Cuidados com os cemitérios de Alto Feliz são importantes para evitar a dengue

Município: Alto Feliz

Vasos não perfurados e com argila podem se transformar em criadouros de larvas CRÉDITO: PRISCILA TONIETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Vasos não perfurados e com argila podem se transformar em criadouros de larvas CRÉDITO: PRISCILA TONIETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Moradores da localidade de São Pedro, a família Mattana está mobilizada para o combate ao mosquito Aedes Aegypti. As três residências, assim como o pátio e áreas comuns compartilhadas pelos pais, Lírio José, 67 anos, e Neusa Maria, 66, e os filhos gêmeos Leonel e Leandro, 39, e respectivas famílias, já foram visitadas pela agente comunitária de Saúde Sirlei Kirch e receberam o adesivo de Ambiente livre da dengue. O mesmo cuidado com as residências são tomados junto à comunidade, mas, para isso, é preciso a colaboração dos moradores.
“No salão da comunidade, limpamos e viramos duas caixas de água”, conta Leonel que, desde o ano passado, é membro da diretoria da capela São Pedro Claver. Outra investida foi no cemitério da mesma comunidade: “Já viramos os vasos que estavam acumulando água, sem estar furados, e recolhemos entulhos que poderiam se transformar em criatórios”, acrescenta.
Sirlei também participou de uma ação de limpeza no cemitério. “É um local que acumula muita água parada. As pessoas levam flores e enchem os vasos de água para durar mais. Muitos desses vasilhames não possuem furos, ou são de materiais que não podem ser perfurados”, comenta. Segundo eles, o problema é reincidência: como já foi feita a limpeza duas vezes, e o problema continua sendo detectado, é essencial contar com o apoio dos moradores. “Não custa cada um manter o túmulo da família. Furar os recipientes e cuidar com os lixos que produz”, destaca Leonel.
A agente de saúde faz ainda um alerta sobre os recipientes com argila. Esse material é muito utilizado para manter a umidade por mais tempo nos vegetais. No entanto, “com o passar do tempo, a argila amolece e fecha os furos por onde a água iria escoar. Assim, transforma o pote em uma armadilha para o combate ao Aedes aegypti”, explica. Todos os cemitérios do município já foram vistoriados e os possíveis criatórios de larvas eliminados, pelo menos uma vez, pelas agentes comunitárias de saúde.

Autoridades se reúnem para pedidos de recapeamento

Chefes do Executivo e demais autoridades estiveram no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) para oficializar os pedidos de recapeamento da VRS 826, entre Alto Feliz e Feliz, e saber do andamento do processo de asfaltamento da mesma rodovia, no trecho que liga o município à Farroupilha.
O ofício foi entregue ao superintendente Daer de Bento Gonçalves, Ernesto Luiz Vasconcellos Eichler. Durante o encontro, o prefeito municipal, Maurício Kunrath, ressaltou a necessidade do recapeamento, uma vez que o trecho é utilizado diariamente por boa parte da população. “Nos últimos dias nós fizemos a roçada da rodovia, com as nossas máquinas. Sabemos que isso é um risco, porém, precisamos ajudar a população”, explicou Kunrath.
Desde o ano passado a administração tem buscado medidas paliativas para a VRS. Em uma parceria com o Daer, disponibilizou veículo e operários para uma operação tapa-buracos em duas ocasiões.

Bota Fora acontecerá no próximo dia 31

O Bota Fora é uma oportunidade para a comunidade se desfazer de entulhos que não são recolhidos pela coleta seletiva, como móveis e eletrodomésticos estragados. O recolhimento será no dia 31 de março.
No interior, essa ação ocorre de três a quatro vezes por ano, sempre em datas agendadas, como esta. Além de uma oportunidade para se desfazer de materiais desnecessário, a coleta é uma questão de saúde, uma vez que todos devem estar atentos aos locais que armazenam água parada e podem se tornar criadouro do mosquito Aedes Aegypti. É importante lembrar que, no Centro da cidade, o Bota Fora ocorre mensalmente, na quarta terça-feira de cada mês.