UBS Desvio Rizzo promove encontro educativo para gestantes de Caxias do Sul

Município: Caxias do Sul

 Na ação, mães e gestantes receberam orientações sobre amamentação, cuidados com as mamas, desenvolvimento orofacial e dentição CRÉDITO: ANDRESSA GALLO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na ação, mães e gestantes receberam orientações sobre amamentação, cuidados com as mamas, desenvolvimento orofacial e dentição CRÉDITO: ANDRESSA GALLO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Na última segunda-feira, dia 14 de agosto, a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) Desvio Rizzo reuniu gestantes e mães de bebês menores de dois anos para um encontro alusivo ao Agosto Dourado. O tema abordado na ocasião foi o aleitamento materno. Na ação, mães e gestantes receberam orientações sobre amamentação, cuidados com as mamas, desenvolvimento orofacial e dentição. Na iniciativa, mães e bebês também participaram de uma sessão de fotos, receberam brindes e ainda confraternizaram em um café preparado por funcionários da UBS.
Com o tema Tod@s juntos pela amamentação, a ação deste ano tem por objetivo incentivar todas as entidades para que desenvolvam iniciativas para alcançar o objetivo 17 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável proposto pela Organização das Nações Unidas do Brasil. Esse objetivo trata do fortalecimento dos meios de execução e da revitalização da aliança mundial para o desenvolvimento sustentável. A campanha resgata a necessidade de implementar políticas públicas de saúde que garantam às mulheres o direto de amamentarem seus filhos. Além disso, trata sobre as alianças com grandes corporações de alimentos que não são positivas às ações de saúde pública quando referem-se ao aleitamento materno. Para alcançar as metas estabelecidas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a participação de sociedade civil, movimentos sociais, instituições, Organizações Não Governamentais (ONGs), ativistas, universidades e especialistas que lutam pelos direitos sociais, reprodutivos e humanos é fundamental.
Em 2000, líderes mundiais e a Organização das Nações Unidas (ONU) definiram oito metas com o objetivo de reduzir a pobreza extrema, com prazo até 31 de dezembro de 2015. Após o término do acordo, foram estabelecidos Os objetivos do desenvolvimento sustentável. São 17 novos objetivos com temáticas diversificadas, como segurança alimentar e agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades e crescimento econômico inclusivo, para serem alcançados entre o período de 2016-2030. O aleitamento materno gera impactos positivos para que as nações alcancem as metas estabelecidas. O leite materno é o alimento mais acessível, sem custo, seguro – por não necessitar de fabricação, envase, preparo e transporte – completo e oportuno – já que está disponível no tempo e na quantidade certos.
Aleitamento garante saúde à mãe e ao bebê
O leite materno é rico em nutrientes importantes para o desenvolvimento da criança. Por isso, é fundamental que, até os seis meses de idade, a criança receba apenas o aleitamento da mãe, que, além de fortalecer vínculo entre mãe e bebê, auxilia na saúde do recém-nascido. A imunização é um dos principais benefícios à saúde do bebê durante o aleitamento. O leite materno reforça o sistema imune em desenvolvimento, oferecendo a continuidade de proteção imunológica materna que se inicia ainda no útero. O bebê que mama exclusivamente no peito tem menos chances de desenvolver diarreia, alergia e doenças infecciosas. A criança também tem benefícios na mastigação e uma fala mais adequada.
Quando o bebê suga o seio da mãe, ele estimula as estruturas faciais de tal forma que promove o crescimento adequado dos dentes, da mandíbula e da língua. A mamadeira não garante a qualidade adequada do desenvolvimento orofacial, pois é por meio do aleitamento materno que o bebê realiza movimentos mais fortes e elaborados. A posição da boca estimula pontos articulatórios necessários para o desenvolvimento dos sons da fala, bem como da musculatura orofacial responsáveis por funções vitais, como a respiração, mastigação e deglutição. O aleitamento materno desempenha um papel importante na prevenção de déficits de fala, respiração, mastigação e deglutição que posteriormente irão interferir no desempenho escolar e social dessas crianças.
De acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 35% das crianças são alimentadas exclusivamente com leite materno até os quatro meses de vida. Já conforme estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 2012, apenas 32% das crianças em todo o mundo foram amamentadas exclusivamente até os seis meses de vida. O aleitamento materno é uma das formas de auxiliar na diminuição da mortalidade infantil em todo o mundo e, em conjunto com vacinação em dia e cuidados na área de saneamento, tem impacto positivo no desenvolvimento das crianças. Além disso, a amamentação também garante benefícios às mães, como a diminuição de riscos de desenvolver anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e de ovário, depressão e hemorragia pós-parto.

