Bikeco já recolheu quase 17 toneladas de recicláveis em Canoas

Município: Canoas

Iniciativa, que integra o Programa Canoas Sem Carroças, é reconhecida pela população CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Iniciativa, que integra o Programa Canoas Sem Carroças, é reconhecida pela população CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Quase 17 toneladas de materiais recicláveis foram recolhidos nos primeiros 30 dias de funcionamento do Bikeco no Centro de Canoas. O trabalho foi realizado pelos recicladores que utilizam as bicicletas ecológicas (Bikecos) para coletar papelão, plástico, pet, latinhas, entre outros. A iniciativa integra o Programa Canoas Sem Carroças, da prefeitura, que prevê a proibição da circulação de carroças em toda a cidade dentro de dois anos. A proibição se iniciou pelo Centro e o programa envolve diversas secretarias municipais.
Os dados ainda apontam que, no período, foram realizadas três blitze educativas para conscientizar os canoenses sobre o Canoas Sem Carroças, nas quais foram abordados 600 condutores. Atualmente, estão em atividade no Centro 10 bicicletas ecológicas, acopladas a gaiolas, onde são armazenados os resíduos recicláveis. Já a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Canoas (Coopcamate) conta com 14 recicladores cooperados.
O Bikeco foi lançado em junho deste ano como uma alternativa às carroças de tração animal no Centro de Canoas. Além dos números, o programa também tem alcançado grande impacto social. Os recicladores Simeão Cardozo Rodrigues e Antônio Gabriel da Fonseca Garcia foram dois dos contemplados com a oportunidade de trabalhar na cooperativa. “Antes, eu vendia bala na rua e, quando tinha um tempo, fazia reciclagem. Agora, consigo sustentar toda a minha família com o Bikeco”, comenta Rodrigues, que tem quatro filhos.
Já Garcia, pai de dois filhos, um que ainda está a caminho, estava desempregado e comemora a oportunidade de trabalhar com o Bikeco: “Para mim, a reciclagem é uma profissão, é o meu sustento e a minha responsabilidade diária. Sei que moradores e comerciantes já estão esperando logo pela manhã que eu passe para pegar o material. Antes, as pessoas deixavam os resíduos recicláveis nas calçadas, agora já esperam a gente chegar para entregar, isso ajuda muito também na aparência da cidade, deixa Canoas mais bonita”.
A proprietária de um dos comércios na rua Cândido Machado, Débora Pellegrini, diz que é fã do Bikeco e que toda manhã já separa o material para a entrega. “Já tenho um carinho especial pelos meninos do Bikeco. Quando os vejo virando a esquina, já vou buscar o material reciclável. Eles tocam a buzina da bicicleta, levo tudo o que tenho para frente da loja e eles vêm buscar, já temos uma parceria”, relata. Débora ainda afirma que o projeto “é bom para o meio ambiente, para os animais – que não sofrem mais -, para os trabalhadores que garantem seu salário e, também, para incentivar comerciantes e a população a separar o lixo corretamente e a não jogar em qualquer lugar”.
O coordenador do Programa Canoas Sem Carroças, Alex Szekir, também comemora o sucesso que o Bikeco vem tendo. “Acredito que conseguimos atingir nosso objetivo inicial, que era proibir a circulação de carroças de tração animal no Centro em defesa dos animais, bem como realizar o cadastramento social de carroceiros, realizar ações de qualificação desses coletores, fazer a adequação e qualificação da coleta seletiva de resíduos sólidos na região e proporcionar melhorias na mobilidade urbana”, diz. Szekir ainda ressalta que o projeto deve ser ampliado em breve para outros bairros de Canoas, com o objetivo de atender a uma lei que determina que, no prazo de dois anos, todas as carroças de tração animal devem ser proibidas no município.
Os recicladores destacam a importância de a população realizar a separação do lixo. “As pessoas devem separar o lixo orgânico do restante do material que pode ser reciclado, para que possamos pegar para a reciclagem. Já os vidros quebrados devem ser enrolados em um jornal para que ninguém se corte”, explica Rodrigues. Entre os materiais recicláveis, estão diversos tipos de vidro, papel, papelão, metal, plástico, tecido e componentes eletrônicos.

