Clima favorece desenvolvimento do milho e do trigo no Estado

Município: Estado

Condições de umidade do solo foram propícias para a semeadura de milho em algumas áreas CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Condições de umidade do solo foram propícias para a semeadura de milho em algumas áreas CRÉDITO: EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A área de cerca de 370 mil hectares cultivados com milho na região de Santa Rosa apresenta boa germinação. As condições de umidade do solo foram propícias para a semeadura de algumas áreas localizadas mais ao Norte e Nordeste do Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater, há indicativo de ampliação da área cultivada com milho nesta safra, porém, a área destinada à silagem deverá permanecer a mesma, podendo haver leve retração pelo abandono da atividade de bovinos de leite em algumas propriedades. Em todas as regiões produtoras, prefeituras e sindicatos seguem distribuindo as sementes de milho do Programa Troca-Troca.
A cultura do trigo, por sua vez, favorecida pelo clima, segue em desenvolvimento normal, bom stand de plantas e ótimo estado fitossanitário. O período frio permitiu um maior perfilhamento, e a menor frequência de chuvas favoreceu uma baixa incidência de doenças. No momento, os triticultores seguem com os tratos culturais, com aplicação preventiva de fungicida nas lavouras semeadas mais no cedo.
Nas Missões e Fronteira-Noroeste, algumas lavouras de trigo estão em fase de elongação; nas mais adiantadas, a fase é de emborrachamento e floração. Em nível estadual, 3% da área cultivada com trigo se encontram nesta fase, contra uma média de 7% para a época.
Bovinocultura e apicultura apresentam boas condições
O rebanho bovino está na fase final de gestação das vacas e início da parição, que deverá se estender para os próximos meses com expectativa de altas taxas de natalidade. Os rebanhos apresentam bom estado sanitário e os produtores mantêm o monitoramento dos animais no combate às verminoses. A condição corporal dos rebanhos é bastante variável. Aqueles submetidos somente ao pastoreio em campos nativos apresentam condições corporais médias para ruins. Há muitos bovinos fracos, debilitados e com baixa resistência. Já os animais alimentados em pastagens cultivadas de azevém e aveia ou em campos nativos melhorados se encontram em melhores condições corporais, obtendo ganhos de peso satisfatório.
Os enxames apresentam boas condições sanitárias. O período é de entressafra e os produtores fazem manejo das colmeias. A elevação da temperatura facilitou o monitoramento e, dessa forma, recentemente, alguns apicultores puderam vistoriar suas colmeias, fazendo o controle da Varroa destructo, colocação dos ponchos e prevenindo o ataque dos predadores.
As condições climáticas foram favoráveis ao trabalho das abelhas. Porém, nesta época, tem-se poucas florações nas regiões produtoras de grãos, predominando nabo, canola e vegetação nativa. A pouca reserva alimentar existente da última safra está exigindo maior atenção por parte dos apicultores quanto ao manejo alimentar dos enxames, visando ao fornecimento de alimentos energéticos e proteicos para fortalecer os enxames para a próxima safra. A maioria dos que têm caixas somente para consumo familiar e venda de excedente não realizam manejo nesta época, deixando para examinar as caixas somente na primavera. Vários apicultores relataram mortandade das abelhas e redução dos enxames, que acarretará diminuição da produção, refletindo nos preços do produto da próxima safra.
Canola cresce e citros atingem auge da colheita
A canola se encontra nas fases de crescimento, floração e formação das síliquas, com bom padrão de lavoura, sendo concluída a aplicação de fungicida para controle de doenças foliares. Os agricultores estão conduzindo as lavouras com bom padrão tecnológico, atraídos pelo bom preço e liquidez da cultura. A canola ingressa na fase crítica, na qual não tolera geada nem chuva excessiva. No Norte e Oeste, grande parte das lavouras está em florescimento.
Na região da Serra, a safra de citros atinge o auge da colheita da Montenegrina, a principal variedade de bergamota cultivada e produzida na região – frutas de ótima coloração, sabor e teor de suco. O calibre se mostra aquém do esperado, em face de grande carga e como reflexo das condições climáticas ocorridas desde o inverno do ano passado. As plantas das diversas espécies e variedades evidenciam uma boa sanidade, isentas de maiores problemas, assim com as frutas, com raros casos de incidência de fitopatias ou ataque de pragas.
Ainda na Serra, segue a prática de transplante das mudas de cebola da variedade Crioula, bastante favorecida pelas condições climáticas e do solo, devendo ser concluída até o fim do mês. As mudas apresentam bom vigor e ótima sanidade. A uniformidade é boa, o que facilita a seleção para o plantio, tornando alto o rendimento das sementeiras. Devido à insolação e pouca precipitação, as áreas recém-transplantadas já recebem a primeira irrigação, condicionando a um pegamento mais efetivo e uniforme. Lavouras de variedades precoces também se desenvolvem de forma satisfatória, sem maiores problemas fitossanitários.