 

Parque Princesa do Vale agora conta com bicicletas à disposição em Estrela

Município: Estrela

Local contará, inicialmente, com sete bicicletas, doadas por apoiadores do projeto CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ESTRELA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Local contará, inicialmente, com sete bicicletas, doadas por apoiadores do projeto CRÉDITO: PREFEITURA MUNICIPAL DE ESTRELA/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Lazer e saúde ganharam mais força com o parque Princesa do Vale no dia 10 de agosto. Na ocasião, foi inaugurado o bicicletário do local, cujas unidades já estão à disposição dos frequentadores. O evento contou com a presença do secretário municipal de Esporte e Lazer (Smel), Julio Saldanha Pereira; do vereador João Braun, idealizador do projeto; e de representantes de apoiadores e patrocinadores que tornaram viável o programa. As bicicletas podem ser retiradas gratuitamente por pessoas cadastradas para serem utilizadas na área de lazer e esportes.
Rudi Werle Hoff, de 59 anos, chegou para pedalar no parque, com sua própria bicicleta, no momento que era inaugurado o Bike no Parque. “Não sabia. Ótima ideia. Sei de muitos que não vêm aqui pedalar porque não gostam de vir até o parque pedalando, por causa do trânsito pelo caminho. Agora, vão se encorajar a pedalar, se ainda se lembrarem de como se faz isso”, brinca. Rodrigo Kich foi o primeiro a usufruir da nova alternativa com a família. “Já pedalei muito com a minha filha Sofia. Agora, espero fazer isso ainda mais com o pequeno Theodoro, de apenas 11 meses. E ele, pelo jeito, adorou a ideia”, destacou Kich.
De acordo com o secretário da Smel, o Bike no Parque é uma ampliação das já muitas possibilidades e potencialidades do local, que combinam com o interesse esportivo e de lazer de Estrela. Conforme o titular, os equipamentos serão cedidos sem custo às pessoas que quiserem utilizá-los durante o horário de funcionamento do parque, das 5h30min às 23h30min. Inicialmente, serão sete bicicletas ofertadas, mas número será ampliado à medida da demanda. “Queremos fazer disso mais uma opção de lazer ou esporte para a família. Nem toda casa dispõe de uma ou mais bicicletas”, ressalta Pereira.
As sete bicicletas (quatro adultas; três infantis e cadeirinhas de passeio para crianças) foram doadas por três empresas apoiadoras, que são identificadas pelo logotipo, cor e mídia visual: Univale; Ideal Cred e Casa do Ciclista, com a chancela do Riders de Estrela. Para utilizá-las, é necessário inicialmente um pré-cadastro. “Vamos começar exigindo um pré-reconhecimento, através da inscrição de uma ficha cadastral no local, deixando documento com os vigias do parque, ou mesmo pelo envio da cópia da carteira de identidade para nosso e-mail”, explica Saldanha. “Depois promoveremos ações no próprio parque, para incentivar o cadastro direto e a participação em mais esta possibilidade, e aos poucos vamos vendo outras formas ou necessidades”, reitera. Quem já quiser se cadastrar pode enviar as informações pelo e-mail smel.esportes@estrela.rs.gov.br.
Inicialmente, as bicicletas são cedidas por 60 minutos para cada usuário, e dependendo da demanda momentânea o período poderá ser estendido. Futuramente, com o aumento do número de bicicletas envolvidas, o programa deverá ser ampliado, possibilitando a utilização das bicicletas para deslocamento além do parque, no município como um todo.
Reunião no loteamento Nova Morada I e II visa à futura associação
A equipe da secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho e Habitação (Sedesth) promoveu, recentemente, uma ação no loteamento Nova Morada I e II. O objetivo do encontro foi a discussão em torno do tema que tratou da criação e oficialização de uma associação de moradores que represente a nova comunidade. Na ocasião, foi realizada a entrega de parte das roupas e calçados doadas pela Rede Atacadão, unidade de Estrela.
O secretário José Itamar Alves, juntamente com a coordenadora da habitação, Daiana Avila, objetivaram a atividade através de consulta com a advogada Patrícia Busnello, que, presente no evento, passou informações, deu indicações e sanou dúvidas aos representantes locais. “Ações como estas visam esclarecer à população tudo ao que se refere aos direitos e deveres de sua comunidade”, destaca Daiana Avila. De acordo com o secretário Alves, é uma necessidade: “Isso ajudará a fortalecer o loteamento, a impor regras, de identificar e atender às necessidades, enfim, tudo o que venha a colaborar para que o Nova Morada siga como reconhecido exemplo nacional deste conceito de moradia popular”.
Ao fim, os moradores foram surpreendidos com a doação de parte das roupas e calçados arrecadados em ação de solidariedade organizada pelo Atacadão de Estrela. Ao todo, a campanha arrecadou mais de 1,5 mil peças e mais de 150 pares. Outras ações distribuem as demais peças.

