VIII Recital de Música desperta talentos em Colinas

Município: Colinas

Noite cultural teve como objetivo desenvolver a cultura musical da cidade CRÉDITO: ANGÉLICA POTT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Noite cultural teve como objetivo desenvolver a cultura musical da cidade CRÉDITO: ANGÉLICA POTT/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na noite do último dia 25 de outubro, foi realizado o VIII Recital dos alunos das oficinas de música. O evento ocorreu na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, que ficou lotada de pessoas que prestigiaram o espetáculo. Na oportunidade, os 60 integrantes do Grupo Instrumental se apresentaram. A noite cultural teve por objetivo desenvolver a cultura musical do município e mostrar que as artes são uma ferramenta de desenvolvimento do cidadão, assim como despertar o interesse pela música e por atividades que ocupem os jovens retirando-os dos ambientes de vulnerabilidade social e, além disso, procurou levar os jovens a identificar as diferentes manifestações étnicas.
“Investir e oferecer uma educação musical é dar à criança a oportunidade de se autodescobrir. É despertar os seus talentos, promover a sua autoestima e desinibição, estimular o raciocínio, a memória e a atenção, além de promover o desenvolvimento do ser humano como um todo”, ressalta a secretária municipal de Educação, Cultura e Desporto, Tânia Fensterseifer.
Durante a atividade, também houve a exposição das imagens participantes e a divulgação dos vencedores do 8º concurso fotográfico Simplesmente, inspire-se em Colinas. Em 1º lugar ficou Vanessa Paliosa, de Encantado, seguido de Giza Fedrizzi, de Caxias do Sul, e de Gisele Schmidt, de Colinas. Atualmente, o município oferece aulas de violão, violino, guitarra, contrabaixo, contrabaixo acústico, cavaquinho, mandolim, banjo, escaleta, teclado, acordeon, violoncelo, bateria, flautas doces (soprano, contralto, tenores e baixo), flauta pífano e transversal, clarinete, saxofone, trombone, trompete, tuba, xilofone e diversas percussões. Todas as crianças, a partir do 3º ano do Ensino Fundamental podem participar das oficinas, sendo que os alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental podem participar das aulas de flautas.

 

Horta escolar incentiva educação ambiental em Colinas

Município: Colinas

Produtos, que são cultivados com a ajuda dos alunos, não têm agrotóxicos e enriquecem a merenda escolar CRÉDITO: VITÓRIA STÜRNER BORTOLETTI /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Produtos, que são cultivados com a ajuda dos alunos, não têm agrotóxicos e enriquecem a merenda escolar CRÉDITO: VITÓRIA STÜRNER BORTOLETTI /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Colocar a mão na terra, manusear sementes e mudas de hortaliças, aprender sobre o processo de germinação e desenvolver valores relacionados às questões ambientais se tornaram rotina para os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ipiranga. Além de conciliar teoria e prática, os produtos cultivados sem agrotóxicos com a ajuda dos alunos enriquecem a merenda escolar.
O Projeto Horta na Escola tem como professora a gestora ambiental Deise Luciana Daniel. As atividades envolvem toda a comunidade escolar e, além dos benefícios alimentares, têm sido uma forma de aprendizado saudável e criativa. A professora destaca que a educação ambiental está sendo bem aceita pelos alunos. “Na horta, eles aprendem o cultivo de alimentos que eles mesmos plantam, colhem e consomem, participando ativamente do processo educativo”. Para ela, aliar os ensinamentos em sala de aula à prática auxilia no desenvolvimento dos estudantes. “Passamos a teoria e, depois, os alunos podem vivenciar na prática. Eles também estão aprendendo a preservar a natureza e a se alimentar melhor”, destacou..
O projeto envolve 90 alunos do 6º ao 9º ano. São duas aulas semanais de 45 a 50 minutos por turma. Além do plantio, os envolvidos aprendem conteúdos como controle de pragas, composteira, minhocário, desperdício de alimentos, uso de agrotóxicos, compostos orgânicos, exposição ao sol, biomassa e épocas do ano para cada plantio. A horta fica nos fundos da escola. Através das atividades, os alunos se tornaram multiplicadores na comunidade. “Eles levam para casa o que aprendem e as famílias interagem. Os pais e a comunidade auxiliam no fornecimento da adubação”, expôs a professora. A estudante do 6º ano, Dienifer Klesener, está há um mês nessa escola e define a iniciativa como inovadora. “É muito legal poder mexer na terra, trabalhar com o meio ambiente”, afirma.
Inscrições para escolha do Jardim Mais Bonito se encerram hoje
O Blumentanzfest está se aproximando e, como de costume, o Centro Cultural Morgenstern, com apoio da administração municipal, através da secretaria de Educação, Cultura e Desporto, realiza a escolha do Jardim Mais Bonito 2016. As inscrições para participar se encerram hoje. O objetivo é valorizar o trabalho dos munícipes no cuidado do seu jardim, desenvolver o turismo local, despertar a consciência ecológica e ambiental nos moradores e manter vivas as tradições dos antepassados.
Qualquer jardim localizado no município poderá participar deste concurso. A inscrição pode ser feita através de contato com a comissão organizadora, mediante preenchimento de ficha constando localização do jardim e nome do proprietário. Cada jardim participante receberá uma placa de identificação. A divulgação dos vencedores será feita no dia 17, durante o Baile das Flores – 25º Blumentanzfest, que ocorre se iniciou ontem.
A avaliação será realizada entre amanhã e o dia 16 de setembro, com base nas seguintes categorias: aproveitamento de espaço; jardim ecológico; jardim mais florido; jardim mais bonito e jardim oconcur, que é o concorrente que tenha um destaque especial, que seja inigualável e indiscutivelmente o melhor. A comissão julgadora será formada por profissionais da área de paisagismo, urbanismo, biologia e arquitetura.