 

Projeto da Fepagro produz alfaces em sistema de aquaponia no Estado

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Experimento avalia a viabilidade desse sistema com peixes nativos do Rio Grande do Sul CRÉDITO: MARCUS FREDERICO PINHEIRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Experimento avalia a viabilidade desse sistema com peixes nativos do Rio Grande do Sul CRÉDITO: MARCUS FREDERICO PINHEIRO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), em seu Centro de Pesquisa em Terra de Areia, colheu seus primeiros pés de alface produzidos em aquaponia, um sistema de produção integrada de vegetais e peixes. Este é um experimento-piloto desenvolvido para avaliar a operacionalidade e a viabilidade de um sistema de aquaponia com peixes nativos do Rio Grande do Sul.
O projeto é coordenado pela pesquisadora Andréa Ferretto da Rocha, com a participação de outros pesquisadores e técnicos da Fepagro das unidades de Terra de Areia, Maquiné, Viamão e Porto Alegre. O experimento com as alfaces foi conduzido pelo estagiário Mário Luiz Biazzetti Filho durante a realização de seu trabalho de conclusão do curso de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).
A aquaponia, que já é realizada comercialmente em diversos países e em alguns estados do Brasil, tem se expandido muito nos últimos anos, produzindo peixes e camarões de forma integrada à produção de alface, rúcula, temperos, agrião, manjericão, tomate, pimentão, pepino, entre outros. No Sul do País, devido às condições climáticas, este tipo de atividade ainda é incipiente. O objetivo do projeto de pesquisa é avaliar o potencial do Estado para investir na aquaponia. “A aquaponia pode ser desenvolvida tanto comercialmente – aproveitando, por exemplo, estruturas já existentes de hidroponia ou aquicultura – como em pequena escala, utilizando pequenos espaços urbanos”, enumera Andréa.
No sistema experimental desenvolvido na Fepagro Aquicultura e Pesca, em Terra de Areia, foram colocadas bandejas flutuantes com mudas das alfaces lisas e crespas dentro de tanques povoados com jundiás. Dentro de cada tanque, foram posicionadas duas pequenas bombas de circulação, que, além de movimentar a água, fazem a oxigenação desta e das raízes das hortaliças.
De acordo com Andréa, não há emprego de produtos químicos na aquaponia, pois a fertilização das hortaliças é feita com a ração dos peixes e o produto da excreção destes animais – gerando um vegetal mais saudável e orgânico, com baixo custo de produção. “Além disso, como os vegetais se utilizam da água de criação dos peixes para crescerem, absorvendo os nutrientes, há uma reciclagem da água. Ela pode ser reaproveitada para a produção dos peixes, gerando menos efluentes, efluentes com menor carga orgânica, reduzindo a necessidade de captação de água”, detalha.
Segundo a pesquisadora, os primeiros resultados colhidos, embora ainda sejam iniciais, podem ser considerados promissores. A pesquisa deve ser estendida a outros vegetais e testada com outras espécies de peixes nativos.