Juventude de bairro de Canoas se mobiliza por um espaço de cidadania

Município: Canoas

Espaço Multicultural Guajuviras será lançado na Semana Municipal da Juventude, em agosto CRÉDITO: DERLI COLOMO JÚNIOR/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Espaço Multicultural Guajuviras será lançado na Semana Municipal da Juventude, em agosto CRÉDITO: DERLI COLOMO JÚNIOR/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Um amplo espaço cercado por muros bem no coração do Guajuviras esconde a efervescência artística, cultural e cidadã do bairro. São mais de 30 jovens mobilizados em fomentar a cidadania do segundo bairro mais populoso de Canoas e o com a maior diversidade cultural da cidade. As lideranças locais estão engajadas em transformar a sede da escola de samba Unidos do Guajuviras em um espaço sociocultural. “O Guajuviras é um bairro pulsante, temos muitos talentos escondidos aqui que precisam de um espaço para desenvolver suas potencialidades e mostrar para Canoas que aqui há cultura, mobilização e diversidade artística”, ressalta a psicóloga e voluntária Letícia Peres.
O Projeto Espaço Multicultural Guajuviras é a solução encontrada pela juventude do bairro para fomentar suas potencialidades e oportunizar um local para oficinas e capacitações, possibilitando uma renda para os moradores do bairro. “Além de cultura e arte, queremos oferecer diversas oficinas que possam gerar renda para a comunidade. A ideia é agregar os moradores do Guajuviras, os empreendedores sociais e o poder público em um espaço de desenvolvimento da cidadania”, completa Letícia.
Morador do bairro há 30 anos, o rapper Adriano Peixoto, conhecido como D Play, faz questão de desconstruir a percepção que muitas pessoas têm do bairro: “O Guajuviras é conhecido como um bairro violento, mas há muitos artistas aqui da música, da literatura, da dança e das artes plásticas, bem como empreendedores, estudantes e universitários, que, muitas vezes, precisam de um local para compartilhar ideias e experiências. Por isso, o Espaço Multicultural é praticamente uma incubadora de projetos, onde esses talentos poderão se encontrar para desenvolver seu potencial. Então, queremos também centralizar e potencializar outros projetos que já acontecem no bairro, trazendo a comunidade para dentro do local”. D Play ainda afirma que estão buscando parceiros da sociedade civil para apoiar a iniciativa.
Um dos incentivadores do projeto, o secretário especial da Juventude da prefeitura, Rubielson Medeiros, destaca que “o Guajuviras tem uma característica especial, pois os jovens daqui são protagonistas de suas histórias. São vários artistas, estudantes e empreendedores jovens que buscam uma mobilização social em prol de toda a comunidade. O espaço será uma referência cultural e de cidadania para Canoas, um modelo a ser seguido. Os jovens organizados e mobilizados do bairro promovem soluções inovadoras para os desafios da juventude”.
O Espaço Multicultural Guajuviras será lançado durante a programação da Semana da Juventude, no dia 11 de agosto, com diversas atividades, como mutirão de grafite, capoeira, apresentação de dança, taekwondo, contação de história, teatro, mostra de filme e palestras sobre saúde, e contará com a mobilização da força jovem e dos escoteiros para uma caminhada da rótula do Guajuviras até o espaço. A programação se iniciará às 9h e se estenderá até as 17h, na quadra da escola de samba Unidos do Guajuviras, na avenida 17 de Abril.
Com o tema Juventude, um fazer de cidadania, a 12ª Semana da Juventude de Canoas acontecerá entre os dias 6 e 11 de agosto com o objetivo de valorizar o jovem canoense, promovendo conhecimento, reflexão, diversão, lazer, esporte, cultura, informação e troca de experiências em uma ampla programação. Ainda, a Semana Municipal da Juventude também tem como propósito promover eventos como palestras, teatroe  música para estabelecer o debate e a reflexão sobre as temáticas que abordam os diversos aspectos do relacionamento entre os jovens. O evento é uma iniciativa da diretoria da Juventude da prefeitura.

