Integrantes do Gerações participam de oficina na Feira do Livro de Canoas

Município: Canoas

Ministrada pela patrona Luisa Geisler, atividade desenvolveu a escrita criativa CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Ministrada pela patrona Luisa Geisler, atividade desenvolveu a escrita criativa CRÉDITO: VINICIUS THORMANN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A última segunda-feira, dia 25, foi movimentada na Feira do Livro de Canoas. A data foi marcada pela participação dos integrantes do Programa Gerações, projeto inédito da prefeitura que tem o objetivo de reinventar as formas de envelhecer, oportunizando capacitações para idosos e estágio em órgãos da prefeitura. Na ocasião, eles estiveram na Praça da Bandeira para uma aula diferente. Os idosos foram convidados para uma oficina de criação literária ministrada pela patrona da 34ª edição da feira, Luisa Geisler. O
workshop, intitulado Escrever eu mesmo, teve o objetivo de inserir os participantes no universo da escrita, mesmo que o ato de escrever não faça parte da rotina deles. A atividade foi transmitida ao vivo na página da prefeitura no Facebook.
“Estamos oportunizando a eles um espaço de criação, sem formalidades e sem padrões. O importante é fazer com que todos saibam utilizar a produção textual como uma ferramenta de crescimento pessoal, soltando as amarras da escrita”, destaca Luisa. Para José Ribeiro, de 66 anos, este é mais um momento de crescimento oferecido pelo Gerações. “Graças a este programa, estamos vivenciando coisas que jamais imaginei. Essa é a primeira vez que participo de uma oficina dessas em toda a minha vida, o Gerações está nos inserindo no convívio da sociedade”, ressalta Ribeiro.
Literatura infantil também esteve em destaque
Ainda dentro da programação da feira, o auditório Thedy Corrêa recebeu dois escritores da literatura infantil. Um deles foi Fê, ilustrador e escritor de livros infantis. No encontro com estudantes canoenses, ele falou sobre as suas obras Brinconto e Cabe. Já o escritor Manuel Filho iniciou a conversa perguntando aos alunos se eles já haviam enviado alguma carta. No início, a resposta foi negativa, mas, aos poucos, foram aparecendo alguns que já haviam trabalhado com cartas em atividades na escola.
Em tempos de tecnologia, no livro Meus segredos não cabem em um diário, o autor traz a temática das cartas. Quando a avó de Laís, personagem principal do livro, ficou afônica, sem poder conversar por telefone, ela se viu obrigada a escrever cartas para que elas pudessem se comunicar, visto que a avó não lidava bem com as redes sociais, e-mail e mensagens de celular. Nas trocas de cartas, Laís descobre como seus avós se conheceram e outras belas histórias do passado. A história de Laís chamou a atenção dos presentes da conversa, que saíram do encontro com o desejo de enviar cartas a conhecidos distantes.