 

Balanço Social 2015 é lançado em evento na Fepagro

Município: Estado

Na ocasião, houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela fundação CRÉDITO: RAFAELA DE FELIPPE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na ocasião, houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela fundação CRÉDITO: RAFAELA DE FELIPPE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) lançou, no dia 30 de maio, o Balanço Social 2015, com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo. O evento ocorreu no auditório da fundação, em Porto Alegre, e contou com servidores, produtores rurais, bolsistas, estagiários, representantes da Emater, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e outras entidades. Houve exposição de amostras de tecnologias desenvolvidas pela Fepagro, como feijão Fepagro Triunfo e feijão Fepagro Garapiá, entre outras.
O primeiro balanço social da Fepagro apresenta à sociedade, em números e informações, a contribuição da pesquisa agropecuária para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. “Demonstra o compromisso e a responsabilidade da instituição com o povo gaúcho e representa uma prestação de contas sobre as ações realizadas”, explicou o diretor-presidente Adoralvo Schio.
O produtor rural do município de Cerro Branco, Tarciso Cereta, planta feijão há mais de 40 anos e é um multiplicador de sementes de feijão Fepagro Triunfo desde 2015. “Como plantador de feijão há décadas, nunca vi nada igual a esse Triunfo. Ele tem um vigor, vem com muita força, tem um desenvolvimento maior do que outros tipos. E a colheita é rápida. Em 90 dias, estava todo colhido”, relata Cereta.
Dono de terras em Guaíba e Lavras do Sul, onde cria gado da raça Braford, o produtor Valdo Vieira também deu seu depoimento. Há 16 anos, ele aplica a pesquisa desenvolvida na Fepagro Saúde Animal/Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) – Epidemiologia e controle do carrapato em bovinos. Ele usa essa informação em seu manejo sanitário, usufruindo da aplicação prática de um resultado de pesquisa direcionada a uma demanda da cadeia produtiva da bovinocultura. Segundo Vieira, o trabalho desenvolvido pela Fepagro é fundamental para reduzir os custos do produtor. “Penso que essa e outras pesquisas devem ser mais divulgadas, para que outros produtores possam ter acesso aos benefícios gerados por elas”, destaca o produtor.
O diretor técnico da Fepagro, Carlos Oliveira, saudou a presença de todos, especialmente dos produtores rurais. “É gratificante saber que eles fazem uso e sentem o resultado da pesquisa agropecuária”, ressaltou Oliveira. Ele disse que a pesquisa é estratégica para o desenvolvimento contínuo do Rio Grande do Sul e que o balanço é uma prestação de contas para a sociedade gaúcha. “É uma avaliação, valorização e busca constante de melhorias do nosso trabalho”, completou.
O diretor administrativo da Fundação, Antonio Cesar Losso, disse que a Fepagro vem demonstrando que tem condições de continuar a fazer muito bem o seu trabalho de pesquisa para o Estado. O secretário Polo parabenizou o balanço pioneiro e destacou que a publicação foi lançada agora, mas que seu conteúdo é o reflexo de décadas de trabalho realizado pela Fepagro. “Uma instituição que presta serviço não só à sociedade gaúcha, mas também a outros estados do Brasil”, comentou o secretário. Conforme Polo, é importante unir forças e somar ações para entregar à sociedade o melhor trabalho. “Isso nos fortalece e nos faz cumprir nossa missão junto à população”, concluiu.
O evento contou ainda com a presença do diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Lino Moura; do presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Florindo Dalberto; do secretário adjunto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Iberê Orsi, entre outros.

 

Safra de citros toma impulso e colheita da soja é finalizada no Estado

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Abertura oficial da colheita no Estado acontece nesta quarta-feira, em Montenegro CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Abertura oficial da colheita no Estado acontece nesta quarta-feira, em Montenegro CRÉDITO: EMATER/DIVULGAÇÃO/JC

