Acadêmicos da Universidade de Caxias do Sul avaliam situação de animais idosos

Município: Caxias do Sul

Alunos acreditam que os indicadores poderão auxiliar no desenvolvimento de tratamentos e programas de saúde adequados CRÉDITO: CLAUDIA VELHO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Alunos acreditam que os indicadores poderão auxiliar no desenvolvimento de tratamentos e programas de saúde adequados CRÉDITO: CLAUDIA VELHO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Com o passar do tempo, a idade avançada implica em cuidados ampliados. Assim como em humanos, os animais também precisam de atenção redobrada durante a fase idosa. A preocupação com a Geriatria Animal levou a professora Marcele Sousa Vilanova a levantar o tema entre seus alunos na disciplina de Introdução à Medicina Veterinária da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
O desejo por aprofundar o assunto e até mesmo a intenção de atuar futuramente na especialidade fizeram com que os acadêmicos Alessandra Gugel e Felipe Esteves utilizassem o período de férias da graduação para colocar em prática um levantamento a respeito da saúde e da qualidade de vida do animal de estimação com idade avançada. Por meio da coleta de dados sobre a vida e hábitos desses animais, os estudantes acreditam que os indicadores poderão auxiliar no desenvolvimento de tratamentos e programas de saúde adequados para esses animais.
“Há uma grande preocupação, por parte dos tutores, com a vida infantil de seus animais, período no qual as visitas ao médico veterinário são mais frequentes em função das vacinas e prescrição de vermífugos. Com o avançar da idade, essa frequência diminui e, em muitos casos, o retorno ao médico veterinário ocorre pelo aparecimento de quadros patológicos”, contextualiza a professora Marcele, lembrando que o acompanhamento deveria acontecer durante todas as etapas da vida do pet.
Em princípio, os acadêmicos que propuseram o levantamento se empenham em ampliar a distribuição da pesquisa, especialmente entre usuários de redes sociais. Atualmente, cerca de 300 tutores já responderam o questionário sobre animais idosos. A amostra conta com informações de participantes de todo o País. Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo apresentam as maiores participações, mas, ao todo, pessoas de 12 estados brasileiros já responderam o levantamento, conforme o acadêmico Felipe Esteves. “Após alcançarmos um número de respostas que dê conta de criar uma amostra satisfatória de animais idosos, a tabulação e análise dos dados vai tentar traçar um perfil desses animais”, relata o estudante.
Com a aplicação do questionário, será possível criar um panorama mais claro sobre a realidade dos animais domésticos idosos. Conforme a professora Marcele, com os dados compilados, novos desdobramentos do projeto podem ocorrer, entre eles, uma fase de campo, buscando dados sobre as principais causas que levam os animais da terceira idade consultarem com os médicos veterinários. A ideia é promover uma rede de discussões, embasadas em dados estatísticos, sobre a saúde e bem-estar dos animais idosos. Esteves reforça, ainda, a ideia de criar um publicação que reúna trabalhos sobre geriatria animal.
Sala de aula instiga a criação de projetos
A falta de um conteúdo abundante na área da geriatria veterinária despertou o interesse e a curiosidade dos dois estudantes da Medicina Veterinária da universidade. A partir do ensino, projetos como o levantamento proposto pelo acadêmicos tomaram vida. Se a temática surgiu no âmbito das aulas, o interesse por atuar com pets e geriatria se tornou um desafio. “Todos os animais vão envelhecer, alguns vão desenvolver determinadas doenças, outros não, mas o acompanhamento regular de um veterinário na fase geriátrica do animal, independentemente do seu estado de saúde, garante o bem-estar e a qualidade de vida do pet e do proprietário”, reforça Esteves.
No caso de Alessandra Gugel, o fato de ter convivência com animais idosos e ter acompanhando o surgimento de problemas relacionados à idade deles influenciou na reflexão e no interesse pelo assunto. “Acompanhei desde cedo o crescimento e envelhecimento de alguns animais que viviam na minha casa. Atualmente, esses animais encontram-se com 11, 12 e 13 anos, um outro acabou falecendo com 15 anos de idade”, relata. Alguns desses animais com os quais a estudante tem convivência também apresentam dificuldades relacionadas à idade como, por exemplo, problemas articulares e mudanças comportamentais.

