Investimentos na produção leiteira foram debatidos durante a Tarde de Campo em Alpestre

Município: Alpestre

Melhoramento de bovinos e variedades de pastagens foram alguns dos assuntos do encontro CRÉDITO: MARCELA BUZATTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Para incentivar o desenvolvimento da atividade leiteira no município, a Emater/RS-Ascar e a Cooper A1, contando com o apoio da secretaria municipal da Agricultura, realizaram na última semana a Tarde de Campo sobre pastagens, irrigação e criação de bovinos de leite. Cerca de 70 agricultores participaram do evento, que aconteceu na propriedade do agricultor Autelir Styburski, na localidade de Vila Alegre. Alpestre possui mais de 1,6 mil famílias vivendo no meio rural. A atividade leiteira está presente em todas as pequenas propriedades, seja como geração de renda ou para subsistência. Cerca de 400 produtores entregam o leite de forma comercial e três laticínios fazem o recolhimento da produção, que atinge, em média, 450 mil litros de leite ao mês. Em um ano, a produção ultrapassa os quatro milhões de litros de leite, número expressivo que reflete na economia das famílias rurais.

O objetivo da Tarde de Campo foi estimular a atividade, proporcionando aos produtores visualizarem os resultados dos investimentos feitos na propriedade da família Styburski, para melhoramento da atividade leiteira. Cinco estações foram montadas para demonstrar as diferentes possibilidades de melhoramento na produção. Duas empresas do setor, a Timac Agro e a Ferticel, explanaram sobre fertilizantes e manejo do solo. A Cooper A1 tratou sobre o melhoramento de bovinos de leite, destacando a nutrição do animal. A empresa Aquasolo apresentou aos participantes os benefícios da instalação de sistemas de irrigação para pastagens. A estação comandada pela Emater/RS-Ascar abordou as variedades de pastagens. Em uma área da propriedade da família, foram plantadas seis espécies de forrageiras, disponibilizadas pela Embrapa. Durante a passagem pela estação, o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Alencar dos Santos, explicou cada variedade e os agricultores puderam analisar o comportamento das diferentes espécies.

Com um pouco mais de 36 hectares, a propriedade da família Styburski conta com a atividade leiteira, plantação de fumo e cultivo de milho (grão e silagem). A família foi a primeira em Alpestre a implantar o sistema de irrigação automático, há pouco mais de um ano, através do Programa Mais Água Mais Renda, da secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa). Segundo o agricultor, o investimento foi um risco que valeu a pena. “Eu tive que arriscar. No início fiquei apreensivo, mas acreditei na ideia e hoje estamos muito contentes com o resultado”. Antes, a produção de leite mensal chegava a quatro mil litros de leite, com 20 vacas, produzindo, em média, 6,6 litros por dia. Hoje, são 30 animais em lactação, produzindo diariamente uma média de 17,8 litros de leite.

Segundo o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Clair Olavo Bertussi, para desenvolver a atividade leiteira, duas questões são essenciais: conhecimento e planejamento. A família Styburski sempre buscou informações e estava aberta a novas ideias. “Em 2005, o agricultor participou do curso de leite oferecido em Erechim, no Centro de Treinamento da Emater/RS-Ascar, e sempre procurou investir na atividade para melhorar o trabalho e a qualidade do seu produto”, explicou Bertussi. O planejamento é outro ponto essencial na atividade leiteira. Contando com o acompanhamento da Emater/RS-Ascar e da Cooper A1, a família conseguiu aplicar de forma correta os recursos conquistados e, hoje, colhe os frutos desse investimento. A família construirá uma nova sala de ordenha, mais moderna e automatizada, para melhorar a qualidade e facilitar o trabalho na propriedade, o qual é realizado apenas pelo casal. O investimento em novas tecnologias é a solução para aumentar a produção e, ao mesmo tempo, diminuir a penosidade do trabalho no campo. A intenção de Autelir é aumentar o número de animais, passando de 30 para 50.