Com o encerramento da colheita da Satsuma, bergamota de origem japonesa e sem sementes, inicia a safra da bergamota Caí, do grupo das comuns, já com 5% das frutas colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater, a comercialização de frutas cítricas provenientes do Vale do Caí toma impulso e a caixa de 25 quilos é vendida ao preço médio de R$ 25,00, considerado muito bom pelos citricultores. Com o aumento do volume colhido, a tendência é de redução do preço. A abertura oficial da safra de citros do Rio Grande do Sul acontece nesta quarta-feira, dia 25 de maio, em Montenegro, tradicional município produtor de citros do Estado.
As chuvas ocorridas na primavera e no verão, fase de crescimento das frutas, resultaram na disseminação da pinta preta, doença fúngica que afeta as bergamotas Caí e Montenegrina, mais tardia, que está com as frutas em desenvolvimento. Já a Ponkan recém iniciou a colheita, com 1% das frutas colhidas, com os citricultores recebendo R$ 29,00 por caixa.
Entre as laranjas, começou a colheita do Umbigo Bahia e da Shamouti. A laranja Céu Precoce, em colheita desde a segunda quinzena de abril, é uma fruta cítrica com pouca acidez; a laranja de umbigo Bahia é a laranja para consumo ao natural por excelência; e a Shamouti tem duplo propósito, para suco e para o consumo ao natural. A Shamouti, de origem israelense, apresenta alto percentual de suco e é muito saborosa, além de ser resistente ao cancro cítrico. Por essas características, a área de cultivo no Vale do Caí tem aumentado.
Primeiras áreas de trigo começam a ser plantadas
Produção de milho foi marcada pela alta qualidade CRÉDITO: KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC

Produção de milho foi marcada pela alta qualidade CRÉDITO: KARINE VIANA/PALÁCIO PIRATINI/JC

 

Tem início o plantio das primeiras áreas de trigo na região das Missões e Fronteira Noroeste, fato que irá se intensificar assim que as condições de umidade adequada do solo permitirem. A disponibilidade de semente no comércio é bastante limitada devido aos problemas climáticos enfrentados na safra passada. O número de produtores tem diminuído, permanecendo os mais estruturados com equipamentos e máquinas para plantio de áreas de médio e grande porte.
Na soja, a colheita foi finalizada inclusive nos Campos de Cima da Serra, região que tradicionalmente encerra a colheita no Estado. Nas áreas arrendadas, os produtores fazem a semeadura de pastagens para pecuária de corte no inverno, prática comum em contratos de arrendamento.
A colheita do milho também está praticamente finalizada, com altas produtividades e boa qualidade. As áreas de safrinha, semeadas após a colheita de silagem do cedo, estão sendo colhidas novamente para silagem de planta inteira.
Pastagens de inverno já estão se desenvolvendo
No outono, o campo nativo tem aspecto mais fibroso, pois a queda das temperaturas provoca o crestamento das pastagens. A partir desta época, é importante o fornecimento de sal proteinado para suprir a deficiência de proteína aos animais. Em várias regiões, os produtores concluíram a implantação das pastagens cultivadas de inverno, principalmente de aveia e azevém, e também de trevo e cornichão em alguns locais. Nas áreas implantadas, o retorno de tempo mais seco e com radiação solar deverá proporcionar um melhor desempenho das pastagens.
Os produtores que realizam a integração lavoura-pecuária já estão com aveia e azevém em desenvolvimento. Algumas áreas semeadas mais cedo deverão proporcionar início de pastoreio em breve. No entanto, a maioria das pastagens anuais de inverno está no início de desenvolvimento vegetativo, favorecido pelo tempo frio e prejudicado pela reduzida radiação solar da semana. Em vários municípios, as pastagens de braquiárias ainda apresentam bom aporte de massa verde.
No rebanho bovino, o estado sanitário é bom e, a fase, de diagnóstico de gestação. Até o momento, há bons índices de prenhez, variando de 60% até 85%. Realizam-se práticas de desmame e final de castração, visando à comercialização nas feiras especializadas de terneiros de corte.
Apicultores relatam mortandade de abelhas
Diminuição na produção poderá se refletir nos preços CRÉDITO: VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC

Diminuição na produção poderá se refletir nos preços CRÉDITO: VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC

Na região de Bagé, os produtores começam a entrar no período de entressafra e a expectativa é de que esta safra seja melhor do que a anterior. Há registros de apicultores que estão colhendo mel proveniente das floradas de primavera e verão, e que o produto é de excelente qualidade, límpido, translúcido e sabor marcante pela presença das flores do Pampa. Vários apicultores relatam mortandade das abelhas, redução dos enxames e consequente diminuição na produção, que irá se refletir nos preços do produto.
Na região de Erechim, as condições climáticas (temperaturas amenas, alta umidade, pouca insolação) foram desfavoráveis ao trabalho das abelhas. Nesta época do ano, há pouca oferta de floradas. Os produtores continuam realizando o manejo das colmeias. Estima-se uma produção de seis quilos de mel por colmeia, tendo por base as informações dos apicultores que participaram de seminários sobre o assunto realizados na região. Na venda direta ao consumidor, o mel é comercializado por valores que variam entre R$ 15,00 e R$ 20,00/kg, com pequena disponibilidade do produto.

 

 

Pesquisa planeja antecipar idade ao primeiro serviço em novilhas no Estado

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Rebanho vem sendo selecionado há quatro anos CRÉDITO: ADRIANA TAROUCO /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Rebanho vem sendo selecionado há quatro anos CRÉDITO: ADRIANA TAROUCO /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Um projeto de pesquisa conduzido pela Fepagro Campanha, em Hulha Negra, está selecionando e avaliando novilhas da raça Brangus com o objetivo de antecipar a idade ao primeiro parto para os dois anos de idade. Para possibilitar a realização do projeto, o rebanho de bovinos de corte da Fepagro Campanha vem sendo selecionado há quatro anos para precocidade sexual e de terminação. Para este fim, incrementou-se a utilização de inseminação artificial a tempo fixo (IATF), utilizando-se reprodutores com diferença esperada na progênie (DEP) positiva para gordura intramuscular, peso ao nascer e ao desmame. “Com essa seleção, em associação à adoção de estratégias de manejo sanitário, nutricional e reprodutivo, foi possível antecipar, em um primeiro momento, a idade das fêmeas ao primeiro acasalamento de três a quatro anos para os dois anos”, detalha a pesquisadora Adriana Kroef Tarouco, coordenadora do projeto e do Programa de Pesquisa em Produção Animal da Fepagro.
O manejo adequado destes animais em épocas estratégicas, como utilização de pastagens cultivadas de inverno e/ou arraçoamento no primeiro inverno após o desmame, reduziu o período necessário para que as terneiras atingissem o peso adequado para serem inseminadas com uma idade média de 12 a 13 meses nesta última estação reprodutiva. “A grande vantagem em antecipar a puberdade e, consequentemente, o primeiro parto aos dois anos, está em reduzir o número de animais improdutivos no sistema, produzir uma cria a mais na vida útil das fêmeas, exercer forte pressão de seleção para precocidade e reduzir o intervalo entre gerações”, enumera a pesquisadora.
No entanto, uma das grandes preocupações ao adotar este sistema é o de garantir a repetição de cria na estação de monta subsequente, ou seja, esta fêmea que ainda está em crescimento tem que ter condições de amamentar a sua cria e gestar um novo produto. De acordo com Adriana, os impactos do estresse fisiológico no desenvolvimento das novilhas serão avaliados neste projeto, que pretende acompanhá-las até os dois anos – momento em que acontecer a parição -, assim como o desempenho de suas crias, avaliando-se parâmetros como peso ao nascer e peso ao desmame. “Estas fêmeas vêm sendo monitoradas desde o nascimento e pesadas sistematicamente. Também estamos realizando medições de área pélvica, avaliações do desenvolvimento do trato reprodutivo e da composição corporal, todos por ultrassonografia, sendo a última com o apoio do departamento de Zootecnia da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, conta a pesquisadora.
Outro monitoramento que o projeto de pesquisa vem fazendo é da saúde reprodutiva das fêmeas, através da investigação de doenças reprodutivas como a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), junto com o Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF – Fepagro Saúde Animal). “Como os resultados para a IBR nesta categoria animal vêm sendo negativos na pré-estação de monta e o rebanho não é vacinado, estamos trabalhando para formar um rebanho livre desta doença. As fêmeas são mantidas no mesmo grupo de manejo e inseminadas artificialmente, sem repasse com touros”, conclui Adriana.