 

Universidade de Passo Fundo testa emulsificantes na produção de cremes vegetais

Município: Passo Fundo

Pesquisa foi desenvolvida na universidade e teve seu registro de patente feito junto ao Inpi CRÉDITO: GELSOLI CASAGRANDE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Pesquisa foi desenvolvida na universidade e teve seu registro de patente feito junto ao Inpi CRÉDITO: GELSOLI CASAGRANDE/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Comer bem é um desafio na atualidade. Por conta da correria do dia a dia, do aumento das demandas de trabalho e da falta de tempo, as pessoas buscam cada vez mais uma alimentação completa: saudável, nutritiva e funcional. Pensando nisso, as empresas e as indústrias alimentícias estão desenvolvendo produtos que vão ao encontro dessa procura. Nesse processo, alguns desafios são superados por meio da ciência. E foi exatamente isso que aconteceu com a empresa Pazze Alimentos e duas alunas do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade de Passo Fundo (UPF). Com um problema em mãos, elas encontraram uma nova técnica para a produção de um creme vegetal. A inovação já teve sua patente registrada junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).
A ideia surgiu a partir de um problema enfrentado pela Pazze Alimentos. Fundada em 2002, a empresa trabalha com uma linha de óleos vegetais prensados a frio e cereais integrais. O desafio era conseguir homogeneizar o óleo extraído com nozes, cereais e grãos para obter um creme vegetal e natural, com uso de emulsificantes naturais. Foi nesse momento que entraram em ação as então acadêmicas Luana Garbin Cardoso e Janine Fernanda Ceolan, hoje egressas do curso de Engenharia de Alimentos da UPF, que, naquele momento, eram alunas da disciplina de Projeto de Conclusão de Curso, orientadas pela professora dra. Luciane Maria Colla. Hoje, Luana continua suas atividades como pesquisadora, agora fazendo seu mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos (Ppgcta).
De acordo com Luana, o primeiro contato foi feito com a engenheira de alimentos formada na UPF Joice Barea Mello, que prestava assessoria para a empresa. Como a extração dos óleos é feita por prensagem a frio, a fim de manter as características antioxidantes, após o processo, restam as farinhas das matérias-primas, como amendoim, castanha do Brasil, gergelim, linhaça, macadâmia, banana verdade, quinoa, coco e noz pecan, com um residual de óleo. O objetivo era desenvolver um creme a partir desses materiais, mas o desafio era misturar os ingredientes.
A novidade na técnica desenvolvida é que os emulsificantes usados são naturais e não sintetizados a partir de derivados de ácidos graxos ou álcoois. Conforme as pesquisadoras, grande parte dos emulsificantes (que auxiliam na absorção) disponíveis comercialmente é sintetizada quimicamente, podendo apresentar toxidade dependendo da concentração de uso. Por conta disso, elas explicam que as novas tendências de desenvolvimento de produtos alimentícios têm levado à procura de aditivos naturais como alternativa aos existentes.
Aproveitando alguns estudos já desenvolvidos com o uso da Spirulina platensis, o grupo viu uma possibilidade de ampliar os testes. “Vimos a oportunidade de alinhar uma necessidade da empresa com a ciência desenvolvida aqui no laboratório. Como já estávamos trabalhando com a microalga Spirulina e com outros microrganismos (levedura de fermento de pão), testamos quatro possibilidades, com os materiais puros e com os emulsificantes extraídos deles, e todas deram resultado positivo”, frisa Luana.
Segundo a professora Luciane Colla, o emulsificante normalmente utilizado na indústria de alimentos é a lecitina de soja, mas ela é quem domina o mercado e, por isso, não existem muitas opções. “Existem opções sintéticas, mas criamos novas opções de emulsificantes naturais, oferecendo, juntamente com isso, um elemento com proteínas e antioxidantes. A descoberta abre caminho para que, no futuro, exista a possibilidade de utilizar a Spirulina de forma comercial, podendo entrar no mercado como emulsificante natural, além das demais propriedades benéficas que possui”, ressalta.