 

Agricultura familiar incrementa cardápio de escolas de Colinas

Município: Colinas

Em 2015, Lourdes colheu os primeiros morangos de sua produção agroecológica CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Em 2015, Lourdes colheu os primeiros morangos de sua produção agroecológica CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), cada município tem a obrigação de abastecer a merenda dos alunos com 30% de produtos que provêm da agricultura familiar. Na cidade, hoje, esse número é ainda maior: 43% do que é consumido por crianças e adolescentes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ipiranga e da Escola Municipal de Educação Infantil Pequeno Mundo são oriundos de propriedades rurais locais. Com auxílio e assistência técnica do escritório municipal da Emater, sete produtores fornecem alimentos para o cardápio dos educandos – Lourdes Reni Scharb (linha Leopoldina); Christina Hoppen Horst (linha Roncadorzinho); Edeli Maria Gattermann (linha Beija-Flor); Nelson Goldmeier (linha 31 de Outubro); Irene Corotto Dannebrock (linha 31 de Outubro); Airton José Petter (linha 31 de Outubro); e Elias Muller (linha Leopoldina).
Conforme a nutricionista Ana Paula Jasper, os alimentos consumidos por meio da agricultura familiar são totalmente livres de agrotóxicos, apenas utilizam adubo químico. “Considerando que o Brasil é um dos países que mais consome agrotóxicos no mundo, poder disponibilizar para as crianças alimentos totalmente saudáveis é algo maravilhoso”, define. Segundo ela, o consumo também auxilia no aprendizado dos alunos. “Os alimentos da época contêm mais vitaminas e minerais, e as crianças aprendem no dia a dia qual é a época de safra e sazonalidade dos alimentos.” Ana Paula garante que “um cardápio equilibrado e com alimentos seguros e saudáveis fornece o aporte necessário de nutrientes para que os alunos cresçam saudáveis, melhorando inclusive o aprendizado durante o período dentro da escola”.
A profissional revela que o cardápio leva em conta uma série de recomendações nutricionais, como quantidade de calorias, vitaminas, sais minerais, proteínas e gorduras para cada faixa etária. “Essas quantidades são calculadas mensalmente e são disponibilizadas em forma de um cardápio com uma variedade de alimentos e preparações para serem servidos nas escolas, levando em conta também a segurança sanitária desses alimentos”, explica.
Para a secretária municipal de Educação e Cultura, Tânia Fensterseifer, o cumprimento da lei torna-se algo prazeroso tanto para os alunos e suas famílias como para os empreendedores do campo. “Os alunos participam de projetos de educação nutricional ao longo do ano sobre alimentação saudável, além de terem uma disciplina de agroecologia. São constantemente incentivados a provarem os alimentos e preparações através do cardápio diário ou de oficinas culinárias. Com certeza levam essas experiências para casa, auxiliando na disseminação desse hábito que até mesmo pode ser um impulsionador para, quem sabe, em um futuro próximo, atrair essas crianças e jovens a fazerem o mesmo trabalho que hoje é realizado por agricultores que veem na oportunidade um incremento da sua renda e um incentivo para permanecer no campo”, salienta.
Empreendedores abastecem a merenda
Cristina prepara cerca de 20 pacotes de biscoito por semana CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINAS /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cristina prepara cerca de 20 pacotes de biscoito por semana CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE COLINAS /DIVULGAÇÃO/CIDADES

