientados pelo curador geral do projeto André Martinez (http://www.andremartinez.info), em Santa Maria, o que corresponderá a um período de estudo e pesquisa colaborativa para aperfeiçoar os projetos, buscando expandir sua efetividade. Na segunda fase os trabalhos finalistas serão reapresentados e os ganhadores serão selecionados pelo comitê de premiação, composto pelo curador geral, empresa patrocinadora e profissionais da Cida Cultural, realizadora do projeto.
No dia 15 de setembro, às 18h30min, o curador do projeto, André Martinez, participará de um bate papo on-line ao vivo para esclarecer dúvidas dos empreendedores, no link youtu.be/bmc7HmtLGtc. O prêmio também oferecerá capacitação para quem deseja criar projetos inovadores. Uma edição especial do curso Inovação em Projetos 2.0 acontece em Santa Cruz do Sul, entre os dias 29 de setembro e 1 de outubro no Espaço Camarim. Mantendo seu caráter cultural, os projetos precisam lidar de forma inovadora com um ou mais dos temas, que são: #BomPraHackear, #FazGenteBrilhar, #GeraOportunidades, #MultiplicaaEnergia, #LigaOsNós e #CuidaDaVida.
Conheça as hashtags que podem ser aplicadas nos projetos
Um projeto é #BomPraHackear quando consiste em uma ótima ideia e tem algo de especial que inspira e inquieta outros empreendedores. Um jeito de fazer simples, inovador, de baixo custo e alta efetividade. Assim, a sua inovação se renova e beneficia muito mais gente além do seu projeto!
A hashtag #FazGenteBrilhar se aplica quando o projeto oferece às pessoas da região oportunidades de acesso, como expectadores, aprendizes ou protagonistas, a linguagens e repertórios artísticos e culturais; ou quando valoriza a identidade e a memória locais, inclusive assegurando a grupos excluídos e minoritários o direito de se expressarem conforme suas próprias escolhas.
A #GeraOportunidades, por sua vez, diz respeito a ideias que movimentam recursos físicos, financeiros, intelectuais e tecnológicos de um jeito que beneficia a comunidade. Pode ser gerando oportunidades de trabalho para pessoas e empresas da localidade, usando moedas criativas e até mesmo recursos compartilhados. Também pode ser ensinando profissionais e artistas, ou aumentando a disponibilidade de espaços e equipamentos culturais. Quem sabe, ainda, inventando aquela “gambiarra” que permite fazer coisas lindas com pouco dinheiro.
O projeto que #MultiplicaaEnergia é aquele que funciona como um agregador de esforços, um gerador de sinergia, consciente de que a união das partes é bem mais que a simples soma delas. Deve-se pensar nas parcerias que precisam ou podem ser criadas, fazendo com que o empreendimento dialogue com o poder público, com governanças locais, movimentos sociais, com outros empreendedores da região. Cada aliança é uma oportunidade para semear uma cultura de cooperação capaz de promover consensos, pactos e desafios comuns, racionalizando o uso de recursos e multiplicando os benefícios culturais, sociais, econômicos e ambientais.
A ideia #LigaOsNós quando conecta o trabalho com o de outros empreendedores, tecendo ou articulando-se em redes de conhecimento e colaboração. Nas redes de conhecimento, há intercâmbio de informações e experiências. Cada ponto da rede é um nó ligado a outros nós, e, geralmente, essa troca ocorre por meio da internet. As redes de conhecimento também podem ser redes de colaboração, arranjos territoriais ou virtuais onde os nós compartilham recursos, infraestrutura e serviços, entre outros aspectos, e conciliam objetivos particulares com objetivos coletivos.
Por fim, um empreendimento #CuidaDaVida quando compreende que o cuidado com o meio ambiente começa no cuidado com as pessoas e com a forma como elas se relacionam; quando o diálogo é uma prática constante usada para transformar conflitos em sabedoria e em convivência; quando o respeito ao meio ambiente e à diversidade cultural são valores presentes em cada detalhe na forma como o projeto é concebido. É preciso pensar no ecossistema, em diferenças, em praticar, em educar e identificar, dentre as infinitas formas de cuidar da vida, qual é a proposta.