 

Pesquisador da Embrapa palestra em aula inaugural do IFRS em Bento Gonçalves

Município: Bento Gonçalves

Luciano Gebler falou aos alunos do curso de Agronomia na última quinta-feira, dia 10 CRÉDITO: EXATA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Luciano Gebler falou aos alunos do curso de Agronomia na última quinta-feira, dia 10 CRÉDITO: EXATA COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Para não correr o risco de ser penalizado pela fiscalização ambiental por descuido ou despreparo, o ideal é o produtor traçar um plano de gestão na área. A recomendação é do agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Luciano Gebler, conferencista da aula inaugural do curso de Agronomia do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Bento Gonçalves, ocorrida na última quinta-feira, dia 10, na sede do educandário. Também evento satélite do Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental de Agropecuária a ser realizado na Feira de negócios e tecnologia em resíduos, águas, efluentes e energia (Fiema) Brasil 2018 – encontro promovido pela Fundação Proamb – a aula-palestra teve como tema Por que nos preocuparmos com a gestão ambiental na propriedade rural?
Falando a uma plateia formada por representantes do poder público, entidades, lideranças, alunos, agrônomos e técnicos agrícolas, Gebler reiterou a importância da classe ao ser a responsável por estabelecer a comunicação com o agricultor, traduzindo a linguagem técnica para o dia a dia do produtor. “Muitos fazem, ainda hoje, o que o pai e o avô faziam. Por isso, nós temos que levar a legislação ambiental a eles, mostrar a importância de conhecer a lei e os códigos, bem como lembra-los de que existem assessorias e entidades especializadas para oferecer o suporte necessário e auxiliar no cumprimento dessas normas que, apesar de antigas, recentemente começaram a ser fiscalizadas”, disse o agrônomo, mestre em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). “Na área ambiental, tudo é melhor se for tratado antecipadamente do que posteriormente. É melhor preparar a propriedade do que incorrer em algum problema com a lei”, orientou.
Para ele, o mais difícil é mudar a mentalidade das pessoas, já que muitos aspectos relacionados à agricultura se transformaram nos últimos anos. “Uma vez tu compravas a terra e ela era tua. Hoje não, ela tem que cumprir sua função social. Então, se não dava nada em 1988 (época da Constituição), hoje não temos mais certeza. Se não mudarmos com essa questão ambiental, vem o fiscal e faz você mudar, porque senão vai preso”. Segundo ele, desempenhar uma gestão ambiental adequada depende da identificação dos riscos derivados de determinada atividade, pois assim saberá como proceder nas situações mais emergenciais da propriedade. Em muitos casos – ou na maioria deles -, tudo será relativo. “Água não faz mal, mas se você tomar 50 litros, você vai morrer”, comparou. “Tudo é risco, nada é risco, depende da dose”.
Nesse contexto, situa o agrotóxico, produto com mais de 2 mil princípios ativos em diferentes famílias químicas. “Tenho três ministérios dizendo que é seguro, e eles fizeram testes. Pouca gente domina todo o ciclo dos agrotóxicos. Ele é seguro na forma dispersa e inseguro na forma concentrada”, explicou. Por isso, disse que esses produtos precisam ser manejados sobre um piso, o que facilita sua remoção em caso de queda – caso contrário, contaminará o solo. Por motivos assim, a gestão ambiental é – e continuará sendo – assunto na pauta das propriedades rurais. Esse planejamento pode começar com o próprio produtor fazendo o mapeamento da área – a partir de um croqui, do Cadastro Ambiental Rural ou de softwares como o Google Maps – e descobrindo os pontos de riscos ambientais (ecológicos, sociais e econômicos). Com a ajuda de técnicos, então, pode gerenciar os riscos – o que fazer primeiro, como fazer – e apresentar as soluções – responsabilidade e temporalidade. Aos alunos, Gebler deixou como recomendação: “não olhem a gestão ambiental como uma coisa estranha e sim como uma parte importante da vivência dentro do curso”.
A Fiema Brasil – feira de negócios, tecnologia e conhecimento em meio ambiente – chega a sua oitava edição em 2018, agendada para ocorrer de 10 a 12 de abril, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. Com previsão de reunir 200 expositores e público visitante de aproximadamente 10 mil pessoas, está consolidada como importante encontro estratégico no segmento de gestão ambiental. Além das oportunidades de negócio, tem uma agenda concomitante de atividades voltadas para a transmissão de conhecimentos na programação de eventos do Fiemacon. Quem assina sua realização é a Fundação Proamb, entidade com mais de 25 anos de atuação em soluções ambientais. Mais informações podem ser obtidas no site www.fiema.com.br.