Cristina Horst é uma das empreendedoras que abastecem a merenda escolar. Proprietária da fábrica de panificação Sabores da Vovó, a agricultora viu no campo uma oportunidade de crescimento. “Antes, trabalhávamos apenas com o turismo, produzíamos em casa mesmo. Hoje, nosso maior foco é a qualidade do produto. Ele tem que sair 100% e chegar até o lanche em perfeitas condições para uma alimentação saudável”, afirma. Isso só acontece de fato porque Cristina utiliza praticamente toda a matéria-prima de sua propriedade. Leite e nata provêm da ordenha de suas 34 vacas. O próximo passo é criar galinhas poedeiras. Hoje, os ovos são terceirizados. “Quero deixar nosso alimento com a cara de interior. Saudável, livre de qualquer radical. Algo nutritivo e saboroso”, deseja. Para ampliar a produção, em 2014 foi contemplada com auxílio através do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) e recebeu de incentivo recurso para construção de um local apropriado, onde trabalha atualmente ao lado de sua nora. Juntas, fabricam pães, cucas e biscoitos que são levados ainda quentes do forno à lenha direto para a mesa dos educandários.
Na linha Leopoldina, Lourdes Scharb compõe a lista de agricultores familiares. Ela e seu esposo Januário entregam nas escolas frutas e hortaliças. Caqui, bergamota, laranja, alface, tempero, cebola, brócolis, couve-flor e rúcula fazem parte do mix de produtos cultivados em 5 mil metros quadrados de área divididos em 800 pés de verduras e legumes e 300 pés que formam o pomar. Para agregar renda, em junho de 2015, a família iniciou o cultivo de morangos. Somente no ano passado, durante a safra, foram colhidos oito quilos por semana. “Mais uma variedade de fruta no cardápio dos alunos. E eles adoram”, comemora Lourdes.
Saiba mais sobre o Pnae
O Pnae é desenvolvido através da Lei nº 11.947, de junho de 2009, que determina que no mínimo 30% dos recursos destinados à alimentação escolar devem ser gastos na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.
O objetivo é promover uma maior inclusão social e econômica do homem no campo e contribuir para o desenvolvimento local sustentável. Além de incrementar o desenvolvimento local, o programa também incentiva as práticas de alimentação saudável, contribui para a erradicação da fome e estimula a produção local sustentável.
Segundo levantamento feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em alguns países da América Latina e Caribe, a agricultura familiar pode representar mais de 80% das propriedades agrícolas, mais de 60% da produção total de alimentos e mais de 70% dos empregos na zona rural.

 

Produtores têm incentivo para atender à demanda da merenda nas escolas de Colinas

Município: Colinas

Dona Lourdes Scharb apresenta com orgulho sua horta, e pretende ampliar o espaço com o apoio da Emater e do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais CRÉDITO: ELISANGELA FAVARETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com apenas quatro anos, o Grupo da Alimentação Escolar incentiva a melhoria social, econômica e principalmente diversifica o município, que tem bastante foco na produção de leite, aves e suínos. Integrantes do grupo, os produtores Lourdes Scharb, Cesar Cardoso e Nelson Goldmeier, adquiriram recentemente um tratorito, que é uma pequena máquina agrícola. A aquisição ocorreu através do Projeto de Olericultura da Emater, por meio de recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais – Feaper.

De acordo com a técnica agropecuária da Emater, Lídia Margarete Muller Dhein, os produtores vão ter um bônus de 80% do valor do financiamento. “A máquina custou um pouco mais de R$ 3 mil e vão ter que pagar apenas 20% do valor. Alguns produtores ainda adquiriram outros materiais e equipamentos como a sombrite e material para irrigação. O tratorito é usado para preparar o terreno, fazer canteiros e deixar tudo pronto para o plantio. É um estimulo para produzir ainda mais, de uma maneira mais tranquila e confortável. Todos fazem uma produção agroecológica”.

