Projeto Olivais do Pampa faz a primeira colheita de azeitonas em Bagé

Município: Bagé

Iniciativa busca implantar a cultura das oliveiras e diversificar a matriz produtiva na cidade e também na região CRÉDITO: FERNANDO DIAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Iniciativa busca implantar a cultura das oliveiras e diversificar a matriz produtiva na cidade e também na região
CRÉDITO: FERNANDO DIAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A terça-feira passada, dia 1, foi marcada com a primeira colheita de azeitonas do Projeto Olivais do Pampa, que integra o Programa de Cooperação entre Brasil e Itália, intitulado Brasil Próximo. A atividade aconteceu na propriedade de Cláudio Romio, no interior de Aceguá, e contou com representações da Emater, prefeitura de Bagé e de Aceguá.

O Projeto Olivais do Pampa tem como principal objetivo implantar a cultura das oliveiras na região e diversificar a matriz produtiva. De acordo com o coordenador e engenheiro agrônomo do projeto, Émerson Menezes, esta é a primeira colheita das 22 unidades implantadas em 11 municípios da região, em 2012. “Nestes três anos de plantio, saímos satisfeitos com nossa primeira colheita. Nossa meta foi estimada em 600 quilos de azeitonas colhidas, entre as 240 mudas que há na propriedade”, explicou.
Na primeira fase do projeto, entre outras ações, foram implantadas 11 unidades demonstrativas, cada uma com um hectare, além da realização de intercâmbios e treinamentos. A unidade de Cláudio Romio apresenta um hectare de oliveiras com 240 mudas plantadas. Menezes ainda comenta que a expectativa para a próxima colheita, que acontece no ano que vem, seja de mais fartura, devido às mudanças climáticas, prejudicando a produção. “O olival enfrentou o excesso de chuva e a falta de frio, afetando a cultura”, apontou.
Para o prefeito Eduardo Colombo, este foi um dia muito esperado. Segundo ele, a partir desta colheita, será produzido o primeiro azeite extravirgem do projeto. “A expectativa é que as próximas colheitas sejam ainda maiores. Uma grande ação que foi introduzida em Bagé, onde as possibilidades são de grande sucesso, dinamizando ainda mais a economia da região, oferecendo um produto que o Brasil importa 98% do cultivo, com qualidade e que encontra a facilidade e oportunidade de geração de emprego e renda”, salientou.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Sandra Moraes, a ação é muito importante para o município e região. “Isto significa desenvolvimento e a diversificação da matriz produtiva da região. O produtor tem que acreditar, pois hoje estamos mostrando que a ideia foi possível e gratificante”, ponderou.
Os municípios que integram o programa são Aceguá, Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Lavras do Sul, Pinheiro Machado, Quaraí e Santana do Livramento. Em Bagé, existem duas unidades do projeto, totalizando 60 hectares plantados.
O produtor rural Claudio Romio explanou a alegria de fazer parte de um grande projeto. “Estamos felizes de sermos os primeiros contemplados com a colheita de um alimento saudável e de qualidade. Fico satisfeito de ter investido no programa e agradecido pelo auxílio que a prefeitura sempre nos proporcionou”, falou.

 

Alunos têm merenda escolar com cardápios especiais em Bagé

Município: Bagé

São servidas, no mínimo, duas refeições diárias por aluno, como café da manhã ou da tarde e almoço CRÉDITO: CRISTINE ROCHOL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

São servidas, no mínimo, duas refeições diárias por aluno, como café da manhã ou da tarde e almoço
CRÉDITO: CRISTINE ROCHOL/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A prefeitura desenvolve, nas escolas da rede municipal, um acompanhamento modelo através do departamento de nutrição escolar, no que se refere à merenda oferecida aos alunos. O departamento conta com a participação de três nutricionistas que elaboram os cardápios, realizam educação alimentar para a comunidade escolar (merendeiras, alunos, professores e pais) e supervisionam a compra e distribuição de gêneros alimentícios.