 

Cursos de especialização na área da saúde recebem inscrições em Lajeado

Município: Lajeado

Início das aulas está previsto para o primeiro semestre deste ano CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Início das aulas está previsto para o primeiro semestre deste ano CRÉDITO: ELISE BOZZETTO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Nesta área, os cursos de pós-graduação lato sensu contribuem para a formação de profissionais especializados em técnicas, processos e produtos que promovam melhor qualidade de vida e saúde. Na Univates, para este ano, são disponibilizados 11 cursos de especialização na área.
As novidades na área da saúde ficam por conta dos cursos de Biomedicina Estética, que busca formar profissionais com competência para gerir e gerenciar empresas ou setores especializados no mercado da estética, assim como desenvolver competências para a manipulação de cosméticos com tecnologias avançadas e para a aplicação de procedimentos invasivos não cirúrgicos; e Gestão e Cuidado em Saúde, composto por disciplinas que contemplam temas emergentes no campo da saúde coletiva e que permitem a atuação em equipe multiprofissional.
Na área de tecnologia assistiva, há duas novas opções: Tecnologia Assistiva – Ênfase em Design e Tecnologia Assistiva – Ênfase em Movimento Humano. As duas especializações têm disciplinas compartilhadas que buscam oportunizar ao aluno a criação de soluções de problemas, com o intuito de elaborar medidas que promovam a igualdade de oportunidades às pessoas com deficiência, favoreçam a inclusão e a participação, a melhora da acessibilidade, a facilitação da autonomia e a dignidade das pessoas com deficiência. De acordo com a coordenadora dos cursos, professora Sílvia Dapper, a especialização voltada ao movimento humano foca na reabilitação, enquanto o curso na área do design objetiva o desenvolvimento de produtos, como órteses.
As demais opções são Ações em Estimulação Precoce – 5ª edição; Atenção Multidisciplinar em Oncologia – 3ª edição; Dietoterapia nos Ciclos da Vida – 3ª edição; Estética e Saúde – 3ª edição; Farmácia e Estética – 2ª edição; Fisioterapia Dermatofuncional – 2ª edição; e Tecnologia de Alimentos – 6ª edição. O início dos cursos está programado para o primeiro semestre de 2017. Além da área da saúde, a Univates oferece cursos de especialização em Gestão e Negócios, Economia Criativa, Direito, Educação e Humanidades, Engenharia e Arquitetura. Mais informações podem ser obtidas no site www.univates.br/pos, pelo telefone (0xx51) 3714-7037 ou pelo e-mail posgraduacao@univates.br.

 

Mutirão Odontológico atende 195 pacientes em Canoas na sua segunda etapa

Município: Canoas

Iniciativa ocorreu no último sábado, dia 18, e contou com uma equipe de 30 profissionais CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Iniciativa ocorreu no último sábado, dia 18, e contou com uma equipe de 30 profissionais CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Depois de realizar 147 atendimentos no dia 2 de fevereiro, o Mutirão de Odontologia teve sua segunda etapa cumprida no último sábado, dia 18. A iniciativa, que acontece no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), atendeu 195 pessoas e contou com uma equipe de 30 profissionais, formada por cirurgiões dentistas, especialistas em Edondontia e Periodontia, cirurgiões bucomaxilofaciais, técnicos e auxiliares em Saúde Bucal.
Para essa fase, 600 pacientes da demanda reprimida – que chegava a 2,3 mil consultas na área odontológica no início de janeiro – foram contatados para receber atendimento. Dos 260 que agendaram a consulta, 65 não compareceram, o que representa um índice de ausência de 25%. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, o não comparecimento implica na retirada automática da lista dos mutirões, que já têm as próximas edições marcadas para os dias 11 e 25 de março.
“Nós temos pacientes esperando há dois anos por atendimento, então essa é uma oportunidade de acesso ao tratamento bucal, por isso é importante que ele compareça. Adiar mais ainda dessa consulta pode agravar a situação, levando até a perda de dentes que poderiam ser recuperados, dependendo do caso”, alerta a coordenadora odontológica Alessandra Valdez.
A espera por atendimento, que pode chegar a mais de um ano em algumas especialidades odontológicas, deverá ser reduzida depois de a agenda ser colocada em dia. “Fiz hoje um tratamento de canal e já reagendei para continuar o procedimento no próximo mutirão”, conta a auxiliar administrativa Alessandra Furtado, que aguardava atendimento desde junho de 2016.
Já a aposentada Rosi Ballejo, que até pouco tempo tinha plano de saúde, foi beneficiada com o mutirão assim que decidiu utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS). “Acabei esperando apenas 15 dias pela consulta com o dentista em função do mutirão. Estou muito surpresa e satisfeita, pois imaginei que enfrentaria longas filas agora que os planos ficaram caros para mim”, relata. O cidadão que precisar de atendimento odontológico e que não tiver consulta marcada nos mutirões poderá procurar uma das 28 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

 