Lourdes Scharb mora em Linha Leopoldina, é feirante e coordenadora do grupo. Ela já tem duas grandes hortas e vai fazer mais uma para conseguir atender a toda a demanda. “Eu planto tudo o que é tipo de hortaliças para entregar na merenda escolar e vender na feira. Com toda certeza, o tratorito é um benefício, pois conseguimos plantar mais alimentos que trazem benefícios para nós, para o município e para a humanidade, já que não usamos nada de produtos químicos”.

Ela ainda ressalta a necessidade de uma boa alimentação. “As pessoas precisam comer algo saudável, principalmente as crianças, que são o nosso futuro. É satisfatório alimentá-las com produtos saudáveis e isso também é bom para a nossa própria alimentação. Tenho 56 anos e meu marido tem 62. Nós não temos problemas de colesterol, diabetes ou pressão alta. Eu acredito que isso vem de uma alimentação saudável”.

Elas ainda destacam a preocupação do município com a alimentação nas escolas. “É fantástico o trabalho que as merendeiras fazem, pois incentivam as crianças a comer e crescer saudáveis. No último encontro do Grupo da Alimentação Escolar, as merendeiras participaram para falar sobre a chegada e o aproveitamento das hortaliças na merenda. Elas comentaram que o produto não chega machucado e tem o dobro do volume do que adquiriam antes”, ressalta Lourdes. Oito produtores fazem parte do grupo. São eles: Cesar Cardoso, Nelson Goldmeier, Irene Danebrock, Christina Horst, Elias Müller, Harri Luckemeier, Edeli Gatermann e Lourdes Scharb.

Famílias rurais diversificam a produção e buscam aumentar a renda no campo em Colinas

Município: Colinas

Apostas na bovinocultura leiteira e na suinocultura ganham incentivo da prefeitura e da Cooperativa Languiru CRÉDITO: ELISANGELA FAVARETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os pequenos produtores rurais do município estão apostando na diversificação para aumentar a renda e aproveitar os recursos existentes nas propriedades. As famílias de Milton e Sandro Fröder, moradores da Linha Westfália, investiram na suinocultura e na bovinocultura leiteira, com investimentos giram em torno de R$ 180 mil. “Os primeiros investimentos foram na suinocultura, e depois no leite. Desde 2005, temos a produção de suínos no sistema de terminação para a Cooperativa Languiru. Eles chegam aqui com 22kg e ficam em torno de 90 dias na propriedade. São alojados de 850 a 900 suínos, e nós aproveitamos os dejetos para as pastagens. Isso faz com que o custo de produção fique baixo”, explica Milton Fröder.

Os dejetos são aproveitados nos 14 hectares de pastagem que são usados para silagem e que alimentam as 45 vacas leiteiras que possuem. Elas produzem em torno de 750 litros de leite por dia, que também é comercializado para a Cooperativa Languiru. Na propriedade ainda existe um galpão para alimentar as vacas e uma sala de ordenha. Essa diversificação da pequena propriedade, que integra várias atividades, é uma alternativa para a sobrevivência e permanência do homem no campo. O casal Ariberto e Lia Haefliger é outro exemplo disso. Eles apostaram na avicultura e na produção de leite. Os Haefliger moram na Linha Ano Bom e criam cerca de sete lotes de frango por ano para a Cooperativa Languiru. “Faz três anos que produzimos frangos e vacas leiteiras. O aviário exige mais cuidado, mas as vacas dão mais serviço. O aviário não precisa de uma área de terra tão grande, o que facilita a produção. Cada lote fica sob nosso cuidado por um período de 30 a 45 dias”, explica Lia Haefliger.

Colinas conta com 317 propriedades agrícolas. Na área leiteira, tem 186 produtores com 2.100 vacas leiteiras com uma produção anual de 6.800.000 litros ao ano, totalizando 4.629 bovinos. Tem 71 produtores de suínos, com a produção de 50.335 suínos por lote, desses, UPL (6 produtores com 1.485 matrizes), Creche (29 produtores com 25.400 suínos) e Terminadores (36 produtores com 23.450). O setor da suinocultura representa 50%, a bovinocultura leiteira 13%, a avicultura de corte 29%, ovos férteis 6% e diversos correspondem a 2% na economia do município.