 

Estudo em Caxias do Sul comprova efeitos positivos do suco de uva branco para a saúde

Município: Caxias do Sul

Projeto foi realizado pela mestranda Caroline Zuanazzi, com orientação da professora Mirian Salvador CRÉDITO: CLAUDIA VELHO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Projeto foi realizado pela mestranda Caroline Zuanazzi, com orientação da professora Mirian Salvador CRÉDITO: CLAUDIA VELHO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Pela primeira vez, um trabalho científico comprova os efeitos positivos para a saúde decorrentes da suplementação alimentar feita com suco de uva branco. Entre os resultados, chama a atenção dos pesquisadores o aumento de HDL, popularmente conhecido como o colesterol bom, e a redução de peso e medidas, com um possível impacto na redução da incidência de doenças cardiovasculares. A descoberta faz parte da dissertação de mestrado Efeitos da suplementação de suco de uva branco sobre as medidas antropométricas em mulheres, que será apresentada nesta sexta-feira, dia 18 de agosto, pela biomédica Caroline Zuanazzi, no Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A dissertação foi orientada pela professora Mirian Salvador.
É sabido que os compostos fenólicos encontrados nas uvas e seus derivados podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diminuir a pressão arterial. A literatura científica já listou os benefícios para a saúde humana do consumo dos produtos derivados da uva, especialmente o vinho e o suco de uva, tais como, por exemplo, a capacidade de neutralizar os danos oxidativos causados pelos radicais livres, a prevenção da hipertensão e das disfunções cardiovasculares e a atividade anticarcinogênica. No entanto, esses estudos sempre estiveram mais focados no consumo do vinho e do suco de uva tinto.
O projeto de mestrado de Caroline buscou avaliar os efeitos benéficos da ingestão de suco de uva branco, estudando os possíveis efeitos da suplementação da bebida sobre medidas antropométricas, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico e danos oxidativos em mulheres saudáveis. Para auxiliar na comprovação de suas hipóteses, Caroline teve a colaboração de um grupo de 25 voluntárias (mulheres entre 50 e 67 anos) do Programa UCS Sênior – Educação e Longevidade, que reúne pessoas a partir de 50 anos para compartilharem experiências de aprendizagem e convívio social. Durante 30 dias, as voluntárias, mediante acompanhamento nutricional, foram orientadas a ingerir 7ml/Kg peso/dia de suco de uva branco, mantendo uma dieta ajustada para manutenção do valor calórico total.
Nesta sexta-feira, dia 18, ao fazer a defesa pública da sua Dissertação de Mestrado, Caroline apresentará os resultados que mostram, pela primeira vez, a capacidade do suco de uva branco na modulação de parâmetros antropométricos e bioquímicos em mulheres adultas. Mesmo com menor teor de polifenóis do que o suco de uva tinto, o suco de uva branco foi capaz de aumentar o colesterol HDL, e diminuir o IMC e a circunferência da cintura e do abdômen. Não foram observadas alterações na glicemia, insulina e nos níveis de óxido nítrico ou nos marcadores de danos oxidativos.