Blitz informa sobre a proibição de carroças no Centro de Canoas

Município: Canoas

Como alternativa, recicladores receberam bicicletas ecológicas, batizadas de Bikeco CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Como alternativa, recicladores receberam bicicletas ecológicas, batizadas de Bikeco CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com o objetivo de informar os canoenses sobre o Programa Canoas Sem Carroças e mobilizar a população como agentes multiplicadores de boas práticas, a prefeitura realizou, no dia 28 de junho, uma blitz educativa na avenida Victor Barreto. Na ocasião, os condutores receberam material informativo sobre a proibição da circulação de carroças no Centro da cidade, no trecho delimitado entre a rua Regente Feijó a Norte, avenida Getúlio Vargas a Leste, avenida Inconfidência ao Sul e avenida Victor Barreto a Oeste. Além disso, receberam informações sobre o Bikeco, nome dado às bicicletas ecológicas oferecidas como uma alternativa aos recicladores do Centro.
O coordenador do Programa Canoas Sem Carroças, Alex Szekir, explica que, neste primeiro momento, as ações serão educativas, comunicando a população e os carroceiros sobre as novas regras. “A blitz visa utilizar a população como agentes multiplicadores do projeto, para que essa iniciativa se espalhe para toda a sociedade. Ainda realizaremos mais ações nesse sentido em outros pontos da cidade”, completa. Os condutores abordados na blitz aprovaram a iniciativa: “Acho a determinação da prefeitura espetacular, porque, além de melhorar o trânsito, os cavalos vão parar de ser maltratados”, afirma o técnico em agropecuária aposentado, Ivan da Maia.
A ação contou com a participação das secretarias do Meio Ambiente, de Desenvolvimento Social, de Serviços Urbanos, de Transportes e Mobilidade, e de Desenvolvimento Econômico; e da Fundação Municipal de Saúde de Canoas. Segundo o secretário de Transportes, Ademir Zanetti, a ação é uma extensão das atividades educacionais desenvolvidas pela Unidade de Educação no Trânsito, que tem o intuito de fornecer informação e conhecimento à população. Zanetti ainda lembra que o Centro já recebeu as placas de sinalização que demarcam o perímetro em que a circulação de carroças está proibida.
O Programa Canoas Sem Carroças se constitui em uma política pública abrangente que prevê uma série de ações que vão além da simples proibição da circulação dos Veículos de Tração Animal (VTA). Entre elas está o cadastramento social de carroceiros, ações de qualificação e de inserção no mercado de trabalho dos condutores de veículos de tração animal, adequação e qualificação da coleta seletiva de resíduos sólidos na região onde está sendo implantado o programa, melhorias na mobilidade urbana e defesa animal.

