Palestra em Alto Feliz aborda doenças transmitidas por mosquitos

Município: Alto Feliz

Alunos participaram das atividades nos dias 4 e 5 de abril CRÉDITO: PRISCILA TONIETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Alunos participaram das atividades nos dias 4 e 5 de abril CRÉDITO: PRISCILA TONIETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os alunos da escola municipal Padre João Batista Ruland receberam, recentemente, a visita do enfermeiro da secretaria da Saúde, Eduardo da Costa Dutra, e das agentes comunitárias de saúde do município para conversar sobre doenças como dengue, zika vírus e febre chikungunya. A ideia é transformar esse público em aliado no combate dos possíveis criadouros e disseminadores de informações sobre o assunto. As atividades aconteceram nos dias 4 e 5 de abril.
No primeiro dia, o público-alvo foram os anos finais e, para eles, o conteúdo foi mais elaborado. Eles assistiram a um vídeo explicativo sobre como o zika vírus surgiu e se alastrou pelo mundo. Após, todos acompanharam fotografias feitas pelas agentes de saúde, no próprio município, mostrando locais problemáticos em relação ao acúmulo de água parada – alguns dos quais já corrigidos e outros que precisam de uma ação urgente de seus proprietários.
Além de conscientizar de forma coletiva, as agentes de saúde realizam visitas domiciliares, orientando os moradores quanto às atitudes que precisam ser tomadas. O trabalho, muitas vezes, ainda encontra resistência. “A gente sempre acha que não vai chegar aqui, que é só um mosquito, e, por isso, não dá importância”, ponderou Dutra.
O principal problema ainda encontrado é em relação ao lixo jogado às margens de ruas e estradas. “Se olharmos nas nossas casas, com certeza vamos encontrar algo que precisa ser feito ou mudado”, comentou a agente de saúde Bernadete Angeli. E, se a casa requer atenção, os cuidados com os espaços públicos não podem ficar por menos: “Aquelas latinhas de refrigerante que ficam jogadas pelo chão, em vez de serem colocadas em lixeiras fechadas, são criatórios em potencial. Alguns dias jogadas e já estão cheias de larvas”, conta a agente de saúde Marili Baumgarten Marques, com base na coletas de larvas que tem realizado.
Aos alunos dos anos iniciais, a abordagem foi diferente. Os pequenos fizeram questão de falar tudo o que sabiam sobre o assunto. Eles foram convidados a se tornar ajudantes na campanha de conscientização, repassando essas informações às famílias e monitorando seus pátios e locais por onde passam. Além disso, receberam a tarefa de pintar um desenho de vaso de flores e colar areia nele, para não deixar água parada. Os trabalhos serão expostos em locais públicos para ajudar na divulgação.