A nutricionista da rede municipal, Milena Tavares Thomas Dutra, salienta que os cardápios da alimentação escolar atendem à normatização e aos objetivos estabelecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contemplam ainda os preceitos básicos da nutrição, incluindo composição nutritiva satisfatória, equilíbrio entre os nutrientes e variedade de alimentos e preparações, com o intuito de evitar a monotonia alimentar. “Os cardápios são cuidadosamente pensados e elaborados pelas nutricionistas que, durante o planejamento, levam em consideração alguns fatores como a utilização de alimentos seguros, que respeitem a cultura, as tradições, a vocação agrícola e os hábitos alimentares saudáveis, dando preferência aos produtos básicos e priorizando os semielaborados e in natura. São também elaborados cardápios especiais para patologias como diabetes mellitus, fenilcetonúria e realizada a compra e distribuição para as escolas de educação infantil de alimentos especiais, como leites, para alergias alimentares (proteína) e intolerância alimentar (lactose)”, explicou Milena.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional. São atendidos pelo programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas por meio da transferência de recursos financeiros para os municípios.
São atendidas, no município, 61 escolas. Destas, 23 são escolas de educação infantil; 34, escolas de Ensino Fundamental; e quatro, escolas rurais, totalizando aproximadamente 13.523 alunos. São servidas, no mínimo, duas refeições diárias por aluno, como café da manhã ou da tarde e almoço. O repasse do governo federal é, em média, de 14% do valor da refeição, o restante é complementado pelo município. A ação conta com três nutricionistas, Lisiane Lilian Faria Padilha, Vera Maria de Souza Bortolini e Milena Tavares Thomas Dutra.

 

Prefeitura segue apreensão de animais soltos nas ruas

Município: Bagé

A prefeitura, através da secretaria de Transporte e Circulação, segue o roteiro de apreensões de animais soltos nas vias públicas da cidade. A ação visa manter e qualificar a segurança no trânsito. Segundo o secretário de Transporte e Circulação, Paulo Thomas, até junho de 2012 foram apreendidos 110 animais, sendo que a média é de 200 animais por ano. “As apreensões têm como principal objetivo, evitar o risco de acidentes e transtornos nas vias em Bagé”, ressaltou.

Os animais serão recolhidos e levados até o Parque do Gaúcho, onde ficarão sendo cuidados e tratados diariamente, até o recolhimento dos donos, ficando aos cuidados de Claudio Omar Soares. De acordo com o capitão da Brigada Militar, Maurício Batista, a frequência de recolhimentos dos animais é de, pelo menos, uma vez por semana. Para ele, o mais importante da questão das apreensões é haver um lugar destinado para os animais. “Para a Brigada Militar, a melhor maneira de realizar este trabalho seria levá-los até um local seguro. Os animais soltos nas vias causam riscos à população, principalmente aos condutores”, destacou.

Vila cenográfica de Santa Fé ganha uma figueira natural

Município: Bagé

Nos próximos dias, uma árvore será realocada para a vila cenográfica de Santa Fé, localizada no Parque do Gaúcho. A pedido de Célio Belles de Moraes, morador da rua Orvandil Luz, foi requisitada a supressão de uma figueira de folha miúda – ficus organensis – que estava situada na calçada na frente da sua casa. Por ser uma árvore de grande porte, a figueira está inadequada ao espaço e está causando danos, tanto à calçada como aos elementos do entorno, como fossa, canos e conflitando com a própria estrutura da casa.

A árvore será plantada ao lado da figueira artificial que deverá ser removida para não ficar deteriorada com a ação do tempo. De acordo com o biólogo Zeno Freitag, o inverno é o período adequado para transplante, quando sua atividade fisiológica fica muito reduzida. Segundo ele, a árvore encontra-se sem folhas, o que é um fenômeno natural e é causado pelas geadas fortes do início de junho. “Ao ser transferida para Santa Fé, a figueira terá um espaço amplo e adequado para desenvolver toda sua potencialidade e sua beleza paisagística”, explicou.

O biólogo, ainda ressaltou que algumas árvores da cidade também precisarão ser suprimidas. “Registramos que todas são a pedido dos proprietários”, concluiu. As árvores ficam localizadas na Almirante Gonçalves, na avenida General Osorio e na rua Coronel Azambuja.