Integrantes do Gerações participam de oficina na Feira do Livro de Canoas

Município: Canoas

Ministrada pela patrona Luisa Geisler, atividade desenvolveu a escrita criativa CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ministrada pela patrona Luisa Geisler, atividade desenvolveu a escrita criativa CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A última segunda-feira, dia 25, foi movimentada na Feira do Livro de Canoas. A data foi marcada pela participação dos integrantes do Programa Gerações, projeto inédito da prefeitura que tem o objetivo de reinventar as formas de envelhecer, oportunizando capacitações para idosos e estágio em órgãos da prefeitura. Na ocasião, eles estiveram na Praça da Bandeira para uma aula diferente. Os idosos foram convidados para uma oficina de criação literária ministrada pela patrona da 34ª edição da feira, Luisa Geisler. O
workshop, intitulado Escrever eu mesmo, teve o objetivo de inserir os participantes no universo da escrita, mesmo que o ato de escrever não faça parte da rotina deles. A atividade foi transmitida ao vivo na página da prefeitura no Facebook.
“Estamos oportunizando a eles um espaço de criação, sem formalidades e sem padrões. O importante é fazer com que todos saibam utilizar a produção textual como uma ferramenta de crescimento pessoal, soltando as amarras da escrita”, destaca Luisa. Para José Ribeiro, de 66 anos, este é mais um momento de crescimento oferecido pelo Gerações. “Graças a este programa, estamos vivenciando coisas que jamais imaginei. Essa é a primeira vez que participo de uma oficina dessas em toda a minha vida, o Gerações está nos inserindo no convívio da sociedade”, ressalta Ribeiro.
Literatura infantil também esteve em destaque
Ainda dentro da programação da feira, o auditório Thedy Corrêa recebeu dois escritores da literatura infantil. Um deles foi Fê, ilustrador e escritor de livros infantis. No encontro com estudantes canoenses, ele falou sobre as suas obras Brinconto e Cabe. Já o escritor Manuel Filho iniciou a conversa perguntando aos alunos se eles já haviam enviado alguma carta. No início, a resposta foi negativa, mas, aos poucos, foram aparecendo alguns que já haviam trabalhado com cartas em atividades na escola.
Em tempos de tecnologia, no livro Meus segredos não cabem em um diário, o autor traz a temática das cartas. Quando a avó de Laís, personagem principal do livro, ficou afônica, sem poder conversar por telefone, ela se viu obrigada a escrever cartas para que elas pudessem se comunicar, visto que a avó não lidava bem com as redes sociais, e-mail e mensagens de celular. Nas trocas de cartas, Laís descobre como seus avós se conheceram e outras belas histórias do passado. A história de Laís chamou a atenção dos presentes da conversa, que saíram do encontro com o desejo de enviar cartas a conhecidos distantes.

Villa Mimosa recebeu exposição de artes Não abafa o caso em Canoas

Município: Canoas

Mostra itinerante visa refletir sobre a violência sofrida pelas mulheres CRÉDITO: DERLI COLOMO JÚNIOR/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Mostra itinerante visa refletir sobre a violência sofrida pelas mulheres CRÉDITO: DERLI COLOMO JÚNIOR/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Fotos de rostos femininos pintados com tinta colorida: essa é proposta da exposição Não abafa o caso para refletir sobre a violência contra a mulher, recebida pela Casa das Artes Villa Mimosa de 25 a 29 de abril. O objetivo dos painéis é mostrar a superação e o empoderamento das vítimas, sem esquecer, no entanto, que as marcas da violência permanecem durante toda a vida da mulher.
A exposição faz parte da campanha do governo do Estado do Rio Grande do Sul Não abafa o caso, que consiste na luta pela defesa dos direitos da mulher e de seu direito básico de ser respeitada como ser humano em sua integridade física, moral e psicológica. Além dos painéis, a mostra ainda disponibiliza uma cartilha que explica os diferentes tipos de violência que uma mulher pode sofrer, bem como telefones úteis para denúncias ou acolhimento às vítimas.
A abertura oficial da exposição contou com a participação da diretora do departamento de Políticas para as Mulheres do Governo do Estado, Salma Farias Valencio; da secretária de Desenvolvimento Social de Canoas, Luísa Camargo; da diretora de Políticas para as Mulheres, Ana Moraes; da controladora-geral do Município, Mari Mantelli; e da vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Fabiane Lara.
De acordo com Salma, a exposição é itinerante e deve passar por diversos municípios do Rio Grande do Sul. Ela ainda explica que a proposta dessa manifestação artística é diferenciada. “A nossa ideia não é a de mostrar os hematomas e a dor da mulher. Em vez disso, mostramos a sua superação e a sua força, externadas pelo olhar das mulheres fotografadas. A proposta estética, com a tinta colorida, é de expôr as marcas que ficam escondidas e não são aparentes, mas que todas nós carregamos por algum motivo. Assim, é possível fazer uma provocação na sociedade para que a gente não abafe os casos de violência contra a mulher”, esclarece Salma.
Na visão da diretora de Políticas para as Mulheres de Canoas, Ana Moraes, a exposição tem o objetivo de fomentar o pensamento crítico das pessoas em relação à violência contra mulheres. “Fico extremamente honrada em poder abrir as portas do nosso município para receber esta importante campanha que retrata as marcas deixadas pela violência nas mulheres. É indispensável que tenhamos diferentes ferramentas, como a arte, para lutar contra a violência e fazer a população refletir sobre as consequências de atos abusivos na vida de uma mulher”, ressalta Ana.