Cozinha Comunitária já está em funcionamento em Santo Ângelo

Município: Santo Ângelo

Local tem capacidade de produção de cerca de cem almoços por dia CRÉDITO: FERNANDO GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Local tem capacidade de produção de cerca de cem almoços por dia CRÉDITO: FERNANDO GOMES/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Em cerimônia realizada na última segunda-feira, dia 20, a secretaria municipal da Assistência Social, do Trabalho e Cidadania reabriu ao seu público a Cozinha Comunitária do bairro Sepé. O local foi reaberto e tem capacidade de produção de em torno de cem almoços diários para pessoas em situação de vulnerabilidade social devidamente cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico), do programa Bolsa Família.
Na abertura, o prefeito em exercício Bruno Hesse destacou que, em 50 dias de governo, já se tornou possível cumprir parte do programa e entregar à população do bairro Sepé e adjacências a Cozinha Comunitária. A secretária da Assistência Social Jacqueline Possebom revelou que o local, além de servir alimentação de qualidade e sem custo para pessoas em situação de vulnerabilidade social, também é utilizado para as oficinas do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) voltadas ao reaproveitamento de alimentos e que tem como público alvo mulheres que participam dos grupos de atendimento da secretaria. Segundo ela, a cozinha atende preferencialmente crianças, idosos e gestantes desnutridas. “Essa retomada garante melhoria na qualidade de vida da população em situação de risco nutricional”, concluiu Jacqueline.
A cozinha atende de segunda a sexta-feira, das 11h15min às 12h15min e conta com quatro servidores orientados por uma nutricionista. A coordenadora do Cras do bairro Sepé e da Cozinha Comunitária Cleusa Lombarde Borchartt afirmou que, para ser beneficiada com almoço no local, a interessada deve, além do cadastramento junto à secretaria municipal da Assistência Social, do Trabalho e Cidadania, receber o acompanhamento de uma assistente social.
Prestigiaram a reabertura da Cozinha Comunitária, além do prefeito em exercício e da secretária da Assistência Social, o presidente da câmara de vereadores, Adolar Queiroz; os vereadores Filippe Terra Grass, Lucas Lima e Ademir Queiroz; o secretário municipal de Habitação, Everaldo Oliveira; e o chefe de Gabinete do Executivo, Airton Peruzzi.
A senhora Maria Teresinha Barroso Inácio, de 63 anos, moradora do Bairro Sepé e integrante dos grupos de artesanatos do Cras, foi convidada para o almoço que marcou a reabertura da Cozinha Comunitária e considera excelente a iniciativa da administração municipal. “É uma grande conquista, mas deve ser usada por quem realmente necessita. Espero que as pessoas tenham consciência disso e façam bom uso do espaço, que está excelente”, assinalou.

 

Comitiva da ONU estuda case de sustentabilidade em Triunfo

Município: Triunfo

Projeto pretende difundir conhecimento sobre Química Verde entre países em desenvolvimento CRÉDITO: PAULO RICARDO COSTA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Projeto pretende difundir conhecimento sobre Química Verde entre países em desenvolvimento CRÉDITO: PAULO RICARDO COSTA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Uma comitiva da Unido, um órgão das Nações Unidas voltado ao desenvolvimento industrial, visitou a Braskem para dar início a um projeto global, financiado pelo Banco Mundial, para estreitar os laços entre ciência e indústria pela aplicação da química verde em países em desenvolvimento. A química verde contempla projetos de produtos e processos químicos que reduzem ou eliminem o uso e a geração de substâncias perigosas. O grupo visitou o Centro de Tecnologia e Inovação, a planta piloto e a planta de eteno verde e assistiu apresentações sobre as características desse tipo de produção, aplicações na indústria e sobre o potencial do Brasil como gerador de matéria-prima para a produção de plástico a partir de fontes renováveis.
O projeto tem caráter internacional e, no Brasil, está sendo capitaneado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A Braskem foi escolhida como piloto para a elaboração do case, que será documentado pelo Centro de Química Verde da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O grupo, que teve representantes da África do Sul, da Áustria, da Alemanha, dos Estados Unidos, da Colômbia, do Egito, do Peru, da Sérvia e do Sri Lanka, ficou impressionado com o grau do desenvolvimento tecnológico na empresa brasileira.
Claudia Madrid, líder comercial de Químicos Renováveis para Ásia e América Latina da Braskem, apresentou as particularidades do plástico verde e destacou que a troca de conhecimentos em escala internacional tem sido constantemente incorporada nos processos da Braskem. “Cada país tem prioridades e preocupações diferentes, e tanto a experiência quanto a exigência dos mercados desenvolvidos nos incentivam a reforçar e aprimorar cada vez mais os processos de sustentabilidade. Temos orgulho do trabalho que desenvolvemos até agora e de estar servindo como case internacional”, afirma Claudia.
Para a coordenadora de Projetos Globais da Unido Petra Schwager, é importante conectar representantes de países em diferentes estágios de desenvolvimento. “Há países que ainda têm muito a desenvolver e isso é uma oportunidade, porque eles podem fazer tudo certo desde o começo. Queremos evitar erros que cometemos na Europa, em que o processo industrial teve que ser ajustado” avalia a coordenadora.
De acordo com Rafael Navarro, responsável pela Gestão de Inovação e do Conhecimento da Braskem, a presença da comitiva reforça o crescimento do interesse na adoção do plástico e da química verde. As informações fornecidas pelos integrantes da Braskem no encontro serão importantes na próxima etapa do projeto que prevê a elaboração de diretrizes para a difusão de princípios da Química Verde.